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Fernando Costa

COLUNISTA

Fernando Costa

Empenhe-se na busca por uma elevação interior e espiritual

Pela manhã, ao exercitar a Liturgia Diária e  a Recitação do Terço refletia sobre a Leitura 1Cor.12, 12-14.27-31 das Sagradas Escrituras,  oportunidade em que São Paulo em sua carta falava aos Coríntios.

Nos versículos 28 e seguintes ele orientava sobre os diversos dons que as pessoas eram dotadas.

E perguntou: Acaso todos são Apóstolos?

São Profetas?  Ensinam? Realizam milagres?

Possuem o dom das curas?  Todos falam em línguas?  Interpretam-nas?

Seguindo esse fio condutor, busquei através da hermenêutica os exemplos de vivência e de convivência no cotidiano.

Ao partir da premissa de que se passa por esta vivência uma vez, não custa lutar para ser melhor.

Por que dificultar o que se pode simplificar?

Viemos ao mundo para a felicidade e não para o sofrimento.

Ouço inúmeras vezes que somos nós quem criamos as doenças e os obstáculos.

A ansiedade em resolvermos tudo de uma vez é que acaba por ocasionar estresse e desastre em nossas trajetórias.

É evidente que nascemos inteligentes, uns desenvolvem melhor seus talentos, outros são mais reticentes, mas, por que não buscarmos o regozijo?

Nem todas as tarefas são agradáveis, mas, se tivermos boa vontade, otimismo, religiosidade e confiança como o diapasão nos acordes diários, subsistir será bem mais fácil.

Aprendi com nosso pastor em Cristo, Dom Filippo Santoro que devemos aproveitar cada dia de uma vez.

Concordo. Não adianta a angústia ante as provas diárias nos causam e nem fomentarmos amarguras e dissabores.

Falo por mim, cada qual tem seu jeito de ser: quando não proclamo a liturgia e não rezo o Terço, sinceramente a jornada não corre tranquila, na verdade raros foram essas ocasiões, o mesmo ocorre com a presença à Sagrada Eucaristia, seja aqui, no Japão, onde for, jamais deixo de ir à Santa Missa.

Claro, se a pessoa estuda, aprimora-se, seja em que área for, suas possibilidades multiplicam-se, mesmo assim, a existência não está fácil para ninguém.

Contudo, ser feliz é trabalhar naquilo que mais nos realiza, é um pacto de amor com a vida, é tornar menos árida nossa convivência.

Quantas vezes saio do fórum e vejo os profissionais sentados tomando seu chopinho, conversando, rindo, fazendo planos sob calor intenso e o suor a escorrer pelos rostos cansados em mais um esforço diário.

Se é fevereiro a cidade engalana-se e caem no samba sem pudores, preconceitos, só alegria.

A paixão pelo futebol é contagiante, nem eu que sou neófito nessa área me livro de torcer pelo nosso Flamengo respeitando o Vasco de Almir e de Rodolfo, o Botafogo de Renato, Gilvan, Victor e os demais times a lutarem por um lugar na primeira divisão.

E lá vão eles, uns em seu automóvel, outros em ônibus ou trem. O importante é desfrutar.

E você, está esperando o quê?

Ela passa muito rápido, lembra-me um meteoro a riscar o céu.

Há pessoas, pasmem Senhores, deixam de seguir seus próprios caminhos para espalhar histórias sobre os outros. Falta do que fazer? Não precisa trabalhar?

Se assim for, ótimo, mas procure um livro para ler, obra social para ajudar, bordado, crochê, hospital para visitar, casa de repouso destinada a idosos ou crianças carentes de voluntários a esse mister.

Dê tratos a seus neurônios, não deixe a alzheimer se propale e nem a doença de parkinson tome conta de você, pare de se preocupar com a intimidade alheia.

Não importa a profissão religiosa, o importante é estar em sintonia com Deus tendo o Espírito Santo com o Paráclito e presença iluminadora e guia.

Não oculto minha devoção Mariana e se não encontrou Maria Santíssima ao longo de sua história tem os faustos de sua caminhada mais pesados. Liberte-se, ainda há tempo.

Valho-me, pois, de lições populares a exemplo do cantor e compositor Gonzaguinha “viver e não ter a vergonha de ser feliz” e, seguindo esse raciocínio, o cantor e compositor, Zeca Pagodinho quando entoa “eu já passei por quase tudo nessa vida...deixe a vida me levar...”, está, com certeza, através de uma mensagem, simples e descomprometida incentivando-nos a uma existência leve e suave.

Em perfunctória síntese, retorno ao tema principal, à lógica do argumento e à linha de pensamento original nesta digressão, dita exortação de São Paulo Apóstolo é um profundo convite ao serviço comunitário e à maturidade espiritual.

No contexto o Apóstolo discute as dádivas espirituais em seus diversos carismas concedidos pelo Espírito Santo à edificação da Igreja, “exempli grátis”, a profecia, o ensino e a sabedoria. As elevadas vocações estão ligadas à palavra e a consolidação da fé.

Aspirar, buscar, desejar, zelar e não invejar. O objetivo precípuo é o bem comum e jamais o individual.

Em Corinto, Paulo escreveu a uma comunidade, noção obstante ornada em inúmeros predicados, vez por outra os utilizava incorretamente, acaba por gerar divisões. O ponto fulcral é Jesus Cristo!

Paulo, no capítulo 13, deixa claro que nenhum dom terá valor, ou seja, a profecia, línguas, fé, conhecimento desprovidos de afeição, “caridade” de nada adiantará, pois o amor é o maior entre todas as graças.

Sábias as palavras de São Paulo quando pontificou: “Aspirai aos dons mais elevados”.

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