COLUNISTA
Cocco Barçante prepara um novo encontro com Lisboa. Em junho, o artista realiza sua quinta exposição na capital portuguesa, desta vez em tom de celebração: 50 anos de trajetória dedicados à arte. A mostra, intitulada Território Afetivo 50+Arte, revisita caminhos, memórias e paisagens construídas ao longo de décadas, uma linguagem marcada por memória, emoção e pertencimento. Uma travessia madura, que reafirma vínculos entre arte, tempo e afeto agora também do outro lado do Atlântico.
Cocco Barçante: 50 anos de trajetória (Divulgação)
Na última terça-feira (10), o professor Joaquim Eloy Duarte dos Santos celebrou 91 anos de vida e de história. Bacharel em Direito, jornalista, dramaturgo e membro titular da centenária Academia Petropolitana de Letras, da qual também foi presidente, professor Eloy é desses nomes que atravessam décadas deixando marcas de pensamento, palavra e compromisso cultural. Uma data que não fala apenas de aniversário, mas de permanência e legado. A coluna registra a data com admiração e reconhecimento por sua trajetória.
Professor Joaquim Eloy, 91 anos de trajetória intelectual e contribuição à cultura petropolitana (TMZ Studio)
Quer um programa diferente para curtir o Carnaval em Petrópolis? A Feira Cores e Sabores, que valoriza sustentabilidade, economia solidária e desenvolvimento local, surge como uma escolha que foge do óbvio. A edição especial acontece nos dias 14 e 15 de fevereiro, no Centro do Vale das Videiras. Com entrada gratuita, das 10h às 15h, o evento reúne mais de 15 expositores locais e reforça a venda direta do produtor ao consumidor. Criada em 2018, a feira apresenta hortaliças orgânicas, queijos, compotas, cerâmicas, sabonetes e cervejas artesanais da serra fluminense. A programação cultural inclui a Blaster Discos projeto itinerante de vinil comandado por David Ferreira e Letícia Silveira com sambas, marchinhas e clássicos da música brasileira. A Cervejaria Serra Velha, do petropolitano Matheus Taboada, também marca presença, com rótulos artesanais produzidos em pequena escala. Vale conferir!
Olhe só que proposta inovadora: a Casa de Petrópolis recebe, no dia 21 de fevereiro, o lançamento do livro A menina que gostava de brincar de nada, de Cassiana Lima Cardoso, com ilustrações de Ingrid Araújo. A partir das 10h30, a programação reúne conversa com a autora, oficina de bolhas de sabão e uma performance criada por Gardênia Lago e Gabriel Campos Marcolino. A atividade acontece ao ar livre, com participação gratuita; em caso de chuva, será transferida para o interior da casa. A obra acompanha o olhar sensível de uma criança que descobre o extraordinário no cotidiano, entre quintais, ruas e pequenas travessias, ao lado do cachorro Bob. Ambientada no interior de Minas, a narrativa une imaginação e temas concretos, dialogando com o realismo mágico e ecos de Manoel de Barros e Guimarães Rosa. As ilustrações de Ingrid Araújo ampliam esse universo com traços e colagens que sugerem vento, água e paisagem, convidando leitores de todas as idades a construir suas próprias imagens a cada página.
Março reserva uma noite de tirar o fôlego no Teatro Imperial. No dia 27, às 20h, o palco recebe o espetáculo Bravo Tenores in Concert, com os tenores Marcello Vannucci, Tenor Leone e CaJunior, acompanhados por orquestra sob a regência do maestro Renato Misiuk. O programa não poderia ser melhor, e percorre grandes clássicos da ópera, apresentados com arranjos sofisticados e interpretação de forte impacto emocional. Criado em 2015, o projeto conquistou projeção nacional desde a estreia em São Paulo, reunindo milhares de espectadores. O diferencial está no chamado crossover de estilos, que aproxima trajetórias distintas da música lírica, do teatro musical e de tradições populares italianas. Uma noite pensada para quem aprecia potência vocal, elegância e a experiência de um concerto que vai além do repertório.
Estreou no último dia 5, no YouTube.com/TelevisualFilmes , o documentário A Maldição do Theatro, que revisita a dramática história de um dos mais históricos e importantes teatros do interior do Estado do Rio de Janeiro o Theatro Dom Pedro, em Petrópolis. Dirigido pelo jornalista e roteirista Heber Lobato Jr. e produzido pela Televisual Filmes, o média-metragem percorre quase um século de existência, do brilho da inauguração em 1933 aos recorrentes períodos de abandono e fechamento. Com imagens inéditas, pesquisa histórica e depoimentos de artistas e profissionais que viveram o palco e os bastidores, o filme estabelece um diálogo direto entre memória, patrimônio e a vida cultural da cidade. Uma obra que convida à reflexão sobre o cuidado com aquilo que guarda a alma de Petrópolis.