COLUNISTA
A serra fluminense, que já nos brindou com paisagens e memórias, agora se afirma também como território de encontros e sabores. Em recente reunião no Centro Cervejeiro da Serra, do Grupo Petrópolis, em Teresópolis, representantes de Petrópolis, Nova Friburgo e Guapimirim se reuniram para desenhar os próximos passos da Rota Cervejeira RJ. Mais do que números já são mais de 20 associados entre cervejarias e produtores de lúpulo o que se viu foi um alinhamento de afetos e visões: a cultura cervejeira como expressão de identidade e pertencimento. Entre os presentes, Gilberto Tarantino, presidente da Abracerva, além de representantes do setor público e da academia. A proposta é simples e potente: transformar a experiência cervejeira em roteiro, memória e desenvolvimento. Um brinde ao futuro da serra onde economia e cultura caminham lado a lado.
O encontro reuniu Gilberto Tarantino, presidente da Abracerva, além de representantes do setor público e acadêmico (Divulgação)
Depois de três anos intensos em São Paulo, o coreógrafo e bailarino Guto Muniz retorna a Petrópolis inaugurando uma nova etapa mais madura, afetiva e conectada às próprias raízes. Na capital paulista, integrou a primeira edição do The Town Festival, assinou a coreografia do musical “Hebe” e produziu “Express Yourself” e “Just Dance”. Também esteve à frente das montagens brasileiras de “Anastasia” e “A Família Addams Youth Edition”, pela Allegresse Escola de Musicais, no Morumbi, além de atuar como personal dance da atriz Paloma Bernardi e coreógrafo do Instituto Encantar. Mas foi o chamado da vida pessoal que definiu o retorno. À frente de sua escola, o Jazz Guto Muniz, retoma projetos e reencontra alunos. Com trajetória que inclui a versão brasileira de “Fame”, “Cats” (como Dance Captain e Swing), trabalhos com a banda KLB e participações no Criança Esperança, Guto traz na bagagem experiência nacional e internacional que é motivo de muito orgulho. Agora, ele prepara novas turmas e um grande espetáculo de fim de ano, reafirmando que, às vezes, o maior palco é aquele onde o coração decide ficar. Acompanhe sua rotina e muitas novidades pelo Instagram: @gutomunizofficial.
Guto Muniz, que agraciado com vários prêmios e homenagens, dentre eles o Prêmio Academia Petropolitana de Letras, em 2022 (Divulgação)
Neste sábado, a Casa de Petrópolis Instituto de Cultura recebe a estreia do Duo Brasil Universo, com as violinistas Ana de Oliveira e Carol Panesi. Unidas pela influência da música universal de Hermeto Pascoal, elas apresentam um repertório que passeia do choro à música de concerto, com direito à estreia de Música Corridinha, escrita pelo próprio compositor. O encontro integra a agenda musical da Casa e nasce de convite de Natalia Azevedo. Produção da Abstrata. Ingressos à venda.
O padeiro petropolitano Ricardo Gonzalez compartilhou essa semana nas redes um momento especial da carreira: o segundo lugar (Cordão Prata) no Baker Top, maior concurso de panificação do país, realizado em São Paulo. A conquista veio com seu pão de batata temperado, avaliado por nomes de peso como Rogério Shimura, Lionel Verstraelen e Johannes Roos. Na postagem, também o agradecimento ao mestre Pedro Eugênio Prado, prova de que, na panificação, talento e memória caminham juntos.
O Teatro Imperial celebra o Mês da Mulher com uma programação que destaca diferentes expressões artísticas e o protagonismo feminino. A abertura, no dia 6, será com o Leia Mulheres Petrópolis, que propõe a leitura e reflexão sobre Um Teto Todo Seu, de Virginia Woolf. No dia 8, a cantora Camilla Marotti apresenta o show “Canta Divas”. A agenda segue com Nany People no dia 14, o espetáculo “K-Pop Jovens Guerreiras” no dia 21 e sessões gratuitas de cinema, incluindo “Frida”, sobre Frida Kahlo. O encerramento será no dia 29, com Bruna Louise e o espetáculo “Meus 15 Anos”.
Sabe aqueles encontros que nascem raros? Neste sábado, o palco do Soberano Jazz Club será território desse tipo de sintonia. O guitarrista Ricardo Silveira chega em formato de trio, acompanhado por Eneias Xavier, no baixo, e Lincoln Cheib, na bateria. Com trajetória que atravessa gerações e diálogos musicais com nomes como Milton Nascimento e Gilberto Gil, Silveira traz à serra um repertório que respira liberdade: composições próprias e clássicos revisitados sob o risco bonito da improvisação. Mais do que um encontro, uma conversa em forma de música, dessas que só acontecem quando talento e escuta dividem o mesmo tempo.
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