COLUNISTA
Foi cercado de afeto, cores e encontros o lançamento de “A Cidade Artesanal”, obra de Alexandre Guimarães inspirada no universo criativo de Cocco Barçante. O evento celebrou não apenas a chegada do livro ao público, mas a força de um trabalho que traduz, em palavras e imagens, a delicadeza e a potência do artesanato como expressão cultural. A publicação propõe um mergulho poético no Museu do Artesanato do Estado do Rio de Janeiro, em Petrópolis, revelando as tramas entre arte, memória e sustentabilidade. Representado de forma lúdica, Cocco surge também como personagem, conduzindo o leitor por uma cidade imaginada e profundamente real em seus afetos. Editado pela Franco Editora, o livro reafirma o valor do fazer manual como patrimônio vivo. Uma noite de celebração que reuniu amigos, artistas e admiradores, deixando no ar a certeza de que a cultura, quando compartilhada, ganha ainda mais sentido.
Alexandre Guimarães e Cocco Barçante com a cachorrinha Frida, que também é personagem do livro “A Cidade Artesanal” (Divulgação)
A escritora Ivone Alves Sol abre a programação de 2026 da Academia Petropolitana de Letras com a palestra “Maria Eugênia Celso Das letras às lutas”, no dia 28 de março, às 18h30, na Casa Cláudio de Souza. O encontro lança luz sobre uma personagem pouco lembrada da história local. Maria Eugênia Celso, filha do Afonso Celso e neta do Visconde de Ouro Preto, foi escritora, jornalista e uma das pioneiras nas lutas pelos direitos das mulheres, além de integrante da própria APL. A palestra nasce de uma pesquisa realizada por Ivone a partir de um projeto interno da Academia, que resgatou trajetórias de acadêmicos já falecidos. O resultado é a redescoberta de uma mulher cuja atuação atravessou literatura, imprensa e causas sociais. Aberto ao público, o encontro propõe revisitar memórias e reposicionar nomes que ajudaram a construir a história e, ainda que, por vezes, tenham sido deixados à margem.
Ivone Alves Sol ministra palestra sobre Maria Eugênia Celso (Divulgação)
A Editora Vozes celebra 125 anos de trajetória com uma exposição especial instalada no Instituto Teológico Franciscano, em Petrópolis. A mostra convida o público a percorrer a história da editora que, ao longo de mais de um século, ajudou a formar leitores e a alimentar debates nas áreas de fé, filosofia, educação e ciências humanas. O percurso reúne publicações emblemáticas, registros históricos e bastidores editoriais, compondo uma narrativa que revela como ideias atravessam o tempo e continuam dialogando com o presente. Mais do que uma celebração, a iniciativa reafirma o papel do livro como instrumento de reflexão e transformação. A visitação é gratuita e acontece às quartas-feiras, das 14h às 19h, no espaço do instituto. A exposição também pode ser acessada em formato virtual, ampliando o alcance dessa celebração que marca um capítulo importante da cultura editorial brasileira.
Linda Feitoza e Drica Madeira são as convidadas da abertura da programação de 2026 do projeto “Fale-me de Petrópolis”, no Museu Imperial. O encontro acontece no dia 26 de março, às 14h30, na biblioteca da instituição, com entrada gratuita. Com o tema “Leia Mulheres Petrópolis”, a conversa propõe um olhar atento à produção literária feminina e à trajetória do clube de leitura na cidade, integrado a uma rede nacional de incentivo à leitura de autoras. Criado em 2016, o projeto se firmou como espaço de formação de leitores e circulação de ideias, ampliando, ao longo do tempo, sua presença também no ambiente virtual. A iniciativa inaugura mais um ciclo de encontros dedicados à memória, à literatura e aos diálogos que atravessam gerações.
Quem passa pelo Campus Dom Veloso da Universidade Católica de Petrópolis agora tem a chance de olhar para sua fachada com outros olhos. Já está aberta ao público a exposição Fachada Viva: Arquitetura, Memória e Pertencimento, que transforma a história do prédio em narrativa sensível e acessível. Entre imagens antigas e registros recentes, a mostra revela o processo de revitalização iniciado em agosto de 2025 e convida o visitante a percorrer o tempo de um espaço que faz parte da memória afetiva de gerações. Não por acaso, o conjunto é tombado pelo IPHAN e pelo INEPAC reconhecimento que ajuda a entender a dimensão desse patrimônio. Com investimento de R$ 400 mil, a restauração ganha aqui uma nova camada: a do encontro com o público. A visitação segue até 22 de maio, durante a semana e também aos sábados, em horários amplos, como quem convida a cidade a revisitar a própria história.