COLUNISTA
A Academia Petropolitana de Letras realizou, no último sábado (22), a cerimônia de outorga dos Prêmios APL, medalhas e diplomas aos novos membros honorários e correspondentes. O encontro aconteceu no auditório da UNIFASE e, nesta edição, ganhou um formato mais dinâmico, compacto e festivo. Sob a presidência do professor Marcelo J. Fernandes, a cerimônia teve condução da acadêmica Ivone Alves Sol, em parceria com o diretor-secretário Cleber Francisco Alves, e participação musical do pianista Luiz de Simone, um dos homenageados da noite. A solenidade reafirmou uma tradição de mais de quatro décadas da APL de reconhecer nomes que contribuem para a literatura, as artes, a educação, a pesquisa e a preservação da memória.
O professor e museólogo Maurício Vicente Ferreira Junior, recebeu da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) a Medalha de Honra ao Mérito 90 anos da Escola de Museologia. A homenagem reconhece sua trajetória dedicada à preservação, valorização e difusão do patrimônio histórico e cultural brasileiro, além de sua atuação como diretor do Museu Imperial. A distinção também destaca sua participação em instituições, associações e comitês técnicos no Brasil e no exterior, bem como sua atuação na preservação da memória cultural. Um reconhecimento que chega a um profissional cuja trajetória está profundamente ligada à pesquisa, à educação e à valorização do patrimônio.
O artista visual e designer social petropolitano Cocco Barçante participa, neste sábado (29), do lançamento de A Cidade Artesanal, obra escrita e ilustrada pelo professor Alexandre Guimarães, às 17h, na livraria CL Prime Store, no Shopping de Três Rios. Inspirado na trajetória de Cocco, o livro percorre o acervo do Museu do Artesanato e traduz, em palavras e imagens, uma concepção de cultura que aproxima criação artística, memória e identidade. O encontro presta homenagem ao grupo artesanal tirriense Marias das Artes, parceiro de Cocco em exposições realizadas no Brasil e em Portugal. Já apresentado em Petrópolis, no Museu do Artesanato e na Livraria Nobel; no Rio de Janeiro, na Festa Literária de Santa Teresa e no Rio Arte; e em Lisboa, na Galeria Arte Graça, o livro segue um percurso que tem como eixo a valorização do artesanato como expressão cultural e como instrumento de fortalecimento da economia criativa fluminense.
Aos 88 anos, Roberto Menescal mantém uma agenda que faria inveja a muito artista mais jovem e Petrópolis está no roteiro. O mestre da Bossa Nova se apresenta no dia 25 de setembro, às 20h, no Centro Cultural Sesc Quitandinha, ao lado da cantora Cris Delanno e do percussionista Reginaldo Vargas, em uma das cinco apresentações da série Sesc Pulsar Rio. Com mais de 70 anos de carreira e cerca de 400 canções compostas, Menescal vive um momento especialmente movimentado, justamente quando a Bossa Nova volta a despertar grande interesse. Antes de chegar à cidade, ele passa pelo Palco Mundo do Rock in Rio, em 7 de setembro, ao lado de Luisa Sonza. Em Petrópolis, o formato será mais intimista: voz, guitarra e percussão para celebrar um gênero que ajudou a transformar a música brasileira.
Quem passar pelo Centro de Cultura Raul de Leoni até o dia 31 de agosto pode conhecer um pouco do universo colorido e cosmopolita de Betto Pereira. O artista maranhense apresenta a exposição A Fisiologia da Arte, na Galeria Van Dijk, reunindo 17 obras, entre trabalhos já exibidos e peças inéditas. É a sétima exposição individual de Betto em Petrópolis. Com curadoria de Carlos Dimuro, a mostra propõe um mergulho no processo criativo do artista, marcado por cores luminosas, referências contemporâneas e elementos do folclore maranhense. Cantor, compositor e artista plástico, Betto transforma diferentes linguagens em uma produção que tem identidade própria e que, mais uma vez, encontra espaço para dialogar com o público petropolitano.
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