Edição: sábado, 29 de agosto de 2026

Marise Simões

COLUNISTA

Marise Simões

Uma noite de celebração

A Academia Petropolitana de Letras realizou, no último sábado (22), a cerimônia de outorga dos Prêmios APL, medalhas e diplomas aos novos membros honorários e correspondentes. O encontro aconteceu no auditório da UNIFASE e, nesta edição, ganhou um formato mais dinâmico, compacto e festivo. Sob a presidência do professor Marcelo J. Fernandes, a cerimônia teve condução da acadêmica Ivone Alves Sol, em parceria com o diretor-secretário Cleber Francisco Alves, e participação musical do pianista Luiz de Simone, um dos homenageados da noite. A solenidade reafirmou uma tradição de mais de quatro décadas da APL de reconhecer nomes que contribuem para a literatura, as artes, a educação, a pesquisa e a preservação da memória.

01. Acadêmicos:  Almir Tosta, Antônio torres, Ivone Sol e Décio Torres Cruz em noite d
Acadêmicos:  Almir Tosta, Antônio torres, Ivone Sol e Décio Torres Cruz em noite de celebração promovida pela APL (Divulgação)

Mérito à trajetória

O professor e museólogo Maurício Vicente Ferreira Junior, recebeu da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) a Medalha de Honra ao Mérito 90 anos da Escola de Museologia. A homenagem reconhece sua trajetória dedicada à preservação, valorização e difusão do patrimônio histórico e cultural brasileiro, além de sua atuação como diretor do Museu Imperial. A distinção também destaca sua participação em instituições, associações e comitês técnicos no Brasil e no exterior, bem como sua atuação na preservação da memória cultural. Um reconhecimento que chega a um profissional cuja trajetória está profundamente ligada à pesquisa, à educação e à valorização do patrimônio.

02. Maurício Vicente Ferreira Junior durante homenagem na Unirio (Divulgação
Maurício Vicente Ferreira Junior durante homenagem na Unirio (Divulgação

Lançamento em Três Rios

O artista visual e designer social petropolitano Cocco Barçante participa, neste sábado (29), do lançamento de A Cidade Artesanal, obra escrita e ilustrada pelo professor Alexandre Guimarães, às 17h, na livraria CL Prime Store, no Shopping de Três Rios. Inspirado na trajetória de Cocco, o livro percorre o acervo do Museu do Artesanato e traduz, em palavras e imagens, uma concepção de cultura que aproxima criação artística, memória e identidade. O encontro presta homenagem ao grupo artesanal tirriense Marias das Artes, parceiro de Cocco em exposições realizadas no Brasil e em Portugal. Já apresentado em Petrópolis, no Museu do Artesanato e na Livraria Nobel; no Rio de Janeiro, na Festa Literária de Santa Teresa e no Rio Arte; e em Lisboa, na Galeria Arte Graça, o livro segue um percurso que tem como eixo a valorização do artesanato como expressão cultural e como instrumento de fortalecimento da economia criativa fluminense.

03. Cocco Barçante participa de lançamento em Três Rio (Divulgação)
Cocco Barçante participa de lançamento em Três Rio (Divulgação)

Menescal no Quitandinha

Aos 88 anos, Roberto Menescal mantém uma agenda que faria inveja a muito artista mais jovem e Petrópolis está no roteiro. O mestre da Bossa Nova se apresenta no dia 25 de setembro, às 20h, no Centro Cultural Sesc Quitandinha, ao lado da cantora Cris Delanno e do percussionista Reginaldo Vargas, em uma das cinco apresentações da série Sesc Pulsar Rio. Com mais de 70 anos de carreira e cerca de 400 canções compostas, Menescal vive um momento especialmente movimentado, justamente quando a Bossa Nova volta a despertar grande interesse. Antes de chegar à cidade, ele passa pelo Palco Mundo do Rock in Rio, em 7 de setembro, ao lado de Luisa Sonza. Em Petrópolis, o formato será mais intimista: voz, guitarra e percussão para celebrar um gênero que ajudou a transformar a música brasileira.

Arte em cores

Quem passar pelo Centro de Cultura Raul de Leoni até o dia 31 de agosto pode conhecer um pouco do universo colorido e cosmopolita de Betto Pereira. O artista maranhense apresenta a exposição A Fisiologia da Arte, na Galeria Van Dijk, reunindo 17 obras, entre trabalhos já exibidos e peças inéditas. É a sétima exposição individual de Betto em Petrópolis. Com curadoria de Carlos Dimuro, a mostra propõe um mergulho no processo criativo do artista, marcado por cores luminosas, referências contemporâneas e elementos do folclore maranhense. Cantor, compositor e artista plástico, Betto transforma diferentes linguagens em uma produção que tem identidade própria e que, mais uma vez, encontra espaço para dialogar com o público petropolitano.

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