Edição: quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Marise Simões

COLUNISTA

Marise Simões

Educação em transformação

A educação superior esteve em debate em São Paulo nesta semana, durante o 28º Fórum Nacional do Ensino Superior Particular (FNESP). Entre os participantes esteve a reitora da UNIFASE, Maria Isabel de Sá Earp de Resende Chaves, integrante do Conselho Consultivo do SEMESP, que participou do painel “A formação é um caminho sem fim”. A conversa trouxe ao centro temas que já começam a redesenhar a formação profissional, como microcertificações, trilhas flexíveis de aprendizagem e lifelong learning. Ao lado da reitora, representantes da Fundação Octacílio Gualberto, mantenedora da UNIFASE, também acompanharam as discussões. Um debate que interessa diretamente às instituições e, sobretudo, a quem terá de continuar aprendendo muito depois de receber o diploma.

01. UNIFASE no 28º Fórum Nacional do Ensino Superior Particular - FNESP (Divulgação)
UNIFASE no 28º Fórum Nacional do Ensino Superior Particular - FNESP (Divulgação)


História brasileira em documentário

Terra de Santa Cruz acaba de chegar ao Globoplay e recupera a peregrinação inédita realizada em 2025 com a Cruz da Primeira Missa, que percorreu mais de 20 cidades de Portugal e do Brasil, em uma jornada que uniu fé, memória, cultura e identidade. O documentário marca os 525 anos da celebração realizada em 26 de abril de 1500 e acompanha o percurso pelos olhares do padre Omar e da indígena Pataxó Wilza Neves. A produção tem também uma ligação especial com Petrópolis. Tatiana D’Angello, petropolitana, é uma das diretoras do documentário, ao lado de Leanna Scal, e atua como CMO da Federação de Convention & Visitors Bureaux do Estado do Rio de Janeiro (FC&VB-RJ), que apoiou o projeto e é presidida por Guilherme Abreu. Entre história e espiritualidade, o documentário Terra de Santa Cruz propõe um olhar contemporâneo para um episódio fundador da história brasileira.

02. Tatiana D´Angello, Wilza Neves, Padre Omar, Guilherme Abreu, a estreia do document
Tatiana D'Angello, Wilza Neves, Padre Omar, Guilherme Abreu, a estreia do documentário (Divulgação)


Sangue bom

Uma doação de sangue pode salvar vidas e, até 23 de setembro, também render desconto para quem pretende curtir o Rock The Mountain. O festival se uniu ao Banco de Sangue de Petrópolis, unidade Santa Teresa, em uma campanha que oferece 50% de desconto na compra de até dois ingressos para quem fizer a doação. Com o mote “Do lado de cá só pinta sangue bom”, a iniciativa busca reforçar os estoques da unidade e mobilizar moradores de Petrópolis e da Região Serrana. Depois da triagem e da doação, o participante recebe um voucher para utilizar o benefício. O atendimento é diário, das 7h às 18h, inclusive nos feriados. Uma parceria em que a solidariedade ganha, literalmente, um bom motivo para entrar em cena.


Bem-estar em alta

O turismo de bem-estar deixou de ser apenas um nicho para se tornar um dos segmentos mais promissores do mercado mundial. Segundo o Global Wellness Institute, movimentou US$ 893,9 bilhões em 2024 e deve alcançar US$ 1,38 trilhão em 2029. Petrópolis reúne muitos dos atributos que esse novo viajante procura: natureza, tranquilidade, gastronomia, clima ameno e experiências de cuidado. Na cidade, o conceito aparece em spas, hotéis boutique, atividades ao ar livre, trilhas, cicloturismo, produção orgânica e experiências gastronômicas. Mais do que um segmento específico, o wellness pode atravessar diferentes áreas do turismo e transformar aquilo que Petrópolis já tem de melhor em experiências voltadas ao descanso, à saúde e à reconexão. Afinal, em tempos de tanta pressa, saber desacelerar também virou destino.


Memória quilombola

Logo mais, às 14h30, o Museu Imperial recebe a 67ª edição do projeto Fale-me de Petrópolis, que desta vez coloca em pauta a história do Quilombo da Tapera. O encontro, que integra a programação da 20ª Primavera dos Museus, terá a participação de Jorge Casciano e Adão Casciano, representantes da comunidade quilombola. A conversa será dedicada à trajetória do quilombo, cuja origem remonta a 1847, e à resistência de seus moradores na preservação do território, dos saberes e das tradições transmitidos entre gerações. Realizado mensalmente, o Fale-me de Petrópolis transforma a memória da cidade em conversa e, nesta edição, dá voz a uma história que também faz parte da formação de Petrópolis.


Poesia em cena

Logo mais, às 15h30, a Casa de Petrópolis recebe o espetáculo Recital para a Adília Lopes, do Coletivo Três Marias, formado por estudantes de Letras da UERJ. A montagem parte da poesia da escritora portuguesa Adília Lopes, transformando seus versos em uma experiência cênica construída a partir de dramaturgia coletiva. Morta em 2024, Adília Lopes deixou uma obra marcada pelo humor, pelos jogos de linguagem e pela atenção ao cotidiano, transitando por temas como infância, casa, relações familiares, feminino e memória. A apresentação integra as atividades da Usina Três Marias, projeto de extensão da UERJ dedicado à experimentação literária e dramatúrgica. A entrada é aberta ao público.

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