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Reinaldo Paes Barreto

COLUNISTA

Reinaldo Paes Barreto

O genérico mais famoso do que o de referência


Em remédios, temos vários exemplos Mas acontece (e aconteceu) muito, também, um produto transmitir tanto valor agregado à marca que o identifica, que se torna sinônimo do produto inicial. Um dos exemplos emblemáticos, é o caso da Gilette, como sinônimo de lâminas para fazer a barba; o mesmo aconteceu com a Bic, como sinônimo de caneta esferográfica e do Prosecco, como sinônimo de espumante (e para os menos informados até
do champagne: crime! hediondo)

Mas, vamos lá.

Em 1900, o inventor americano King C. Gilette (filho de huguenotes franceses, donde o sobrenome) teve a idéia revolucionária de criar lâminas descartáveis, finas, baratas e ajustáveis a um aparelho bem prático, para permitir que os homens se barbeassem eles mesmos (sem a figura do barbeiro). Geralmente em casa.

O segundo exemplo vem da empresa francesa Bic e seus conhecido produto: a caneta esferográfica. Até autoridades usam como símbolo de practicidade e eficácia. E o terceiro da minha lista (deve haver muitos mais!) é o Prosecco, que no Réveillon do ano 2000 explodiu mundo afora como sinônimo de champagne, numa jogada genial de fabricante e marketeiros!

Afinal, como seu similares mais sofisticados, tem borbulhas, espouca a rolha, e tem “cara” de festa. Só que não é nem espumante: e seus similares: cava, em espanhol; sekt, em alemão; sparkling, em inglês; mousseux, em francês; frizzante, em italiano, etc. E, muito menos, champagne.

Um gole de história.

O Prosecco legítimo é produzido a partir de uma uva só, (varietal) do mesmo nome, originária do Vêneto, na Itália. É um espumante consumido há muito tempo nessa região, sobretudo em Veneza, sendo que por volta dos anos 80 entrou na lista dos modismos de verão. Começou no terraço do elegante Cipriani (hoje do grupo Belmond) e, claro, rapidamente se espalhou pelos cafés e bares da Praça São Marcos. Servido puro, ou misturado com suco de morango, “prosecco con fragola”, ou com dois dedos de Aperol e uma casca de limão/laranja na borda, formando o drinque chamado Spritz.

Hoje, ele é produzido em dezenas de países, inclusive o Brasil, com algumas adaptações. É um espumante banal, com honrosas exceções, como o Fae Wisco, o Casa Bianca e outros da região de Valdobbiadene, raros e caros nas prateleiras dos pontos de venda brasileiros.

Cuidado, portanto, porque como no samba, “camelô na conversa ele vende algodão por veludo, mas não tem bronca porque neste mundo tem bobo pra tudo”!

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