COLUNISTA
Vamos supor que você decida passar um X tempo sem ingerir qualquer bebida alcoólica. Beleza. Até porque nem por isso você precisa se trancar numa gruta no sopé do Himalaia, ou embarcar como missionário para as Montanhas de Malawi (África).
O que beber, então, para manter encontros sociais, ou se permitir um drinque no fim da tarde? A primeira hipótese é o clássico suco de tomate temperado. Na minha receita, entra um talo de aipo fazendo as vezes de “mixer”, um pingo de Tabasco, outra de Angostura, uma poeira de pimenta-do-reino, outra de sal marinho, pedras de gelo e gotas de limão. A segunda hipótese é mais incrementada, e eu a batizei de “Cranberry Tropical”. Lá vai a receita: 250ml de água de coco, 250ml de suco de laranja (não lima), 250ml de água tônica, 250ml de suco de Cranberry, hortelã o quanto baste. E gelo. É quase um remédio!
A terceira hipótese é a mais criativa: “Sangria Careta”. Uma garrafa de vinho tinto, seco, sem álcool, uma lata de soda limonada, ½ xícara de açúcar, 5 fatias grossas de laranja com um cravo da índia espetada em cada casca, ½ abacaxi picado em pedaços, 1 maçã vermelha e outra verde (sem casca) cortadas em fatias e (facultativo) um pau de canela. Como sempre, gelo a gosto.
Mas as receitas acima vão melhor como drinques. Já para uma combinação mais gastronômica, recomendo: a) limonada suíça, quando é para harmonizar com carnes gordurosas e outros pratos mais valentes, pois a acidez ajuda a digestão; b) chás quentes, como os orientais, ou chimarrão, como os platinos, para escoltar esses pratos mais gordurosos mencionados no item anterior; c) e ice-tea, água tônica, ou os bons sucos de uva (sugiro os orgânicos, desde que sem adição de açúcar, produzidos em Garibaldi, RGS, por exemplo, para o pratos leves, saladas, frios, etc.
Finalmente e para quem não precisa cuidar da cintura, há excelentes cervejas sem álcool.(*), nacionais e estrangeiras, a preços que cabem no bolso. Sendo que as inglesas, que provei “in loco” no ano passado, só detetive descobre que são desalcoolizadas.
(*) O cartunista e meu amigo Jaguar, recém-falecido, depois de beber três oceano de todos os álcoois engarrafados, teve uma cirrose braba e teve que parar de beber. Bandeou-se para as cervejas 00. Mas não perdeu o humor:
comentou comigo, “o drama de quem bebe cerveja em álcool é que depois da quarta latinha você tem que dar dez voltas em torno de um poste para ficar tonto se não, não tem graça!
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