Edição: sexta-feira, 10 de julho de 2026

Reinaldo Paes Barreto

COLUNISTA

Reinaldo Paes Barreto

Elvis Presley se mudou para Petrópolis

Elvis não morreu, segundo os teóricos da conspiração. E estaria comemorando neste 13 de julho 91 anos, meio envelhecido, claro, mas ainda firme. E o Rock também não morreu, sabemos todos, e continua embalando jovens e “prateados” há 72 anos. Um decibel de história: os historiadores datam de 1954 o início desse gênero que fundiu três matrizes musicais da tradição americana. O blues, country e o jazz. E e foi nesse 1954, que um “caminhoneiro” branquela, chamado Elvis Presley, entrou no Sun Studius, em Memphis, e gravou “Taht’s Allright Mamma”.

Tanto pelo ritmo quanto pela comunicação. Embora não totalmente pioneiro: antes dele um primeiro popstar desse novo gênero abriu caminho: Bill Haley e seus cometas. Eles incendiaram o mundo com o “Rock Around the Clock”, em 1953, embora ainda caracterizados à moda antiga, com paletó e gravata borboleta.

O passo seguinte foi a ruptura de todos os cânones anteriores: o visual e a postura de ambos, o artista e a plateia. Em vez do cantor tradicional em cima do palco, distante, em geral de smoking Elvis e os novos intérpretes propunham a fusão das fronteiras para que todos participassem de um show alucinante.

Era o resgate de uma pulsão reprimida. De um lado, as roupas extravagantes do arista. Do outro, uma plateia que subia pelas mesas, dançando, pulando e gritando. Ou seja, transgressão de parte a parte. Mas tudo coerente, até porque numa primeira leitura, “rock and roll” pode ser traduzido por “deite e role”. Já numa leitura mais caliente, tanto “rock” quanto “roll”, na gíria dos negros americanos daquela época, significava transar. Nem por acaso os puritanos passaram a chamar o novo ídolo de Elviz pélvis.

Elvis nasceu em circunstâncias humildes, em uma casa de dois quartos em Tupelo, Mississipi, no dia 8 de janeiro de 1935, mas mudou-se para Memphis, Tennessee, em 1948, com seus pais. Em 1954, como disse, iniciou a sua carreira musica e em 1956 já era uma celebridade internacional. Estrelou 33 filmes e chegou a vender um bilhão de discos que lhe garantiram prêmios de ouro, platina e multiplatina por seus 149 álbuns. Muito mais do que qualquer outro artista do seu tempo.

Mas seu fim, infelizmente, foi lamentável. Morreu com 42 anos, em sua casa no Memphis, em 16 de agosto de 1977, obeso e deprimido. Segundo se comentou, envenenado por toneladas de remédios.

Deixou uma legião de fãs, muitos dos quais criaram a sociedade “Elvis não morreu” que edita publicações que “juram” que ele está vivo, mudou de vida, virou bicho-grilo, ou médium, ou ... apicultor e vendedor de mel em Araras, no Estado do Rio de Janeiro. E às vezes cantarola tico-tico no fubá!

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