Marcelus Fassano
Passei pela Barão do Rio Branco à noite e foi impossível não olhar.
As luzes chamavam atenção de um jeito diferente. Fiquei curioso e aquilo aumentou minha expectativa para a noite com os amigos.
Estava chegando no Octano.
Logo de cara, um carro de Fórmula 1 pendurado na parede vira ponto obrigatório de foto. E não é só ele. O salão é grande, bem resolvido, com uma decoração toda voltada para o universo automotivo. Espalhados pelo ambiente, carros antigos de colecionadores, impecáveis, daqueles que carregam história. Logo iriam entrar em leilão.
Os sócios, João de Franco, leiloeiro, e Eduardo Rossi, estavam presentes, acompanhando tudo de perto. Isso sempre diz muito sobre a casa.
Fui com um grupo grande, éramos cerca de vinte pessoas. Mesa cheia, conversa alta, energia lá em cima. E quem trabalha com restaurante sabe: servir bem um grupo assim não é simples.
Mas ali funcionou.
Como fizemos a reserva antecipadamente, a casa preparou um menu especial para o grupo. Um cuidado de quem sabe agradar o cliente antes mesmo de ele chegar.
O atendimento foi atento do início ao fim, sem atropelo, sem aquele descompasso comum quando a casa precisa girar muitos pratos ao mesmo tempo.
Começamos com uma linguiça na brasa com tomate confit e cesta de pães artesanais. Simples, bem executada e cumprindo o papel de abrir a mesa.
No principal, um belo corte com molho de parmesão. Carne macia, no ponto, praticamente desmanchando. O molho vinha na textura certa, aveludado e bem integrado ao prato. Acompanhamento correto, sem roubar a cena.
A proposta da casa fica clara.
O Octano nasceu da ideia de unir duas paixões fortes: gastronomia e o universo automotivo. E essa conexão aparece de forma natural. Os carros provocam conversa, despertam memória, aproximam as pessoas. A cozinha segue a mesma linha. Parrilla, bons cortes, respeito ao ingrediente e foco no sabor.
Petrópolis ganha um espaço diferente, que mistura gastronomia, experiência e, em alguns momentos, oportunidades ligadas aos leilões que acontecem ali.
No fim, como sempre, é a comida que decide.
E ali, ela sustenta bem a proposta.
Bem-vindo, Octano.
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