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Sabor em cena

Marcelus Fassano

Sabor em cena

A CASA DAQUELE ALEMÃO

Em tempos de Bauernfest, quando a influência alemã ganha ainda mais destaque em nossa cidade, é impossível não lembrar de uma marca que se tornou parte da identidade de Petrópolis: a Casa do Alemão.

Sua história começou em 1945, quando a então Panificação Quitandinha conquistava moradores e visitantes com seus famosos biscoitos amanteigados. Anos mais tarde, a chegada do casal europeu Stephan e Julka Kern trouxe novos produtos ao negócio, entre eles doces e embutidos. Stephan costumava atender os clientes atrás do balcão, oferecendo degustações e conversando com seu forte sotaque. Não demorou para que as pessoas começassem a dizer: “Vamos parar na casa daquele alemão”. O apelido pegou e acabou se transformando em marca.

Foto 1

Mais de oito décadas se passaram. As lojas cresceram, a empresa se modernizou, mas sua essência permaneceu a mesma: qualidade, produção própria e uma relação afetiva construída com gerações de clientes.

Ao longo dos anos também tive a oportunidade de construir uma relação de amizade e carinho com a família, o que talvez explique meu olhar especial sobre a Casa do Alemão. Não apenas como uma empresa de sucesso, mas como uma das marcas que melhor representam Petrópolis.

Sempre que quero presentear alguém que visita nossa cidade, ou levar uma lembrança para amigos de fora, a Casa do Alemão costuma ser uma das minhas primeiras escolhas. Não apenas pela qualidade dos produtos, mas porque sinto que estou entregando um pedaço de Petrópolis.

Quem leva para casa seus biscoitos, doces ou embutidos leva também um pouco da nossa história, das nossas tradições e da hospitalidade que caracteriza a serra. Leva a lembrança de uma cidade que soube preservar suas raízes e transformar suas influências culturais em parte da sua identidade.

Foto 1

São poucas as marcas que conseguem esse feito. Mais do que vender produtos, elas criam memórias, atravessam gerações e se tornam parte da vida das pessoas.

Talvez seja justamente por isso que a Casa do Alemão continue ocupando um lugar tão especial no coração dos petropolitanos. Porque, ao longo de mais de 80 anos, ela deixou de ser apenas uma empresa para se transformar em um símbolo da cidade.

E símbolos têm esse poder raro: representam muito mais do que aquilo que produzem.

Representam uma parte importante de quem somos.

Marcelus Fassano

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