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sexta-feira, 24 de outubro de 2025


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Vida Patriótica

COLUNISTA

Vida Patriótica

ANIVERSARIANTES AMIRP Dia 24 -Marcio Fernandes de Britto, Ana Paula Tesch Loureiro, Wladimir Miranda Tourinho; dia 25 - Donária Maria Miranda de Toledo Bull, Paulo Roberto Bittencourt da Rocha; dia 28 - Paulo Roberto Fernandes, Eduardo de Souza Simões, Ana Clara E. A. Gomes Bittencourt Gabrich, João Pedro E. A. Gomes Bittencourt Gabrich, Maria Eduarda Galuch Esteves  A. G.Bittencourt, Julia Miranda de Toledo. A Coluna Vida Militar e a AMIRP parabenizam a todos desejando saúde e felicidades.

Aniversariantes AMIRP

TRINTA DE OUTUBRO DIA DO QUADRO DO MATERIAL BÉLICO - o Quadro de Material Bélico realiza o apoio logístico voltado para a manutenção do material bélico, a saber: os armamentos, as viaturas e as aeronaves, incluindo-se o suprimento de peças e conjuntos de reparação destinados a esses materiais, bem como, cuida ainda, do suprimento de combustíveis, óleos, graxas e lubrificantes para motores e máquinas.

 (foto 3 material bélico)
O Exército Brasileiro criou o Quadro de Material Bélico, fruto da experiência da participação brasileira na II Guerra Mundial. Segundo estudiosos de história militar, a última grande guerra teria sido vencida, principalmente, pela Logística. Uma infraestrutura logística eficiente e rápida é essencial para as atividades de manutenção, transporte e suprimento. O Patrono do Quadro de Material Bélico é o Major Carlos Antônio Napion, nascido em 30 de outubro de 1757, militar e engenheiro dotado de cultura técnico-especializada na área do Material Bélico, veio, juntamente, com o Príncipe Regente D. João, em 1808, tendo recebido a missão de lançar as bases e promover o desenvolvimento da indústria bélica no Brasil.

(foto  4   Napion)
O REPÓRTER ESSO (Jorge da Rocha Santos, fontes: Wikipedia, Agência Brasil) As transmissões radiofônicas marcaram a minha infância, estimulando a imaginação, povoando sonhos e por vezes assustando. Impressões tão fortes que até hoje de algumas eu guardo as chamadas; “Incrível! Fantástico! Extraordinário1”; “Balança! Balança! Mas não cai!”, “Testemunha Ocular da História!”. Mas sem dúvida, a recordação mais antiga que tenho é a do “Reporter Esso”, a sua entrada era anunciada por um toque de corneta “ta ta ta ta!”.  Foi um noticiário histórico do rádio e, posteriormente da televisão brasileira. Seguia a versão americana do programa chamado "Your Esso Reporter". Foi o primeiro noticiário de radiojornalismo do Brasil que não se limitava a ler as notícias recortadas dos jornais, pois as matérias eram enviadas por uma agência internacional de notícias sob o controle dos Estados Unidos. O repórter Esso era patrocinado pela empresa estadunidense “Standard Oil Company of Brazil”, conhecida como “Esso do Brasil”.  No radio, o locutor que recordo foi Heron Domingues e o “slogan” “Testemunha Ocular da História”. O programa trouxe para o radiojornalismo brasileiro a informação por ele divulgada não apenas como notícia, mas constituída também, em texto dirigido, propaganda político-ideológica, produzindo e construindo sentido e com alvo certo: o governo e determinados segmentos da sociedade brasileira. A célebre frase de um jornal da época: “A Segunda Guerra acabou depois que o Repórter Esso noticiou”, exprime a importância e credibilidade que o Repórter Esso conquistou. A primeira transmissão ocorreu na Rádio Nacional do Rio de Janeiro, em 28 de agosto de 1941, iniciando a cobertura do Brasil na Segunda Guerra Mundial. Sua última transmissão ocorreu em 31 de dezembro de 1968. Na TV TUPI, primeira emissora de televisão no Brasil, chegou em São Paulo em 1950 e no Rio de Janeiro em 1951. O Reporter Esso apresentado inicialmente por Contijo Theodoro, esteve no ar de 10 de abril de 1952 até 31 de dezembro de 1970.

(foto 5 repórter esso)
SALVOS PELO REPORTER ESSO (fonte: internet) - Na década de 50 uma das aeronaves mais modernas do mundo era o bombardeiro americano B-17. No Brasil, um dos esquadrões com esse tipo de equipamento era o 6º Grupo Aviação, sediado em Recife. Naquela época, um B-17 decolou de Recife, PE, com destino a Campo Grande, MS, fazendo antes um sobrevoo em Manaus, AM, o que comprovava a grande autonomia daquele tipo de aeronave. O Esquadrão redigiu uma mensagem informando o pouso em Campo Grande, porém ela não chegou ao destino por absoluta falta de propagação de ondas de rádio. As comunicações eram por telegrafia sem fio, muito dependentes das condições atmosféricas. A tripulação do B-17 desconhecia esse fato e cumpriu a missão normalmente. No entanto, naqueles tempos, após as 19 horas, as luzes de balizamento da pista de pouso eram desligadas. Aproximando-se de Campo Grande, o comandante da aeronave notou que o aeródromo estava com o balizamento desligado. O combustível não permitiria outra alternativa viável. O comandante percebe a gravidade da situação e entrou em contato com a estação do SAR-RJ (SAR Busca e Salvamento). O operador de serviço era o Sargento Pragana. Diante do   curtíssimo espaço de tempo para tomar outras providências, o Sargento telefonou para a Rádio Nacional e solicitou que o noticiário Repórter Esso, cuja audiência era altíssima, transmitisse em edição extraordinária um apelo aos ouvintes de Campo  Grande  para  que  entrassem   em contato com a Base Aérea e solicitassem que fossem acesas as luzes do balizamento da pista. Nunca a Base Aérea de Campo Grande recebeu tantas ligações telefônicas e visitas à noite. Quando o combustível do B-17 estava por findar, o balizamento foi aceso e a aeronave pousou tranquilamente, graças à presença de espírito do Sargento de serviço ao SAR-RJ. Essa história teve um desdobramento interessante. Jorge Veiga, um cantor muito popular do elenco da Rádio Nacional, aproveitando-se desse fato, passou a utilizar, em todas as suas apresentações a seguinte chamada: “Alô!Alô!Aviadores do Brasil! Aqui fala Jorge Veiga da Rádio Nacional! Estações do interior deem seus prefixos para guia de nossas aeronaves!”

(foto 6 Bombardeiro B 17)
“É melhor receber críticas do que condolências.” (Golda Meir)

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