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Vida Patriótica

COLUNISTA

Vida Patriótica

5 de dezembro de 2025

ANIVERSARIANTES AMIRP

dia 5 - Juelício Ferreira dos Santos; dia 6 Sérgio  Stanisck dos Reis, Lourival Eckhardt, Ilse Walter Silveira, José Ailton Teixeira Paulo; dia 7 -Luciano Benjamim Simas Bernardes, Mara Ferreira Reis; dia 8 - Isaias Abreu de Souza; dia 10 - Kurt Adolf Hamberger, Tadeu Franco de Oliveira; dia 11- Abelardo Filgueiras de Mattos. A Coluna Vida Patriótica e a AMIRP parabenizam a todos desejando saúde e felicidades.

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IMPERADOR DOM PEDRO II

(fonte: Wikipedia) Seu nome completo era Pedro de Alcântara João Carlos Leopoldo Salvador Bibiano Francisco Xavier de Paula Leocádio Miguel Gabriel Rafael Gonzaga, nasceu no Palácio Imperial de São Cristóvão, Rio de Janeiro, RJ, no dia 2 de dezembro de 1825. Cognominado "o Magnânimo", foi o segundo monarca do Império do Brasil, tendo reinado no país durante um período de 58 anos. Era filho do Imperador Pedro I do Brasil e da Imperatriz Maria Leopoldina da Áustria. Nascido no Palácio Imperial de São Cristóvão, no Rio de Janeiro. A abdicação do pai seguida da partida para Portugal, tornaram Pedro imperador com apenas cinco anos. Obrigado a passar a maior parte do seu tempo estudando em preparação para reinar, conheceu poucos momentos de alegria e amigos de sua idade. Suas experiências com intrigas palacianas e disputas políticas durante este período tiveram grande impacto na formação de seu caráter.

O Imperador D. Pedro II tornou-se um homem com forte senso de dever e devoção ao seu país e seu povo. Por outro lado, ressentiu-se cada vez mais de seu papel como monarca. Teve a maioridade decretada para assumir o governo e evitar a desintegração do Império, tendo deixado ao sucessor republicano um país caracterizado como potência emergente na arena internacional. A nação distinguiu-se de seus vizinhos hispano-americanos devido à sua estabilidade política e especialmente por sua forma de governo: uma funcional monarquia parlamentar constitucional.

Sob seu império o Brasil foi vitorioso em três conflitos internacionais: a Guerra do Prata, a Guerra do Uruguai e a Guerra do Paraguai; assim como prevaleceu em outras disputas internacionais e tensões domésticas. Um erudito, o imperador estabeleceu uma reputação como um vigoroso patrocinador do conhecimento, da cultura e das ciências. Ele ganhou o respeito e admiração de estudiosos como Graham Bell, Charles Darwin, Victor Hugo e Friedrich Nietzsche.

Foi amigo de Richard Wagner, Louis Pasteur e Henry Wadsworth Longfellow, dentre outros. D. Pedro II não permitiu nenhuma medida contra sua deposição e não apoiou qualquer tentativa de restauração da monarquia por meio de uma guerra. Passou exilado na Europa os seus últimos dois anos de vida. Faleceu em Paris, França, no dia 5 de dezembro de 1891. Algumas décadas após sua morte seus restos mortais foram trazidos para o Brasil em meio a amplas celebrações.

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BATALHA DE ITORORÓ SEIS DE DEZEMBRO DE 1868

(Jorge da RochaSantos; fontes: “Reminiscências da Campanha do Paraguai”, Gen. Dionísio Cerqueira e “Guerra do Paraguai”, Tenente Emílio Carlos Jourdan)

Solano Lopez não acreditava que o contingente brasileiro, 23 mil homens fosse capaz de atravessar o Chaco. Na noite de 5 de dezembro teve início a “dezembrada”, composta pelas batalhas de Itororó (6 de dezembro), de Avaí (11 de dezembro), de Lomas Valentinas (21 e 27 de dezembro) e terminou com a rendição paraguaia de Angustura (30 de dezembro). Todas elas apresentaram elevado grau de mortalidade para ambos os lados. Itororó significa “Torrente de Água” em tupi-guarani. Era um riacho de corrente caudalosa, de 3 a 4
metros de largura e profundidade de 4,5 metros, correndo entre barrancos íngremes.

Sobre ele uma ponte de madeira, cuja captura era vital para o prosseguimento do êxito que fora a travessia do chaco, a brilhante manobra de desbordamento idealizada pelo Marquês de Caxias, o Comandante em Chefe do Exército Imperial Brasileiro.

Os paraguaios ao avistarem do alto a tropa brasileira, romperam fogo com sua artilharia. Travou-se o combate. A artilharia troava sem descanso. As cornetas tocavam sem cessar: “avançar, fogo!”. Ao ruído crepitante da fuzilada,
misturava-se o estrépito dos esquadrões imperiais, que passavam a galope pela estrada. O Coronel Fernando Machado recebeu ordem para avançar sua brigada e tomar a posição. À testa o 1º Batalhão de Infantaria atirou-se sobre a ponte e no momento que a transpunha foi mortalmente atingido. O Major de artilharia Moraes Rego, toma a bandeira do 1º Batalhão de Infantaria e atravessou a ponte com ela empunhada, entusiasmando os soldados e tomando duas bocas de fogo paraguaias. Nessa ocasião a infantaria inimiga que se achava emboscada passou a hostilizar a brigada que atravessava a ponte. A cavalaria paraguaia carregou sobre a infantaria brasileira. Caxias mandou avançar o 6º, 7º, 9º, 13º e 20º corpos de cavalaria. O 6º Corpo em furiosa carga tomou quatro canhões de artilharia que hostilizavam os brasileiros. Os paraguaios receberam reforços e carregaram sobre a cavalaria imperial obrigando-a a recuar, Era horrível a mortandade nas fileiras brasileiras. Seis vezes o inimigo avançou e recuou. O Marquês de Caxias mandou avançar o 1º Corpo de Exército. Ele passou pela frente da tropa, ereto no cavalo, o boné de capa branca com tapanuca, de pala levantada e preso ao queixo pela jugular, a espada curva desembainhada, empunhada com vigor, presa ao pulso pelo fiador de ouro, o velho general em chefe, que parecia ter recuperado a energia e o fogo dos vinte anos estava imponente. A tropa perfilou-se como se uma centelha elétrica tivesse passado por todos. Os batalhões mexiam-se agitados, apertavam-se os punhos das espadas, e ouvia-se num murmúrio de “bravos!” ao grande marechal que abaixou a espada em ligeira saudação aos seus soldados. O comandante deu a voz de “firme”. Dali a pouco o maior dos nossos generais arrojava-se impávido sobre a ponte, acompanhado dos batalhões galvanizados pela irradiação de sua glória. A carga foi irresistível e o inimigo completamente destroçado. Os soldados confiavam em Caxias e o grande comandante a eles correspondeu, intrepidamente postou-se à frente da tropa e arrojadamente atacou! Situações críticas, decisões de risco! Liderança!

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“O caráter de um homem faz o seu destino” (Demócrito)

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