COLUNISTA
ANIVERSARIANTES AMIRP dia 13 - Sheila Barbosa Clemente; dia 14 - Débora Elena Teixeira da Costa; dia 15 - Roberto Cesar da Silva; dia 17 - Monica Fernandes Britto Suita, Vera Lúcia Reith Werneck, Thiago de França Schwarc; dia 18 - Elza Nunes Lopes, Casemiro Valério Guimarães, Roberto Lessa de Vasconcellos. A Coluna Vida Militar e a AMIRP parabenizam a todos desejando saúde e felicidades.
MARINHA DO BRASIL - DIA DO MARINHEIRO 13 DE DEZEMBRO (Jorge da Rocha Santos; fontes: Marinha do Brasil, Wikipedia) - O Almirante Joaquim Marques Lisboa, Marquês de Tamandaré, nasceu em 13 de dezembro de 1807. Pertence ao seleto grupo de brasileiros que resguardou o Império do Brasil da desagregação, manteve a disciplina na Marinha e contribuiu para a concórdia e paz no País. Além da Guerra de Independência, onde esteve embarcado na Fragata "Nictheroy", participando da épica perseguição à frota portuguesa que deixava a Bahia, comandou navios da Marinha Imperial no Rio da Prata durante a Guerra Cisplatina, destacando-se na captura do navio argentino "Ocho de Febrero".
Como Capitão-de-Mar-e-Guerra, foi o primeiro Comandante da Fragata a vapor "D. Afonso", primeiro navio de guerra de porte com propulsão a vapor incorporado pela Marinha brasileira. Em uma das provas de mar ao largo da cidade inglesa de Liverpool, salvou, com grande risco, a tripulação e passageiros do navio "Ocean Monarch", que se incendiara. No posto de Almirante, comandou a Força Naval brasileira no Rio da Prata entre os anos de 1864 a 1866. Atuou no conflito em solo uruguaio. Em seguida, no início da Guerra da Tríplice Aliança contra o Paraguai, exerceu o comando das forças navais. Quando da Proclamação da República do Brasil no dia 15 de novembro de 1889, Tamandaré posicionou-se do lado do Imperador Pedro II e solicitou ao Imperador Pedro II permissão para lançar uma reação, mas o imperador não permitiu. Dois meses depois, no dia 20 de janeiro de 1890, Tamandaré reformou-se com o posto de Almirante, depois de quase 60 anos ao serviço da Marinha do Brasil e da sua pátria. Faleceu no Rio de Janeiro, então capital federal da República, em 20 de março de 1897. É o patrono da Marinha do Brasil que já batizou vários navios em homenagem ao seu ilustre marinheiro. As muitas qualidades e, sobretudo, o caráter do Almirante Tamandaré, são exemplos, não somente para os bons marinheiros, mas para os brasileiros de todos os tempos; relembrá-las é um exercício de patriotismo e inspiração.
MARINHEIRO MARCÍLIO DIAS - HERÓI NACIONAL (Jorge da Rocha Santos; fontes: www.marinha.mil.br/agenciadenoticias ; www.naval.com.br , Andréa, Júlio. A Marinha Brasileira: florões de glórias e de epopeias memoráveis. Rio de Janeiro, SDGM, 1955; NOMAR - Notícias da Marinha, Rio de Janeiro, SRPM, n.º 502, abr./mai/jun. 1985; n.º 686, jun. 1999.) - O Imperial Marinheiro Marcílio Dias (1838-1865) foi um bravo combatente da Marinha do Brasil. Gaúcho nascido na cidade do Rio Grande, filho caçula de Pulcena Dias e do marinheiro de nacionalidade portuguesa Manuel Fagundes. Marcilio Dias seguiu a carreira do pai, ingressando na Escola de Grumetes (Aprendiz de Marinheiro) situada no Rio de Janeiro, por sugestão de sua mãe, após ser detido pela polícia porque jogava capoeira na frente de uma banda de música. Assim, aos 17 anos, em julho de 1855, ingressou na Armada Imperial. Foi declarado Praça no Corpo de Imperiais Marinheiros em 5 de agosto do mesmo ano. Seu batismo de fogo ocorreu em 1864. Tomou parte ativa na tomada de Paysandú, Uruguai, e de Corrientes, Argentina. Na Batalha Naval do Riachuelo, em 11 de junho de 1865, nos primórdios da Guerra do Paraguai, defendeu a corveta “Parnaíba” durante a abordagem de marinheiros paraguaios. Armado de sabre, travou luta corpo a corpo contra quatro inimigos. Abateu dois deles e teve o braço decepado. Ferido, crivado de horríveis cutiladas, foi recolhido pela tripulação, tendo exalado o seu último suspiro no dia 12 de junho de 1865, às duas horas da tarde. No dia 13 de junho, às 10 horas da manhã, dentro da formalidade naval, o corpo dele foi lançado às aguas do Rio Paraná. Marcílio Dias tem seu nome inscrito no Pantheon dos Heróis Nacionais! Nossos heróis, nossos paradigmas! Jamais sejam olvidados os seus exemplos!
MARINHA LANÇA AO MAR SUBMARINO “ALMIRANTE KARAM” E REALIZA ENTREGA DO SUBMARINO “TONELERO” (Jorge da Rocha Santos; fonte: Agência Marinha de Notícias, Primeiro-Tenente (RM2-T) Thaís Cerqueira, 26 de novembro de 2025) - A Marinha do Brasil (MB) realizou, no dia 26 de novembro, no Complexo Naval de Itaguaí, no Rio de Janeiro, a cerimônia “PROSUB25”, que reuniu dois marcos do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB): a mostra de armamento do Submarino “Tonelero” (S42) e o batismo e lançamento ao mar do Submarino “Almirante Karam” (S43). Os atos simbolizam a conclusão do ciclo de construção dos submarinos convencionais e inauguram a transição para o desenvolvimento e a construção do Submarino Nuclear Convencionalmente Armado (SNCA) “Álvaro Alberto”, considerada a etapa mais complexa do Programa. No Complexo Naval de Itaguaí, que abriga uma moderna e ampla infraestrutura de construção, manutenção e apoio a submarinos e outros meios navais, tropas, embarcações e colaboradores do PROSUB compuseram mais um cenário emblemático da história da Força Naval, em uma área que, nos últimos anos, já testemunhou outros marcos da construção de modernos submarinos. A cerimônia teve início com a mostra de armamento do Submarino “Tonelero”. Projetado pela francesa Naval Group e construído no País pela Itaguaí Construções Navais (ICN), o S42 passa a integrar a Força de Submarinos após a conclusão dos testes de aceitação no mar, etapa que marcou o término de seu processo construtivo. Na sequência, teve início o batismo e lançamento ao mar do Submarino “Almirante Karam”, quarto submarino convencional construído no âmbito do PROSUB. O ato homenageou o Almirante de Esquadra Alfredo Karam, veterano da Segunda Guerra Mundial e ex-Ministro da Marinha, cujo boné de serviço foi colocado no palco como símbolo da tradição naval. Após o lançamento ao mar, o Submarino “Almirante Karam” realizará uma nova sequência de testes. Nessa fase, ele será submetido a provas de imersão, navegação na superfície e imersão a grande profundidade, além dos testes de desempenho dos principais sistemas e do emprego de armas. Ao final desse processo, estará plenamente apto a cumprir missões com discrição, precisão e efetividade, reforçando a defesa nacional.
“Honra é a força que nos impele a prestigiar nossa personalidade. É o sentimento avançado do nosso patrimônio moral, um misto de brio e de valor.” (Almirante Joaquim Marques Lisboa, Marquês de Tamandaré)
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