COLUNISTA
ANIVERSARIANTES AMIRP dia 14 - Luiz Antonio Caetano, Elaine Maria Zanatta de Araujo; Dia 15 - Jorge Luiz Pinheiro, Regina Maria Figueiredo Carandina; dia 16 - Ana Regina Palmeira da Cunha; dia 17 - Lucy Marques dos Santos, Rebecca Leal Caetano, Marcia Butturini Karl, Flávia Vieira; dia 19 - Jaime Nogueira de Oliveira. A Coluna Vida Militar e a AMIRP parabenizam a todos desejando saúde e felicidades.
DEZESSEIS DE MARÇO, 183º ANIVERSÁRIO DA CIDADE DE PETRÓPOLIS (Jorge da Rocha Santos; fonte: Instituto Histórico de Petrópolis) - D. Pedro I, dirigindo-se para Minas Gerais pela Estrada Real, se encantou com a região de clima ameno no topo da Serra da Estrela e adquiriu a Fazenda do Córrego Seco, que renomeou Imperial Fazenda da Concórdia, onde pretendia construir o Palácio da Concórdia. Porém a Abdicação frustrou-lhe os planos. Seu filho, o Imperador D. Pedro II, autorizou, pelo Decreto Imperial nº 155, de 16 de março de 1843, o mordomo-mor da Casa Imperial, Paulo Barbosa da Silva arrendar a fazenda ao major e engenheiro militar alemão Júlio Frederico Koeler. No decreto, dom Pedro reservou para si um terreno para a construção de um palácio e doou outros para a construção de uma igreja, sob a invocação de São Pedro de Alcântara, e de um cemitério. Por sugestão de Paulo Barbosa, por analogia à cidade de São Petersburgo, na Rússia, foi dada à região o nome de Petrópolis, “Cidade de Pedro”.
O major Koeler, em seu projeto de uma cidade planejada, realizou um “minucioso levantamento topográfico, previu a construção de casas de frente para os rios, para evitar a degradação das margens e águas, distanciamento da construção das casas em relação às vias públicas, ajardinamento das testadas e proteção, com gradis de madeira ou ferro, normas de parcelamento da terra, sistema de abastecimento de água, reflorestamento e preocupação com o meio ambiente”. O imperador não escondia sua predileção pela cidade que lhe permitia “ser um pouco mais ele mesmo”, onde encontrava a paz para “dedicar-se às atividades que verdadeiramente lhe causavam prazer, como os estudos e as leituras”. Porém, aonde o imperador ia, a corte ia atrás, e logo Petrópolis passou a ser ponto de encontro da elite política, financeira e cultural. A queda do Império não trouxe grandes transtornos à cidade. Petrópolis. foi uma cidade projetada, e os planos de construção da região central buscaram equilibrar as ações humanas e as características naturais, com o intuito de evitar desastres. Porém, a partir do fim do século XIX, Petrópolis tornou-se um polo industrial com o advento de várias indústrias de tecelagem e cervejeiras que utilizavam a água e a energia hídrica abundante na região, estabelecendo-se nos atuais bairros do Alto da Serra, Morin, Cascatinha, Meio da Serra entre outros. Um forte comércio de roupas se instalou na Rua Teresa tornando-a um imenso “shopping” a céu aberto. O progresso trouxe o emprego e o consequente aumento populacional. O crescimento demográfico desrespeitou o planejamento estabelecido pelo Major Koeler pondo por terra a preocupação que ele dedicava ao meio ambiente. As consequências se fizeram sentir. Por ocasião da estação chuvosa agravaram-se os efeitos das catástrofes climáticas, ceifando vidas, destruindo construções e provocando deslizamentos de encostas, bem como as inevitáveis consequências socioeconômicas. Uma grande inquietação para as autoridades municipais. O clima agradável e a segurança que a cidade oferece é um convite permanente para que famílias para cá se mudem vindo do Rio de Janeiro, de outras cidades fluminenses e até mesmo de outros estados, incrementando a especulação imobiliária, que põe abaixo antigos casarões e constrói condomínios em seus terrenos, e assim, causando os consequentes aumentos do consumo de água, do número de veículos, da coleta de lixo, da dificuldade no abastecimento de água, da dificuldade de locomoção. Desafios que atingem as cidades que oferecem uma melhor qualidade de vida que a os grandes centros. A despeito das inevitáveis adversidades, Petrópolis é uma joia, uma ilha onde se desfruta de conforto e paz. Parabéns Petrópolis, nossa querida Cidade Imperial, pelo seu centésimo octogésimo terceiro aniversário! Parabéns Sr. Prefeito Municipal Hingo Hammes! (Foto da Coleção Marc Ferrez).
COMO OS LÍDERES DO IRÃ PLANEJAM SOBREVIVER DIANTE DA SUPERIORIDADE MILITAR AMERICANA (Fonte: www.bbc.com , Luís Barrucho Role, Serviço Mundial da BBC, 5 março 2026) - Os Estados Unidos e Israel afirmam que seus ataques aéreos conjuntos já causaram danos significativos às instalações militares do Irã. O Irã reagiu lançando ataques contra Israel e os países do Oriente Médio que abrigam bases militares dos Estados Unidos, afirmando estar agindo em autodefesa. Mas, com Israel e os Estados Unidos considerados militarmente superiores, quais opções teria o Irã nesta guerra? E qual estratégia o país está buscando seguir? O especialista em segurança do Oriente Médio, H. A. Hellyer, do Centro de Estudos Britânico Instituto Real de Serviços Unidos de Estudos de Defesa e Segurança, afirma que o atual objetivo militar do Irã não é vencer os Estados Unidos ou Israel em uma guerra convencional, mas sim transformar o conflito em um evento prolongado, regionalmente disperso e economicamente caro. O Irã não pode vencer convencionalmente, explica ele, mas sua estratégia é garantir que a vitória dos demais permaneça cara e incerta.
A professora Nicole Grajewski, do Centro de Estudos Internacionais, na França, é da mesma opinião. Ela descreve a estratégia do Irã como uma guerra de atrito, projetada para desgastar o oponente, drenando seus recursos e infligindo perdas sustentadas, até enfraquecer sua capacidade de luta. Existe também uma dimensão psicológica. Durante a “Guerra dos 12 Dias” contra Israel, no ano passado, o Irã se dirigiu muito mais a áreas civis. A precisão não foi grande preocupação. Isso instila temor psicológico e trauma entre a população. Acredita-se que os mísseis e drones formem a principal estrutura do arsenal defensivo iraniano. As autoridades e a imprensa iraniana fazem frequentes referências a instalações de mísseis subterrâneas, conhecidas como "cidades de mísseis". Mas os detalhes da sua escala e inventário permanecem sem verificação. Hellyer afirma que o Irã detém capacidade de ataque significativa para atingir infraestrutura israelense, bases regionais americanas e aliados do Golfo, além de ameaçar os fluxos globais de energia através do Estreito de Ormuz, sua capacidade de lançar drones ainda é significativa. Acredita-se que o país tenha produzido dezenas de milhares de drones de ataque Shahed kamikazes antes da guerra. Eles atendem a um objetivo estratégico além dos danos diretos. Eles desgastam os sistemas de defesa aérea ao longo do tempo, forçando os adversários a gastar mísseis interceptadores de alto custo. Parte disso pretende exaurir as capacidades de interceptação. O Instituto de Estudos de Segurança Nacional de Israel, sediado em Tel Aviv, declarou que os Estados Unidos e Israel já realizaram mais de 2 mil ataques com múltiplas munições, enquanto o Irã lançou 571 mísseis e 1.391 drones, muitos dos quais foram interceptados. Manter este nível de combate se tornará cada vez mais difícil para os dois lados, à medida que a guerra continua. Apesar das restrições atuais, o Irã tem experiência em suportar conflitos prolongados. Sua resiliência data da Guerra Irã-Iraque (1980-1988), quando as cidades iranianas foram repetidamente atacadas, apesar da inferioridade convencional. Mas a continuidade da estratégia iraniana pode depender da sua coesão interna. Parece que os operadores de mísseis estão sob muita tensão e exaustão, o que causa imprecisões ou disparos acidentais contra alvos errados. O objetivo principal do Irã é tornar as condições tão intoleráveis para os países vizinhos, que possam potencialmente pressionar os Estados Unidos ou, pelo menos, tentar levar os EUA para um acordo mais negociado ou para o fim das hostilidades. Parece ser a aposta que o Irã tem no momento. Mas esta aposta pode simplesmente sair pela culatra. Hellyer afirma que os países do Golfo podem decidir que, embora se oponham em princípio à guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, sua própria segurança, agora, está em risco, devido às represálias iranianas contra eles. E que, por isso, faz mais sentido apoiar a campanha americana, para pôr fim à ameaça imediata do Irã.
“O homem rico nem sempre é sábio, mas o homem sábio é sempre rico.” (Tales de Mileto)
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