COLUNISTA
ANIVERSARIANTES AMIRP: dia 20 - Milena Butturini Karl; dia 22 - Sergio Eduardo Corrêa Neto; dia 23 - João Corrêa de Souza; dia 25 - Pedro Paulo Correa Netto, Jorge Edesio Thaiss; dia 26 - Elza Couto Gomes. A Coluna Vida Militar e a AMIRP parabenizam a todos desejando saúde e felicidades.
A ÁGUA E A GUERRA EUA E ISRAEL CONTRA O IRÃ (fonte: www.bbc.com , Nick Ericsson Role, Serviço Mundial da BBC,15 de março de 2026) - Como era previsível, a guerra gira, em parte, em torno do petróleo, um recurso associado há muito tempo às intervenções ocidentais na região. Mas, à medida que o conflito se amplia e atinge os vizinhos do Golfo Pérsico, analistas afirmam que outro recurso vulnerável se tornou um possível ponto de tensão: a água. O Golfo detém apenas 2% das fontes globais renováveis de água potável. A região depende muito da dessalinização, principalmente com as pressões geradas pelo crescimento da indústria petrolífera, a partir dos anos 1950, e seu impacto sobre fontes que já eram limitadas. O Instituto Francês de Relações Internacionais indica que 90% da água do Kuwait vem da dessalinização. Este índice é de 86% em Omã, 70% na Arábia Saudita e 42% nos Emirados Árabes Unidos. O volume total de produção das usinas de dessalinização, que retiram água do Golfo, é da ordem de 20 milhões de metros cúbicos por dia, cerca de 8 piscinas olímpicas (50 x 25 m) diariamente. A produção agrícola e de alimentos também depende da água dessalinizada. As reservas subterrâneas, normalmente empregadas para irrigação, foram seriamente esgotadas em toda a região. Esta dependência faz da infraestrutura de abastecimento de água uma vulnerabilidade estratégica, que tanto os Estados Unidos quanto o Irã aparentemente desejam explorar. Analistas descrevem a técnica de Teerã como "escalada horizontal", ampliando o objetivo do conflito, atacar a infraestrutura de abastecimento de água da região. Pois se os governos do Golfo acreditarem que a infraestrutura de abastecimento de água está sob ataque, eles serão mais propensos a pressionar os Estados Unidos a tentar pôr fim à guerra. Os ataques iranianos pretendem "criar um nível de pânico", influenciando os civis a "ficar ou sair". O Irã também é vulnerável, porém seu abastecimento de água é mais diverso que o dos seus vizinhos do Golfo e menos dependente da dessalinização. O Irã vem se aproximando há algum tempo de um estado de "absoluta escassez de água". O baixo nível de chuvas, vazamentos de água causados pela infraestrutura centenária de abastecimento de água da capital e a Guerra dos 12 Dias contra Israel no ano passado contribuíram para a falta de água. As represas de todo o país já estão em estado preocupante. Os principais aquíferos estão sobrecarregados, rios como o Zayandeh Rud minguaram e o lago Urmia, no noroeste do país, encolheu dramaticamente. Décadas de construção de barragens, agricultura com uso intensivo de água e falhas de gestão agravaram a situação. Em algumas regiões, a extração do lençol freático também causou sério afundamento do solo. As dificuldades do Irã em relação à água também se entrecruzam com as tensões regionais. O país mantém disputas antigas com o Afeganistão sobre o rio Helmand, com a Turquia sobre as represas dos rios Tigre e Eufrates e com o Iraque sobre cursos d'água compartilhados pelos dois países. A guerra vem destacando como os sistemas de abastecimento de água do Oriente Médio se fragilizaram e poderão influenciar os rumos e a duração do conflito.
A MAIOR REVOLUÇÃO INDUSTRIAL DO SÉCULO XX (Jorge da Rocha Santos)
- Os Presidentes Militares fizeram a maior Revolução Industrial do século XX. Pegaram um país com o 45º Produto Interno Bruto (PIB) do mundo, e 21 anos depois, entregaram aos civis com o 10º PIB mundial. Foi um esforço inédito de planejamento global que teve início em 1964. O PRIMEIRO PLANO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO (PND I) - Governo MEDICI (1972-1974) teve por objetivos: grandes projetos de integração nacional (transportes, corredores de exportação, telecomunicações; ponte Rio - Niterói, rodovia Transamazônica, hidrelétrica de Três Marias, barragem de Itaipu; planos especiais de desenvolvimento regional; expansão dos investimentos estatais e uso da capacidade regulatória do Estado: empresas públicas eram integradas às políticas do governo.
O SEGUNDO PLANO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO (PND II) - Governo GEISEL (1974-1979) teve por objetivos: indústrias de base (siderúrgica e petroquímica); bens de capital; autonomia em insumos básicos (metais não-ferrosos, minérios, petroquímica, fertilizantes e defensivos agrícolas, papel e celulose), energia (contexto da crise energética: destaque para a indústria nuclear e a pesquisa do petróleo), programa do álcool e construção de hidrelétricas como Itaipu); dois planos básicos de desenvolvimento científico e tecnológico e um primeiro plano nacional de pós-graduação. Focados no progresso em todos os campos os presidentes militares propiciaram que o Brasil fosse colocado dentre as nações que influenciavam os rumos econômicos do planeta. Se isto ocorreu, se deveu que, ao longo dos anos, daquelas metas colimadas resultaram inúmeras realizações em todos os campos, ressaltando-se, dentre várias, as seguintes: criação de 13 milhões de empregos; criação da Eletrobrás; criação da Nuclebrás; criação da Embratel e Telebrás; Usina Nucleares Angra I e Angra II; Proálcool (95% dos carros no país); construídas as maiores usinas hidrelétricas do mundo: Tucuruí, Ilha Solteira, Jupiá e Itaipu; prospecção de Petróleo em grandes profundidades na bacia de Campos. Em 1985 cessou o ciclo dos presidentes militares. Porém, a avaliação das suas realizações foi distorcida para o viés ideológico. Vasculharam todos os porões para deles trazerem as mazelas de qualquer natureza (corrupções, desvios de conduta, improbidades, imoralidades, etc.), que pudessem enodoar os seus governos. Nada encontraram! Se tal tivesse ocorrido, imediatamente teria sido estampado nas manchetes dos jornais e nas telas dos noticiários das televisões. Voltaram-se então para os episódios da luta armada, que foi a resposta dos governos aos assaltos a banco, sequestros, terrorismos e assassinatos. Fato reconhecido pelos opositores do regime. O desenvolvimento do Brasil, ao longo do período de 1964 a 1985, é atestado pelas obras ciclópicas realizadas. Testemunhos perenes, brados silenciosos contra a iniquidade daqueles que lhes querem macular o feito de haverem levado o Brasil para uma posição destacada dentre as demais nações do planeta e de terem estabelecido uma plataforma consistente para o progresso no futuro.
“De tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantar-se o poder nas mãos dos maus, o homem chega a rir-se da honra, desanimar-se de justiça e ter vergonha de ser honesto” (Ruy Barbosa)
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