COLUNISTA
ANIVERSARIANTES AMIRP - Março: dia 29 - Alcideia da Costa Ribeiro, Luiz Fernando da Rocha Cerqueira, Neli Mayo Pires; dia 30 -Victor Pereira Fecliceti Schaefer; dia 31 - Honor Pacheco Pereira Filho. Abril: dia 2 Arnaldo Clemente Filho, Patrícia Cristina Masson Franck. A Coluna Vida Militar e a AMIRP parabenizam a todos desejando saúde e felicidades.
ALGUNS ESCÂNDALOS DOS GOVERNOS PÓS REGIME MILITAR (Jorge da Rocha Santos; fontes: Globo.com , CNN Brasil, Wikipedia, Fundação Perseu Abramo, Info Money, Gazeta do Povo, Folha de São Paulo, InfoEscola, UOL Notícias, BBC Brasil) 1) GOVERNO JOSÉ SARNEY (1985-1990) - Ferrovia Norte-Sul: denúncias de superfaturamento e irregularidades graves na licitação da obra, que ficou conhecida como "ferrovia que não liga nada a lugar nenhum". Atos Secretos e Familiares: investigações posteriores apontaram uso de atos secretos para nomear parentes, como sobrinhas e um neto de Sarney, em gabinetes do Senado, além de afilhados políticos. Caso Lunus (envolvendo a família Sarney): embora posterior ao mandato presidencial, a operação da Polícia Federal em 2002 na empresa Lunus Participações, da filha Roseana Sarney, apreendeu grande quantia de dinheiro vivo, evidenciando práticas financeiras contínuas da família. 2) GOVERNO FERNANDO COLLOR (1990-1992) - Esquema PC Farias: Pedro Collor, irmão do presidente, denunciou em 1992 que Paulo César Farias, tesoureiro da campanha, operava um caixa paralelo para financiar o enriquecimento ilícito do presidente. Caso Fiat Elba: uma investigação revelou que um carro Fiat Elba, comprado em nome de um funcionário fantasma, foi pago com dinheiro do esquema PC Farias e utilizado pela família Collor. Corrupção na "Casa da Dinda": relatórios mostraram que despesas pessoais de Fernando Collor eram pagas com recursos desviados de estatais e empresas privadas através do esquema de PC Farias. 3) GOVERNO ITAMAR FRANCO (1992-1994) - Escândalo dos "Anões do Orçamento" (1993-1994) uma CPI revelou um esquema de corrupção onde deputados federais desviavam verbas do orçamento da União para entidades filantrópicas de fachada, envolvendo empreiteiras. Diversos deputados foram cassados ou renunciaram. O "Clique" do Carnaval (1994): em fevereiro de 1994, o presidente foi fotografado ao lado da modelo Lilian Ramos, que estava sem roupa íntima no Sambódromo da Sapucaí. Escândalo das Parabólicas (1994): Às vésperas da eleição, o então Ministro da Fazenda, Rubens Ricupero, foi gravado sem saber que estava ao vivo, confessando estratégias para segurar a inflação e beneficiar a candidatura de FHC. 4) GOVERNO FERNANDO HENRIQUE CARDOSO (1995-2002) - Compra de Votos para Reeleição (1997): dois deputados federais admitiram ter recebido dinheiro para votar a favor da emenda que permitiu a reeleição de FHC em 1998. Escândalo do BNDES (1998): grampos telefônicos revelaram que integrantes do governo atuaram para favorecer um consórcio específico na privatização da Telebrás. Privatização da Vale (1997): questionamentos sobre a avaliação da empresa abaixo do valor de mercado e envolvimento de bancos no financiamento para a compra. Caso Banestado (1996 a 1999): Investigação sobre a evasão de bilhões de dólares através de contas CC5 do banco estatal, envolvendo políticos e empresas. 5) GOVERNO LULA (2003-2010) - Mensalão (2005): esquema de pagamentos mensais a parlamentares da base aliada em troca de apoio ao governo no Congresso. O caso manchou o discurso ético do Partido dos Trabalhadores. Escândalo dos Correios (2005): um vídeo mostrou o funcionário dos Correios Maurício Marinho recebendo propina, desencadeando investigações que revelaram o esquema do Mensalão. Gestão Econômica e Contábil: O governo foi acusado de manipulação de dados contábeis para alcançar metas de superávit, como a exclusão do cálculo dos gastos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Acusações Sítio de Atibaia: Posteriormente, investigações apontaram que reformas no sítio em Atibaia (SP) foram pagas por empreiteiras envolvidas em contratos com a Petrobras. 6) GOVERNO DE DILMA ROUSSEFF (2011-2016) - Pedaladas Fiscais (Impeachment): O atraso no repasse de recursos da União a bancos públicos, como o Banco do Brasil e o BNDES (especialmente no Plano Safra), foi configurado pelo TCU como crime de responsabilidade fiscal para mascarar o déficit, resultando no impeachment de Dilma em 2016. Operação Lava Jato: A investigação revelou um gigantesco esquema de desvio de dinheiro e pagamento de propina a partidos e políticos aliados na Petrobras. A compra da refinaria de Pasadena, no Texas, foi um dos focos, com denúncias de superfaturamento. Obstrução de Justiça: A tentativa de nomear o ex-presidente Lula como ministro da Casa Civil para blindá-lo com foro privilegiado foi acusada como obstrução de justiça. 7) GOVERNO DE MICHEL TEMER (2016-2018) - Caso J&F / Joesley Batista (2017): donos do grupo J&F (controlador da JBS), Joesley Batista gravou Temer no Palácio do Jaburu, na qual o presidente supostamente avalizava a compra do silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha. A "Mala de Dinheiro" (2017): O assessor especial de Temer e ex-deputado Rodrigo Rocha Loures foi filmado pela PF recebendo uma mala com R$ 500 mil, enviados pela JBS. Inquérito dos Portos (2018): PF encontrou indícios de corrupção e lavagem de dinheiro no Decreto dos Portos (9.048/2017), que teria beneficiado a empresa Rodrimar no Porto de Santos. A suspeita era de que Temer recebia propinas há décadas. Quadrilhão do PMDB (2017/2018): Temer foi denunciado como líder de uma organização criminosa que atuava na Câmara, ministérios e empresas estatais, desviando verbas públicas. 8) GOVERNO LULA (2023 a 2026) - Fraudes no INSS, 2025, investigação sobre fraudes de R$ 6 bilhões em descontos associativos no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), afetando aposentados e pensionistas. Escândalo do Banco Master que ganhou grande repercussão entre o final de 2025 e o início de 2026, envolve a liquidação da instituição pelo Banco Central, a prisão de seu controlador, Daniel Vorcaro, e a descoberta de um rombo bilionário estimado em mais de R$ 50 bilhões.
OS CINCO GENERAIS PRESIDENTES APÓS DEIXAREM O PODER (Jorge da Rocha Santos; fonte: Jornalista Carlos Chagas) Disse Chico Xavier: “O mundo sempre distingue ruidosamente os expositores de fantasias. É comum observar-se, quase em toda parte, a vitória dos homens palavrosos, que prometem milagres e maravilhas. Esses merecem das criaturas grande crédito. Basta encobrirem a enfermidade, a fraqueza, a ignorância ou o defeito dos homens, para receberem acatamento. Não acontece o mesmo aos cultivadores da verdade, por mais simples que esta seja. Através de todos os tempos, para esses últimos, a sociedade reservou a fogueira, o veneno, a cruz, a punição implacável”. Cabe ao futuro, uma vez aplacada a sanha da revanche ideológica e arrancada a mordaça da voz da razão, emitir a sentença sobre os Governos dos Presidentes Militares.
Porém, salta aos olhos: CASTELO BRANCO quando morreu num desastre de avião, seu patrimônio limitava-se a um apartamento em Ipanema e umas poucas ações de empresas públicas e privadas. COSTA E SILVA, acometido por um derrame cerebral, recebeu de favor o privilégio de permanecer até o desenlace no palácio das Laranjeiras, deixando para a viúva a pensão de marechal e um apartamento em construção, em Copacabana. GARRASTAZU MÉDICI dispunha como herança de família, de uma fazenda de gado em Bagé, mas quando adoeceu, precisou ser tratado no Hospital da Aeronáutica, no Galeão. ERNESTO GEISEL, antes de assumir a presidência da República, comprou o Sítio dos Cinamomos, em Teresópolis, que a filha vendeu para poder manter-se no apartamento de três quartos e sala, no Rio. JOÃO FIGUEIREDO, depois de deixar o poder, não aguentou as despesas do Sítio do Dragão, em Petrópolis, e vendeu a propriedade. Hoje, sob o regime do “politicamente correto”, eufemismo para o cerceamento da livre expressão do pensamento, assistimos ao escancarado surrupiamento do dinheiro dos mal pagos aposentados e desviados para o enriquecimento de polpudos bolsos socialistas, assim como a liquidação do Banco Master com a prisão de Daniel Vorcaro e sua rede de benefícios, “politicamente falando”, a eminentes poderosos. Que o leitor, por curiosidade, compare, após a saída do poder, os patrimônios dos presidentes civis pós regime militar aos dos presidentes militares!
“A história é émula do tempo, repositório dos fatos, testemunha do passado, exemplo do presente, advertência do futuro.” (Miguel de Cervantes)
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