COLUNISTA
ANIVERSARIANTES AMIRP dia 10 - Marly Cabral de Mello Carlos, Nilza Oliveira Pinheiro; dia 12 - José Augusto de Souza; dia 13 Daniel Gonçalves Santos; dia 16 - Dilma Altes dos Santos. A Coluna Vida Militar e a AMIRP parabenizam a todos desejando saúde e felicidades.
DEZ DE ABRIL DIA DA ARMA DE ENGENHARIA COMBATE DA ILHA DA REDENÇÃO VILLAGRAN CABRITA ((Fonte: “Reminiscências da Campanha do Paraguai”, General Dionísio Cerqueira)- Em 10 de abril de 1866, durante a Guerra da Tríplice Aliança, travou-se o combate da Ilha da Redenção, no Rio Paraná, vital para travessia do caudaloso curso d’água. O Major Villagran Cabrita, que comandava o 1º Batalhão de Engenheiros, foi encarregado de preparar as defesas da ilhota. Relata o General Dionísio Cerqueira: “em abril de 1866, o Exército Imperial Brasileiro marchava contra o inimigo e teria de transpor o rio Paraná. Uma complexa transposição de curso de água. O Passo da Pátria foi a área de travessia selecionada. Na margem paraguaia, o Forte de Itapiru pairava imponente. Quase no meio do rio, na frente do Itapiru, existia uma ilhota (Ilha da Redenção) na verdade um banco de areia coberta por vasto capinzal. O major Villagran Cabrita comandava o 1º Batalhão de Engenheiros, desembarcou naquele local, na madrugada de seis de abril de 1866, com seu batalhão de 900 homens, indo juntar-se ao 7º Batalhão de Voluntários da Pátria, ao 14º Provisório de Infantaria e aos voluntários das províncias do Norte. Os soldados de Villagran trabalharam incessantemente, preparando a defesa da ilhota, pois era previsível que o inimigo tentaria recuperá-la em curto espaço de tempo. O esforço não foi em vão. Às quatro horas da manhã, do dia dez de abril, mais de onze mil adversários, protegidos pela densa escuridão da madrugada, atacaram as posições brasileiras que tinham à sua frente a figura intrépida de Villagran Cabrita. A refrega foi renhida. Ao seu término, mais de 600 corpos do inimigo pontilharam o arenoso solo da ilha e outros tantos foram arrastados pelo rio tinto de sangue. Amanhecia o dia dez de abril de 1866, quando as vibrantes notas dos clarins do batalhão encheram os céus com o toque da vitória. O lamentável, no entanto, estaria por acontecer. Villagran, enquanto redigia a parte de combate, foi atingido por uma bala de canhão 68 mm que ceifou-lhe a vida, interrompendo-lhe a brilhante carreira. Villagran Cabrita é o patrono da Arma de Engenharia do Exército Brasileiro.
DOZE DE ABRIL, DIA DO SERVIÇO DE INTENDÊNCIA DO EXÉRCITO BRASILEIRO (Jorge da Rocha Santos; fonte Exército Brasileiro - O Serviço de Intendência é a parte da logística voltada para as atividades de suprimento. Nas organizações militares os intendentes assessoram os comandantes na administração financeira e na contabilidade. Nas Forças Armadas do Brasil a folha de acanto é o símbolo da Intendência. Originário da Grécia e da Itália, o acanto é uma planta espinhosa, de flores brilhantes, cujas folhas compridas, verdes e recortadas, são muito decorativas.
Foram largamente utilizadas, como motivos arquitetônicos, em construções de templos e monumentos sacros. Por isso, com o tempo, a folha de acanto passou a ser associada à pureza e à honestidade. Consta que esse simbolismo permaneceu nas legiões romanas. Os magistrados nomeados para cuidar das finanças militares autenticavam documentos com um sinete que tinha as características da folha do acanto. Na França, para exercer a administração e controlar a ação dos chefes de exército, foram criados os intendentes; homens que prestavam contas diretamente ao rei. A nomeação destes, para fazer revistas nos regimentos formados, para verificar existência e quantidade de homens e equipamentos, era por escolha entre os nobres de honra ilibada. A Intendência passou então a fazer parte do quadro do Exército Francês, tendo o acanto como símbolo do caráter e perfeição moral dos que lidam com o dinheiro público. Em 1920, com a vinda para o Brasil da Missão Militar Francesa, foi criada a Intendência do Exército Brasileiro; que também ganhou como símbolo a folha de acanto. Cabe ao Serviço de Intendência atender aos objetivos do Força Terrestre no que se refere as atividades logísticas que convergem para o planejamento correto e o provimento oportuno, nos locais determinados e nas quantidades e especificações exigidas. Respeitada e admirada por sua capacidade de trabalho, realiza um serviço cotidiano e ininterrupto, transportando, suprindo e alimentando. O patrono do Serviço de Intendência é o Marechal Carlos Machado Bitencourt, nascido em 12 de abril de 1840. Bitencourt destacou-se como encarregado da logística nas operações desenvolvidas pelo Exército contra os insurretos de Canudos. Recém-empossado como ministro da Guerra, interveio pessoalmente na campanha cujo óbice maior era a ausência de uma cadeia de suprimentos, já que a falta destes dificultava o bom desempenho das forças legais. Organizou e sistematizou o transporte de pessoal e material, tornando efetivo e contínuo o fluxo de reabastecimento das tropas, o que possibilitou a derrota dos rebelados. Sua brilhante atuação foi essencial para o resultado final daquele conflito.
BATALHA DE MONTESE, 14 DE ABRIL DE 1945 Segunda Guerra Mundial - Buscando abreviar a guerra na Itália, na primavera de 1945 as forças aliadas foram mobilizadas em uma importante ofensiva, que deveria eliminar o remanescente das forças nazistas. Acatando sugestão do Comandante da Força Expedicionária Brasileira (FEB), Gen Mascarenhas de Morais, a missão de capturar Montese foi entregue à FEB, se constituindo de vital importância a fim de abrir livre passagem as forças aliadas (5º Exército Americano e 8º Exército Britânico) para o Vale do Rio Pó. Montese ficava próximo as províncias de Bolonha e Modena, em uma posição elevada, o que favorecia os defensores.
A FEB operou de forma integrada seus elementos de artilharia expedicionária, os três regimentos de infantaria e o esquadrão de reconhecimento (este mecanizado, empregando os veículos M.8 Greyhound). A tomada de Montese revelou aos “pracinhas” uma nova e cruel forma de guerra, a “guerra urbana” com combates dentro da cidade, envolvendo a tomada de cada casa, o que favorecia aos defensores na realização de emboscadas e armadilhas! As 13:30 hrs de 14 de abril as forças brasileiras adentraram na cidade e deram inicio a batalha, na qual a atuação brasileira foi exemplar, tendo cobrado 430 baixas aos brasileiros e 189 civis. Em resultado da ação dos brasileiros, no dia seguinte houve a rendição das forças alemãs e a cidade foi declarada segura no dia 16. Durante tal ação, as forças da FEB se viram sob fogo de toda a artilharia alemã, o que facilitou o avanço da 10ª Divisão de Infantaria de Montanha americana. Em resultado a vitória brasileira, a população de Montese renomeou uma de suas praças com o nome de Piazza Brasile como forma de homenagear seus libertadores. Montese se revelou a mais sangrenta batalha em que o Brasil tomou parte desde a Guerra do Paraguai, tanto que das cerca de 1.121 casas que haviam na cidade, mais de 800 foram destruídas em resultado das batalhas e resultou no maior numero de baixas da FEB. Depois de Montese, a FEB não se envolveria em batalhas tão violentas, porém se manteria em combate e computaria a captura da 148º Divisão de Infantaria Alemã e da 90º Divisão Panzer, dentre outras, totalizando um total de 14.779 prisioneiros nos seus 9 meses de combate na Itália obtendo 20 vitórias e tido enfrentado divisões nazistas e italianas.
“Os tolos dizem que aprendem com os seus próprios erros; eu prefiro aprender com os erros dos outros.” (Otto von Bismarck)
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