Edição: sexta-feira, 01 de maio de 2026

Vida Patriótica

COLUNISTA

Vida Patriótica

ANIVERSARIANTES AMIRP  - Dia 3 - Ayeza Loretti Cunha, Heliete Costa Simas Bernardes, Luiz Rezende Notaroberto; dia 4 - Celina dos Reis Guimarães, Marilda Martins Alves, Vittorio Augusto Speranza Fassano; dia 6 - Lenir Schmidt de Alcântara, Maria de Lourdes Karl Clemente; dia 7 - Gisele Ventura Notaroberto, Ernestina Simas Bernardes. A Coluna Vida Militar e a AMIRP parabenizam a todos desejando saúde e felicidades.

Aniversariantes AMIRP
PRIMEIRO DE MAIO, “DIA DO TRABALHO”! (Jorge da Rocha Santos; fonte; Wikipedia) - No dia 1 de maio de 1886, uma greve foi iniciada na cidade norte-americana de Chicago com o objetivo de conquistar melhores condições de trabalho e principalmente a redução da jornada de trabalho diária, que chegava a 17 horas. Em 1884, nos Estados Unidos, os sindicatos estabeleceram o prazo de dois anos para os empregadores limitarem a jornada de trabalho em oito horas. Eles iniciaram a campanha no dia 1 de maio, quando muitas empresas começavam o seu ano contábil, os contratos de trabalho terminavam e os trabalhadores buscavam outros empregos.

Estimulada pelos anarquistas, a adesão à greve geral marcada para 1 de maio de 1886 foi ampla, envolvendo cerca de 340 000 trabalhadores daquele país. Na cidade de Chicago, estado de Illinois, a greve atingiu várias empresas. No dia 3 de maio, durante uma manifestação, grevistas da fábrica McCormick saíram em perseguição dos indivíduos contratados pela empresa para furar a greve. São recebidos pelos detetives da agência Pinkerton e policias armados de espingardas. O confronto resultou em três trabalhadores mortos. No dia seguinte, realizou-se uma marcha de protesto e, à noite, após a multidão ter se dispersado na Praça Haymarket, restaram cerca de duzentos manifestantes e o mesmo número de policiais. Foi quando uma bomba explodiu perto dos policiais, matando um deles. Sete outros foram mortos no confronto que se seguiu. Em consequência desses eventos, os sindicalistas anarquistas Albert Parsons, Adolph Fischer, George Engel, August Spies e Louis Lingg, foram condenados à forca, apesar da inexistência de provas. Louis Lingg cometeu suicídio na prisão. Os outros quatro foram enforcados em 11 de novembro de 1887, dia que ficou conhecido como Black Friday. Em 1889, a segunda Internacional socialista, reunida em Paris, decidiu convocar anualmente uma manifestação, com o objetivo de lutar pela jornada de 8 horas de trabalho. A data escolhida foi o primeiro dia 1 de maio. Em 23 de abril de 1919, o senado francês ratificou a jornada de 8 horas e proclamou feriado o dia 1 de maio daquele ano. Com a chegada de imigrantes europeus ao Brasil, as ideias de luta pelos direitos dos trabalhadores vieram junto. Em 1917, houve uma greve geral. Com o crescimento do operariado, em 1925, o dia 1 de maio foi declarado feriado pelo presidente Artur Bernardes. O presidente Getúlio Vargas, 1939 a 1945, instituiu, no Brasil, o 1º de Maio como o “Dia do Trabalho”.

(foto 3  Dia do Trabalho)
1º DE MAIO DE 1994, MORTE DE AYRTON SENNA (Jorge da Rocha Santos; fonte: Wikipedia) - Em 1º de maio de 1994, o piloto brasileiro de Fórmula 1 Ayrton Senna morreu após seu carro colidir contra uma barreira de concreto enquanto liderava o Grande Prêmio de San Marino de 1994, no Circuito de Imola, na Itália. A morte de Senna foi o ápice de um dos fins de semana mais sombrios da história da Fórmula 1. No dia anterior, o piloto austríaco Roland Ratzenberger havia falecido em um acidente durante a classificação. Diversas outras colisões ocorreram naquele fim de semana, incluindo uma grave envolvendo Rubens Barrichello. Os acidentes de Ratzenberger e Senna foram as primeiras mortes em uma corrida de Fórmula 1 desde a morte de Riccardo Paletti no Grande Prêmio do Canadá de 1982. A morte de Senna, assim como outros eventos do fim de semana de corrida, teve um impacto profundo na forma como os aspectos de segurança eram considerados na época e desencadeou reformas significativas que priorizaram a segurança dos pilotos na Fórmula 1. O sindicato dos pilotos de Fórmula 1, a Associação de Pilotos de Grande Prêmio, foi restabelecido após a morte de Senna. Desde então, a Fórmula 1 não sofreu um acidente fatal por mais vinte anos, até o Grande Prêmio do Japão de 2014.

Naquele grande Prêmio de San Marino de 1994, durante a corrida, na volta 6, Senna imprimia um ritmo forte com a terceira volta mais rápida da corrida, seguido por Schumacher. Na curva Tamburello, uma curva fechada para a esquerda, Schumacher percebeu que Senna fez uma trajetória muito fechada na curva e seu carro tremia nas ondulações. Na volta 7, o carro de Senna saiu da linha de corrida na Tamburello, correu em linha reta para fora da pista e atingiu uma barreira de concreto desprotegida. Os dados de telemetria recuperados dos destroços mostram que ele entrou na curva a 309 km/h e então freou bruscamente, reduzindo a marcha duas vezes para diminuir a velocidade antes de impactar o muro a 211 km/h. A roda dianteira direita foi arremessada para cima com o impacto e entrou no cockpit, atingindo a parte frontal direita de seu capacete. A violência do impacto da roda empurrou sua cabeça para trás contra o encosto de cabeça (que já estava bastante para a frente devido ao impacto do carro com a parede), causando fraturas fatais no crânio. Além disso, um pedaço da suspensão preso à roda também penetrou parcialmente seu capacete e causou traumatismo craniano. Um pedaço irregular da estrutura vertical penetrou a viseira do capacete logo acima de seu olho direito. Qualquer uma das três lesões provavelmente o teria matado. Somente o excelente condicionamento físico de Senna permitiu que ele ainda respirasse quando foi retirado do carro acidentado. Ele sofreu morte cerebral no impacto, mas a ausência de qualquer lesão física no resto do corpo fez com que seu coração e pulmões continuassem a funcionar. O neurocirurgião Sid Watkins, chefe da equipe médica de pista da Fórmula 1, realizou a traqueostomia em Senna no local. Watkins relatou posteriormente: “Ele parecia sereno. Levantei suas pálpebras e ficou claro por suas pupilas que ele tinha sofrido uma lesão cerebral grave. Nós o tiramos da cabine e o deitamos no chão. Enquanto fazíamos isso, ele suspirou e, embora eu não seja religioso, senti seu espírito partir naquele momento”.

(foto 4  Ayrton Senna) 
“O orgulho leva à desgraça, mas com a humildade vem a sabedoria.” (Salomão)

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