Edição: sexta-feira, 15 de maio de 2026

Vida Patriótica

COLUNISTA

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ANIVERSARIANTES AMIRP Dia 16 - Thereza Xavier da Silva; dia 17 - Carolina Miranda Muniz; dia 20 - Alexandre Ternis Ferreira,  Elise Ragazzi da Silveira Affonso, Luiz Braga Bernardes; dia 21 - Francisca de Carvalho Cruz Ternis. A Coluna Vida Militar e a AMIRP parabenizam a todos desejando saúde e felicidades.

Aniversariantes AMIRP

BRUTUS: O CÃO HERÓI DA GUERRA DO PARAGUAI (Fonte: Facebook, Brasil Imperial, Compilado do artigo de Matias Maxx “Armas, Fardas, e um Cachorro Empalhado no Museu da PMERJ”) - Um famoso cão se destacou história da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ) nos anos de 1865 a 1870, por seus atos de coragem e sua linda história, conhecido como de nome Cão Bruto, ou Brutus, pelo seu tamanho de porte médio, e que conquistou a tropa. Brutus um dia entrou no Quartel dos Barbonos da Corte atual Quartel General da Polícia Militar, na Rua Evaristo da Veiga 78, à procura de comida, fez amigos, e a tropa deulhe esse nome por causa de seu tamanho.

A fidelidade do cão era tão grande que, quando cerca de 500 oficiais e praças do 31º Corpo Voluntários da Pátria partiram do Quartel dos Barbonos para participar no combate aos paraguaios, no dia 10 de julho de 1865, Brutus foi levado junto. Brutus participou ativamente dos combates, como na Batalha de Tuiuti, em 24 de maio de 1866.  Viriato Correa, no livro “Histórias da nossa História”, dedicoulhe um capítulo memorável, afirmando em certo trecho: “Pelo tempo da guerra do Paraguay, a organização de socorros a feridos em combate era deficientíssima. O aproveitamento dos cães era então completamente desconhecido. O Brutus foi o precursor desse serviço no Brasil. Sem o menor ensinamento, sem a mais pequena aprendizagem, lá estava ele nos campos de batalha, no mais aceso dos tiroteios, latindo junto dos soldados que caíam feridos, saltando trincheiras, correndo ao comando do batalhão para denunciar com grunhidos eloquentes o camarada que precisava de socorro. Um cão extraordinário, de uma lealdade e de uma dedicação que só existem nos cães!” Durante uma batalha, foi atingido por uma bala que lhe feriu o dorso, próximo à pata traseira, foi tratado e curado, permanecendo firme e junto ao 31º Corpo de Voluntários da Pátria voltando para o Brasil com a tropa em 1870, na condição de Herói. Anos depois, passeando pelo Campo de Santana, foi envenenado. Uma reportagem num jornal da época do acervo da Biblioteca Nacional afirma que Brutus foi vítima de uma “covarde cilada de um guarda fiscal que o mimoseou com uma bola envenenada e fulminante”. Soldados fizeram um rateio para pagar sua autópsia e taxidermia. Também lhe mandaram confeccionar uma coleira gravada com uma dedicatória em sua homenagem. Brutus está em exposição na sala da Guerra do Paraguai, dedicada aos Voluntários da Pátria, no Museu da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro sendo o seu mascote oficial.

(foto 3  Brutus)
"PILOTO" - O PRIMEIRO CACHORRO PARAQUEDISTA MILITAR DO BRASIL (Fonte Álbum PQDT, Gen. Bda. Alfredo Pinheiro Soares Filho) - O pioneiro e mais famoso cachorro paraquedista foi o “Piloto”, um cão da raça pastor alemão. Por ser companheiro dos paraquedistas e por estar acostumado a correr entre a tropa, surgiu a ideia de realizar, com ele, uma “área de estágio” especial. Após o treinamento com saltos da torre, entre outros procedimentos, Piloto executou os cinco saltos de qualificação, sendo o último no dia 26 de julho de 1951, a bordo da aeronave C-47, número 2063, sobre a zona de lançamento do Gramacho, tendo sempre sido lançado pelo seu adestrador. No dia seguinte, na companhia de 52 novos paraquedistas militares, participou da cerimônia de brevetação, quando também recebeu o seu brevê. Ao todo, Piloto deu 46 saltos e faleceu, em 1954, por motivos de doença. A partir do Piloto, muitos foram os cães que se destacaram no adestramento e nos saltos de paraquedas.

(foto 4  Piloto) 
CÃES DE GUERRA (Jorge da Rocha Santos; fonte; Wikipedia)- Os cães de guerra existem desde pelo menos o século VIII a.C., usado pelos egípcios, gregos, persas, cimbros, gauleses, bretões ou romanos. O “Canis Molossus” dos molossos do Épiro (hoje a Grécia ocidental) era o cão de guerra mais forte conhecido pelos gregos (notavelmente Peritas, o molosso de Alexandre, o Grande), o qual foi treinado especificamente para a batalha. Os romanos utilizavam formações de cães de ataque. Diz-se que os mastins romanos descendem dos cães persas, que chegaram aos romanos através dos gregos, descendentes dos mastins tibetanos. Estes "canis bellatoris" (cães de guerra) pesavam entre 40 e 50kg. Eram usados para guardar acampamentos, finalizar os feridos inimigos no campo de batalha e atacar soldados de infantaria isolados ou os cavalos dos cavaleiros. Na Primeira Guerra Mundial (1914/1918), vários exércitos europeus usavam cães para puxar pequenas carroças e muitos exércitos europeus adaptaram o processo para fins militares. Um dos primeiros usos militares dos cães, os cães de sentinela, foram usados para defender acampamentos ou outras áreas sensíveis à noite e, às vezes, durante o dia, latindo ou rosnando para alertar os guardas sobre a presença de estranhos. Alguns cães foram treinados para localizar dispositivos com armadilhas e detectar inimigos em emboscadas. O olfato e a audição de um cão os tornariam muito mais eficazes na detecção desses perigos do que os humanos. Cães de reconhecimento foram usados pelos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial, na Coreia e no Vietnã para detectar emboscadas. Como parceiros diários no trabalho policial, os cães provaram ser agentes versáteis e leais. Podem perseguir suspeitos, localizá-los se estiverem escondidos e protegê-los quando capturados. Eles são treinados para reagir violentamente se seu dono for atacado e, caso contrário, não reagir até que seu dono ordene. Cães de trabalho militares e civis podem ser treinados para detectar drogas, graças à sua capacidade de farejar uma ampla gama de substâncias psicoativas e frustrar tentativas de acobertamento. Cães de trabalho podem detectar traços mínimos de qualquer substância. Esses auxiliares caninos são usados principalmente em portos de embarque, como aeroportos, postos de controle, etc. Cães de guerra continuam a servir como sentinelas, rastreadores, cães de busca e salvamento, batedores e mascotes. Cães aposentados são frequentemente adotados como animais de estimação ou cães de terapia.

(foto 5  cão de guerra) 
“Quem tem um cão encontra um amigo inseparável e sobretudo fiel.”  (Letícia Haag)

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