COLUNISTA
ANIVERSARIANTES AMIRP - Maio: Dia 29 - Elaine Pacheco de Oliveira, Emanuel Augusto Fassano Cesar; dia 30-Vera Alves Cogliatti. . Junho: Dia 1 -Darly Vieira Machado Bento, Marcos Antonio Horta Ferreira; dia 2 - Lorenzo Ciambelli Oliveira Louzada de Souza; dia 3 - Maria Aparecida Torres Viana; dia 4 - Altino Barros de Oliveira, Eliane de Fatima Luiz Borba, Pedro Henrique Masson Franck. A Coluna Vida Militar e a AMIRP parabenizam a todos desejando saúde e felicidades.
QUANDO AS PESSOAS OUVEM A MESMA MÚSICA, CORAÇÕES E ATIVIDADE CEREBRAL SE SINCRONIZAM' (Fonte: Ana Pais, BBC News Mundo, 22 maio 2026) - Você já passou pela situação de estar ouvindo e cantando, talvez até dançando, uma música com alguém e sentir uma conexão inexplicável, algo que une vocês de forma profunda? Não foi coisa da sua cabeça. Isso acontece no seu cérebro e no seu coração. "As artes, como a literatura e a música, ajudam a nos sincronizar uns com os outros", afirma o neuropsiquiatra e escritor mexicano Jesús Ramírez Bermúdez. "Quando duas pessoas estão ouvindo a mesma música ou lendo o mesmo livro, a atividade dos neurônios de um se sincroniza com a dos neurônios do outro.
O mesmo ocorre com a atividade cardíaca”. Sua obra mais recente, “La Melancolía Creativa" (A Melancolia Criativa), mistura a história da medicina e da psiquiatria com estudos atuais de neurociência para desvendar justamente as ligações entre melancolia e criatividade. No mundo há pessoas cegas que experimentam alucinações visuais, pacientes com amnésia que têm lembranças falsas, gente (viva, claro) que afirma estar morta. Ramírez Bermúdez se dedica a estudar esses tipos de casos clínicos, que às vezes "vão além do senso comum", para compreender como se produzem diferentes doenças cerebrais ou alterações mentais e de comportamento. Ele realiza estudos dentro de uma corrente de pesquisa chamada conectoma (conjunto completo de conexões do cérebro) humano, buscando decifrar a forma como os 100 bilhões de neurônios que temos no cérebro se comunicam e se integram para criar uma experiência unificada de consciência, não se interessando apenas por essa conexão que ocorre em nível individual, mas também interpessoal. Daí sua fascinação pela sincronização de neurônios e corações que acontece especialmente graças à arte. O fenômeno tem até uma condição interessante: "só acontece quando os dois têm uma disposição atencional, ou seja, quando ambos utilizam atenção plena e ativa". Também pode acontecer em escala massiva. É o que as bandas musicais buscam em um show: a sincronização, quando todas as pessoas estão aplaudindo ou dançando no ritmo da música. Hoje a melancolia é principalmente um conceito cultural, porém em suas origens e durante mais de 2.000 anos ela pertenceu ao campo da medicina. A palavra surge do grego, em que “melas” significa "negro" e “colé” quer dizer "bile". Ramírez Bermúdez explicou que a melancolia era definida como uma forma de loucura que, em teoria, tinha a ver com uma acumulação patológica de bile negra. Entre seus sintomas estavam a tristeza, o medo, a perda de sono e de apetite, e os delírios, além de um lado criativo. O termo foi abandonado como diagnóstico médico apenas no século passado, quando foi substituído pelo conceito de depressão. O neuropsiquiatra mexicano gosta de esclarecer que, embora no dia a dia sejam frequentemente usados como sinônimos, depressão e tristeza não são a mesma coisa. A depressão é uma síndrome clínica em que existe uma tristeza profunda, permanente ou duradoura, entre outros sintomas, e que pode ter múltiplas causas. Já a tristeza é um sentimento do cotidiano, que todos nós experimentamos e que faz parte do nosso repertório habitual de emoções. A tristeza tem incontáveis lições a nos ensinar, e uma muito importante é que ela é transitória. A relação entre as artes e a depressão dá à melancolia a possibilidade de criar algo que recupere o sentido da vida. Por isso ele quis dedicar um livro inteiro à melancolia, ainda mais na atual "epidemia do desencanto", como ele a chama. Na contracapa de seu livro, ele afirma: "Somos a tela da melancolia: em grande parte nos tornamos o resultado de nossas nostalgias e anseios, da luta entre o que gostaríamos de ter sido e a consciência do que realmente somos. E isso, como ponto de partida para a criatividade, tem um enorme poder. A criatividade não é privilégio de alguns. É a oportunidade de cada pessoa transformar o dia em um espaço de prazer e reconciliação".
NAVIO DE ASSISTÊNCIA HOSPITALAR “ANNA NERY” (Fonte: Agência Marinha de Notícias, 15 de abril de 2026) - O primeiro navio da Marinha do Brasil (MB), na história recente, a ostentar um nome feminino deve entrar em operação já no segundo semestre. O Navio de Assistência Hospitalar (NAsH) “Anna Nery”, em homenagem à enfermeira que atuou voluntariamente na Guerra da Tríplice Aliança (Guerra do Paraguai), encontra-se em fase de testes no Estaleiro Bibi, em Manaus (AM), onde foi construído com tecnologia totalmente nacional e recursos do Fundo Nacional de Saúde, do Ministério da Saúde. A escolha do nome retoma uma tradição histórica da Força Naval. No período monárquico, a MB batizou navios em homenagem a mulheres da Casa Imperial, como a Corveta “Dona Isabel”, incorporada em 1855 em referência à Princesa Isabel. Na década de 1950, a heroína da Pátria Alferes Maria Quitéria de Jesus deu nome a uma barca d’água construída no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro, posteriormente reclassificada como navio-tanque e rebatizada de “Gastão Moutinho”. Com capacidade para aproximadamente 500 atendimentos diários em comunidades ribeirinhas da Amazônia Oriental, o “Anna Nery” funcionará como uma unidade de saúde flutuante completa. Sua estrutura conta com: seis consultórios (médicos e odontológicos); centro cirúrgico para procedimentos de pequena complexidade; exames de imagem: mamografia, raios X e ultrassonografia; suporte: farmácia, laboratório de análises clínicas e leitos de internação. O navio reforçará as atividades hoje desempenhadas pelo Navio-Auxiliar (NA) “Pará” e pelo NAsH “Sargento Lima” na área de competência do Comando do 4º Distrito Naval, que compreende os estados do Pará, Amapá, Maranhão e Piauí. O calado menor distância entre a superfície da água e a quilha do navio possibilita ao NAsH “Anna Nery” atuar em regiões onde o leito do rio apresenta profundidade reduzida, ampliando o raio de ação das operações de assistência à saúde.
“Saudade é sintonia de almas que estão com os corpos distantes.” (Edna Frigato)
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