COLUNISTA
ANIVERSARIANTES AMIRP Dia 19 - Luciana Margarida Santos, Luiza Edelweiss Botelho Henriques, Vera Regina Tesch Loureiro; dia 21 - Rosa Maria Joaquim Justen, dia 23 - Ana Paula Ferreira Cruz da Mota Mendes, Maria Christina Segneri; dia 24 - João Carlos Magalhães, Olinda Delgado Kronemberger; 25 - Raul Veloza Ligeiro, Renan Veloza Ligeiro, Wilson Nolasco Joannes. A Coluna Vida Patriótica e a AMIRP parabenizam a todos desejando saúde e felicidades.
PORTADORES DE NECESSIDADES ESPECIAIS DIGITAIS (Jorge da Rocha Santos) A informatização redefiniu a economia global. Citando alguns setores: na Indústria resultou na automação de processos, e inteligência artificial para prever falhas em máquinas; no Comércio mudou a forma de consumir, integrando lojas físicas e virtuais; no Agronegócio: transformou o campo utilizando drones, sensores de solo e maquinários guiados por GPS, etc. Como consequências: alta produtividade, ganhos operacionais, maior comodidade para o consumidor, acesso a serviços 24 horas por dia. Porém, por outro lado, causou o desemprego, a alienação social, a alienação digital, dentre outros. Em passado recente, súbito e tacitamente, o estado, que se diz inclusivista, em todos os níveis, sem atentar para o social, impôs que o cidadão tivesse um “smartphone” e assimilasse as diferentes linguagens e aplicativos. Que acompanhasse as gerações de atualizações tecnológicas, sem dar a mínima atenção aos idosos e aos de baixa renda que, assombrados e apavorados, tornaram-se presos de pânicos e fobias.
Isso se deveu e se deve à “penada” ditatorial impositiva que, sem propiciar, antecipadamente, aos menos favorecidos os necessários meios (instrução e equipamento) para incorporar a mudança, num “tsunami” de informatização impingiram ao povo tecnologias que algumas camadas sociais não estavam e ainda não estão com aptidões para assimilar. Conhecimento não se adquire num estalar de dedos, demanda aprendizado e prática. Os governos federal, estadual e municipal com a drástica mudança, condenaram parte da sociedade à indigência digital. Que terrível e angustiante entrar em um “site” governamental e se deparar com: “Qual o CPF?” “Primeiro acesso?” “Crie uma senha com 8 dígitos ou mais, sendo no mínimo uma letra maiúscula, um número, um dos caracteres especiais e aguarde em seu e-mail o código de confirmação.” (PUTZ!). Entrar em um banco dirigir-se àquele monstro com tela e teclado, alcunhado de “Caixa Eletrônico”, que tornou o cidadão seu funcionário, que lhe ordena “insira o cartão” para abrir-lhe uma tela com um cardápio de mal explicadas opções é desesperante. Idosos, população de baixa renda, cidadãos de pouca instrução vivem a mendigar favores de terceiros para poderem tratar de seus direitos, de suas finanças, etc. Tornaram-se “PORTADORES DE NECESSIDADES ESPECIAIS DIGITAIS”. Governos, bancos, instituições, etc., incompetentes para prover segurança, não satisfeitos e sádicos, para o desespero dos usuários e sob o pretexto de protege-los, ainda passaram a exigir a autenticação em duas etapas! ARRE! Assim não dá! Foto: Charge de Ivan Cabral.
LÍVIA EBERLIN, BRASILEIRA CRIA TECNOLOGIA QUE IDENTIFICA CÂNCER EM SEGUNDOS (Fonte Conselho Federal de Farmácia, 13 de novembro de 2025) - Uma cientista brasileira é responsável por uma das inovações médicas mais relevantes da última década. A química Lívia Schiavinato Eberlin, professora da Baylor College of Medicine, nos Estados Unidos, desenvolveu uma tecnologia capaz de indicar, durante uma cirurgia, se um tecido é saudável ou cancerígeno em apenas dez segundos. O equipamento, batizado de “MasSpec Pen”, ganhou o apelido de “caneta que detecta câncer” por sua capacidade de análise imediata e não invasiva. O Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, é o primeiro centro fora dos Estados Unidos a realizar um estudo clínico com a tecnologia. A pesquisa é conduzida em parceria com a Thermo Fisher Scientific, empresa responsável pelo espectrômetro de massas que possibilita a leitura química do tecido.
A MasSpec Pen é um instrumento conectado a um espectrômetro de massas aparelho que identifica as moléculas que compõem uma substância, revelando sua assinatura química. Em termos práticos, o equipamento “pesa” e compara as moléculas do material analisado, indicando quais estão presentes e em que quantidade. A técnica já é aplicada em áreas como investigações forenses, controle de qualidade de alimentos e exames antidoping, agora adaptada para o campo médico. Durante a operação, o cirurgião posiciona a ponta da caneta sobre o tecido suspeito. O dispositivo libera uma microgota de água estéril, que permanece alguns segundos em contato com o local. Essa gota absorve moléculas da superfície e é sugada para o espectrômetro, que interpreta sua composição química em tempo real. O sistema identifica o padrão molecular do tecido uma espécie de “impressão digital biológica” e exibe na tela se a amostra é normal ou cancerígena. Durante cirurgias oncológicas, um dos maiores desafios é determinar com precisão até onde o tumor se estende. O cirurgião precisa retirar completamente o tecido comprometido sem afetar regiões saudáveis, preservando órgãos e funções do corpo. Atualmente, essa avaliação é feita por meio do exame de congelação, considerado o padrão-ouro da patologia. Nesse procedimento, uma amostra do tecido é retirada e enviada ao laboratório, onde é congelada, cortada e examinada ao microscópio. O processo leva de vinte minutos a uma hora e meia período em que o paciente permanece anestesiado e a equipe aguarda o laudo. Caso o resultado indique a presença de células malignas nas bordas do material, é necessário ampliar a área de remoção, prolongando a cirurgia e aumentando o tempo de exposição à anestesia. Com a MasSpec Pen, o diagnóstico é praticamente instantâneo. O cirurgião recebe o resultado na própria sala de operação e pode decidir, na hora, se precisa retirar mais tecido. Em tumores de pulmão, por exemplo, a definição das margens é um dos aspectos mais delicados do procedimento. A retirada excessiva pode comprometer a função respiratória, enquanto a remoção insuficiente aumenta o risco de recidiva. “A caneta oferece ao médico a possibilidade de identificar, durante a cirurgia, se o tecido é normal ou tumoral, sem depender do resultado laboratorial”, explica Kenneth Gollob, diretor do Centro de Pesquisa em Imunologia e Oncologia (CRIO) do Einstein. Além de detectar a presença do câncer, a equipe do hospital busca verificar se o dispositivo também é capaz de indicar o perfil imunológico do tumor um dado que, até hoje, só pode ser obtido dias após a cirurgia por meio de análises laboratoriais complexas.
“A experiência e a sorte só favorecem os espíritos preparados.” (Louis Pasteur)
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