COLUNISTA
ANIVERSARIANTES AMIRP Julho: dia 31- Maria Zuleika Maranhão Pinto, Sidnei Quadrelli. Agosto: dia 2 - Edna dos Santos Clavery; dia 4 - Telmo José Victor de Santana; dia 5 - Eliana Coelho; dia 6 - Esrom Corrêa Huguenim, Marilda da Cruz Loureiro, Tiago Royer. A Coluna Vida Militar e a AMIRP parabenizam a todos desejando saúde e felicidades.
TRÊS DE AGOSTO - DIA DO QUADRO DE ENGENHEIROS MILITARES DO EXÉRCITO BRASILEIRO - Ricardo Franco de Almeida Serra nasceu em Lisboa, Portugal, em 3 de agosto de 1748. Ingressou na Academia Militar de Portugal em 1762, tendo concluído, aos 18 anos de idade, os cursos de Engenharia e Infantaria, obtendo o grau de oficial. Aportou no Brasil em 1780. Engenheiro-soldado, cartógrafo, geógrafo e astrônomo tornou-se um dos expoentes do desbravamento e da defesa do imenso território brasileiro nas regiões Norte e Centro-Oeste.
O coronel Ricardo Franco prestou incontáveis contribuições no campo da construção de fortes e levantamentos topográficos, cumprindo a missão de desbravar e proporcionar melhores condições de defesa das fronteiras Norte e Centro-oeste do Brasil Colônia, que ainda se encontrava em formação. Fez o levantamento de fronteiras, explorando mais de 50 rios das bacias do Amazonas e do Prata. Mapeou as capitanias do Grão-Pará (Pará), de São José do Rio Negro (Amazonas) e de Mato Grosso. Além disso, dirigiu trabalhos de construção de várias fortificações, entre as quais o Forte Príncipe da Beira (em Rondônia), Quartel dos Dragões de Vila Bela (Mato Grosso), e o Forte Coimbra (Mato Grosso). O Coronel Ricardo Franco faleceu em 21 de janeiro de 1809, aos 61 anos, no comando do Forte Coimbra. Ricardo Franco é o Patrono do Quadro de Engenheiros Militares do Exército Brasileiro.
FORTE PRÍNCIPE DA BEIRA 250 ANOS (fonte: www.eb.mil.br , 22 de junho de 2026) - O Brasil é um país-continente, com uma extensão territorial que o alça à condição de quinto maior do mundo. Essa vastidão foi conquistada e mantida no passado, graças ao empenho de homens com espírito desbravador e também pela edificação de estruturas defensivas como o Forte Príncipe da Beira, no estado de Rondônia, na fronteira com a Bolívia, que está completando 250 anos de uma rica história. Um grande feito da engenharia militar. Erigido em plena floresta amazônica e com poucos recursos tecnológicos disponíveis, tratou-se de uma das maiores edificações militares durante o período colonial, construída entre 1776 e 1783. O contexto da construção do Forte Príncipe da Beira foi o das disputas territoriais entre as coroas portuguesa e espanhola no século XVIII. A partir da concepção de que a permanência na terra e não mais de linhas demarcatórias em mapas garantia a soberania sobre um território, os portugueses, sob as ordens do Marquês de Pombal, começaram a erguer fortificações na então colônia brasileira, com o intuito de impedir invasões estrangeiras em busca de riquezas brasileiras. A posição estratégica às margens do rio Guaporé, porta de entrada para o oeste amazônico e o ouro encontrado na região foi escolhida pelo então governador da Capitania de Mato Grosso, Luiz de Albuquerque de Melo Pereira e Cáceres, que determinou o local para a construção do forte, que tem 970 metros de perímetro, portal de entrada com 10 metros de altura, muralhas laterais de 7,20 metros de altura e quatro baluartes (obra defensiva, geralmente com formato de ponta ou pentágono, localizada nos cantos de uma fortificação para garantir a defesa cruzada contra invasores) com capacidade para receber 14 canhões cada um. Foram utilizados modelos europeus de fortificações, porém adaptadas às condições tropicais, fazendo surgir soluções inovadoras na engenharia militar.
EXÉRCITO INAUGURA INSTITUTO DE PESQUISAS, O “IME DA AMAZÔNIA”(fonte: www.eb.mil.br , 1º de julho 2026) No dia 29 de junho de 2026, o Exército Brasileiro inaugurou, em Manaus, o Instituto de Pesquisas do Exército na Amazônia (IPEAM) um braço do Instituto Militar de Engenharia (IME). O instituto atuará como uma unidade de pesquisa, desenvolvimento e inovação do Exército Brasileiro dedicada aos desafios estratégicos da Amazônia. O evento ocorreu nas instalações do Centro Regional de Manaus do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (CENSIPAM). Inicialmente, as atividades do intitulado “IME da Amazônia” estarão voltadas ao Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Defesa, do Instituto Militar de Engenharia , com a oferta de cursos de mestrado, doutorado e estágios de pós-doutorado. Cinco áreas estratégicas serão enfatizadas: Inteligência Artificial, Biotecnologias, Transição Energética, Tecnologias Quânticas e Cibernética. Grande parte das atividades acadêmicas ocorrerá em formato híbrido de ensino e aprendizagem, presencial e online, permitindo, dessa forma, a integração acadêmica entre o IPEAM, em Manaus, e o IME, no Rio de Janeiro. Além disso, o IPEAM apoiará ações de extensão do IME em Manaus, incluindo iniciativas de reforço escolar destinadas a estudantes e professores do ensino fundamental do interior da Amazônia, em parceria com instituições locais. O projeto-piloto será desenvolvido no município de Itacoatiara. Será atendido um público de aproximadamente 600 pessoas, com 89 vagas destinadas aos processos seletivos dos cursos de mestrado e doutorado, bem como ao estágio de pós-doutorado. Além disso, 70 estudantes de graduação de instituições de ensino superior de Manaus participarão de projetos de iniciação científica desenvolvidos no âmbito do IPEAM. A parceria entre as instituições está relacionada à cooperação técnico-científica, abrangendo o compartilhamento de dados produzidos pelos sistemas de monitoramento e sensoriamento da Amazônia, o desenvolvimento conjunto de pesquisas e tecnologias de interesse comum e a interação entre pesquisadores e especialistas, bem como ao compartilhamento de infraestrutura, uma vez que o IPEAM está instalado em um pavilhão localizado no Centro Regional de Manaus do CENSIPAM, com previsão de expansão futura. A iniciativa busca aprimorar e operacionalizar soluções voltadas ao monitoramento ambiental, territorial e de fronteiras na região amazônica.
“Ninguém é responsável por nosso destino, a não ser nós mesmos.” (Chico Xavier)
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