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Vida Patriótica

COLUNISTA

Vida Patriótica


ANIVERSARIANTES AMIRP Dia  15 - Cristiane Maria Henrichs de Souza Coutinho,  Estelita Maria da Silva; dia 16 - Carolina Miranda de Toledo Bull, Christina Maria Andriolo Mendes Pinheiro, Ilmar de Carvalho Motta, José  Aluizio Bento, Luiza Veloza Ligeiro; dia 18 Corina Maria Rizzo Santos, Cedenyr Guaracy Vieira, Maria Aparecida Januário de Souza, Robson Albergaria, dia 19 - Delly Santos Ramos; dia 20 - Sonia Maria de Souza da Costa Xavier.. A Coluna Vida Militar e a AMIRP parabenizam a todos desejando saúde e felicidades.

Aniversariantes

ALMOÇO DOS PAIS     A Associação dos Militares da Reserva de Petrópolis (AMIRP) realizará, dia 30 de agosto, domingo, às 12:30 horas, nas dependências do Centro General Ernani Ayrosa (CGEA), Estrada Jerônimo Ferreira Alves, n° 1701, Itaipava, Petrópolis, RJ, o almoço em homenagem aos pais.

(foto 3  AMIRP)

DRONE KAMIKASE (Fonte: internet) muito temos ouvido falar sobre drones nas guerras Ucrânia x Rússia e Estados Unidos x Irã. Os Drones Kamikases são aqueles que se destroem ao atingirem o alvo. São “bombas voadoras”,  netas bastante evoluídas, das “bombas V-1” alemães da 2ª Guerra  Mundial”. Um drone kamikaze (tecnicamente chamado de munição de espreita ou munição vagante) é um veículo aéreo não tripulado (VANT) de uso único projetado para localizar um alvo e destruí-lo colidindo diretamente contra ele, detonando uma carga explosiva integrada. Ao contrário dos drones militares tradicionais que disparam mísseis e retornam à base, o drone kamikaze funciona como uma mistura de drone e míssil: ele próprio é a própria arma e se destrói no impacto.

(foto 4  bomba V-1)

Principais Características:1) Baixo Custo: enquanto um míssil de cruzeiro tradicional custa milhões de dólares, modelos populares de drones kamikazes, como o Shahed-136 iraniano, custam cerca de US$ 20 mil. 2) Capacidade de Espreita: eles podem voar e pairar sobre uma determinada área por minutos ou horas à procura de um alvo específico antes de iniciar o ataque. 3) Lançamento Versátil: não exigem pistas de pouso complexas. Podem ser disparados de catapultas, tubos compactos ou da carroceria de caminhões comuns. 4) Dificuldade de Detecção: como costumam voar em baixas altitudes e velocidades menores, muitas vezes conseguem burlar os radares tradicionais de defesa aérea.  Modelos de Destaque no Cenário Mundial: 1) Shahed-136 (Irã/Rússia): muito utilizado pela Rússia no conflito contra a Ucrânia para atacar infraestruturas. Apelidado pelos ucranianos de "motocicleta voadora" devido ao barulho do motor, possui longo alcance (até 1.000 km) e carrega cerca de 40 kg de explosivos. 2) Switchblade (EUA): Um modelo bem menor, lançado a partir de um tubo. O Switchblade 300 funciona quase como um morteiro guiado de alta precisão para eliminar alvos humanos ou veículos leves. 3) Lucas (EUA): sistema de baixo custo desenvolvido recentemente pelos Estados Unidos por meio de engenharia reversa de tecnologias capturadas no Oriente Médio. 4) Merops (Ucrânia): desenvolvido pela indústria bélica ucraniana, tornou-se altamente cobiçado no mercado internacional por sua eficácia em conter avanços de blindados. Atualmente, essa tecnologia tem evoluído com a integração de Sistemas de Inteligência Artificial, permitindo que alguns modelos identifiquem padrões de alvos e tomem decisões de ataque de forma totalmente autônoma, sem depender de comandos de um operador humano.

(foto 5  drone shahed)

DICK, PRIMEIRO CÃO PROMOVIDO A CABO, HERÓI DA PM DE SÃO PAULO (fonte: globo.com , Vinícius Lemos, 2 de janeiro de 2020) - Em 1953, um filhote de pastor alemão foi abandonado na porta do canil da Polícia Militar de São Paulo. O cachorro foi adotado pelos policiais recebendo o nome de Dick e treinado para que pudesse integrar a equipe da PM. Ninguém imaginaria que ele fosse se tornar, dali a alguns anos, um dos maiores símbolos da instituição. Os cães que integram equipes da polícia recebem treinamento para que possam atuar em atividades como busca por explosivos, drogas e resgate de pessoas desaparecidas em diferentes situações. A aptidão de Dick para os trabalhos policiais se manifestou logo nos primeiros treinamentos.

Ele passou a integrar as equipes que participavam das ocorrências. O desempenho do animal era considerado excelente. Cada cachorro era parceiro de um membro da polícia, que era responsável por cuidar do animal e acompanhá-lo nas ações. O companheiro de Dick era o soldado José Muniz de Souza. Em 1956, um aviso do então governador de São Paulo, Jânio Quadros, causou temor entre os policiais que atuavam no canil, fundado seis anos antes. Em um bilhete, Quadros foi direto: “Façam os cães trabalharem ou dissolvam a matilha!”. Naquela ocasião, o desaparecimento de uma criança ganhou as manchetes de noticiários do país. O pequeno Eduardo Benevides, o Eduardinho, de pouco mais de três anos, foi raptado quando estava na porta de sua casa, em São Paulo, SP. O governador determinou a criação de uma força-tarefa para procurar pelo garoto. Ele não queria que fossem poupados esforços na busca pelo desaparecido.

(foto 6 Muniz, Dick) 
Em dois dias de buscas intensas por Eduardinho, nada parecia trazer respostas sobre o paradeiro da criança. O então governador de São Paulo decidiu estimular a procura e disse que promoveria os policiais que localizassem a criança. Para farejar a criança foi oferecido aos cães um travesseiro do Eduardinho para que lhe sentissem o cheiro. No terceiro dia, enquanto procurava em uma área de mata na Água Funda, atual  Av. Miguel Estefno, 4241, São Paulo - SP, Dick ficou agitado e latiu intensamente. O local apontado pelo cachorro era um local afastado onde havia um lugar coberto por uma telha. O soldado Muniz seguiu o aviso do animal e levantou a cobertura do lugar. Embaixo havia um poço vazio, e, dentro dele, estava Eduardinho, aflito, desesperado, abatido e fraco. O resgate de Eduardinho causou comoção. O soldado Muniz foi convocado pelo governador para homenagens e fez questão de frisar para Jânio Quadros que foi Dick quem localizou o menino. Diante do reconhecimento da importância do animal no resgate, as homenagens se estenderam ao Dick que juntamente com o Soldado Muniz foi promovido a Cabo. Na época, o único cachorro a conquistar promoção. Dick se tornou um herói. As autoridades da época entenderam a importância do canil e do uso de cães em ações policiais.  Outra ação da dupla  ganhou os noticiários: em Novo Horizonte, SP, Dick encontrou o local onde estava o corpo da menina Fátima, violentada, morta e jogada em uma vala profunda. Dick e Muniz eram parceiros, com frequência, o policial levava o cachorro para a sua residência. Em junho de 1959, Dick não resistiu a uma grave hepatite e morreu.  A morte do animal causou comoção e repercutiu nos noticiários. Muniz ficou emocionado e abatido com a partida do companheiro, pediu para ser transferido para outro setor da Polícia Militar de São Paulo, pois não aguentava continuar no canil. Em 2016, Muniz morreu após ter um acidente vascular cerebral aos 88 anos.

(foto 7 - Eduardo, Muniz, Dick)

“A desilusão é a visita da verdade.” (Chico Xavier)

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