COLUNISTA
ANIVERSARIANTES AMIRP Agosto: Dia 28 Matheus da Silva Justen Bach; dia 29 Flávia Veras de Oliveira; dia 30 - Célia Regina Pacheco de Oliveira, Marcio José Fiorini Sarmento; dia 31 - Rosa Coradine Loos. Setembro: dia 1º - Ely Antonio Kapps, Neucy Vivarini Sutter; dia 2 - Paulo Cesar Vieira Miranda, Rachael Leal Caetano, Sebastião Carlos dos Santos, Aloir Rabello; dia 3 - Giovanni Pessoa Dias. A Coluna Vida Militar e a AMIRP parabenizam a todos desejando saúde e felicidades.
“RECKLESS”, UMA ÉGUA COMBATENTE (Fontes: Wikipedia e Facebook) - Em 1952, em plena Guerra da Coreia (1950/1953), o Tenente Eric Pedersen, comandante do Pelotão Anticarros, da Companhia Anticarros, do 5º Regimento de Marines, da 1ª Divisão de Marines (Fuzileiros Navais Americanos), recebeu autorização do seu comandante para comprar um cavalo de carga para transporte de munição para os seus “Canhões 75 mm - Sem Recuo” que estavam baseados em um terreno montanhoso. Foi comprada uma pequena égua mongol de pelagem castanha por 250 dólares. Os Marines deram à égua um nome que entraria para a história: “Reckless” (Imprudente). Com pouco mais de 1,40 metro de altura, ninguém imaginava que aquele pequeno animal se tornaria um dos maiores heróis militares dos Estados Unidos. Porém, Reckless provaria algo que o mundo jamais esqueceria: uma coragem sem tamanho. Os Marines não a trataram como um simples animal de carga.
Ela passou a viver entre eles, como uma verdadeira companheira de farda. Dormia dentro das tendas durante as noites geladas e rapidamente descobriu que a comida dos soldados era muito mais interessante do que a ração. Gostava de ovos mexidos, panquecas, Coca-Cola e barras de chocolate. Às vezes, simplesmente entrava no refeitório para tomar café da manhã ao lado dos homens. O soldado Dan Ellison foi um de seus treinadores. Durante horas, ensinou Reckless a atravessar fios de comunicação, deitar-se quando estivesse sob fogo inimigo e permanecer calma enquanto a artilharia fazia a terra tremer. Ele costumava acariciar seu pescoço e dizer: “Agora você é uma Marine, garota. e Marines nunca recuam.” Então chegou março de 1953. A Batalha do Posto Avançado Vegas seria o maior teste da coragem dela. O combate transformou as montanhas em um inferno de explosões, lama, fumaça e fogo. Os soldados na linha de frente estavam ficando sem munição pesada, enquanto o terreno íngreme tornava quase impossível transportar novos suprimentos. Foi então que Reckless entrou em ação. Ela passou a carregar munição para canhões sem recuo. Cada uma pesando cerca de 14 quilos, e Reckless conseguia transportar até seis por viagem. Sozinha, atravessava áreas completamente expostas ao fogo inimigo. Depois de algumas viagens acompanhada por um soldado, aconteceu algo extraordinário: Reckless aprendeu o caminho. Recebeu a graduação de Cabo. Ela não precisava mais ser conduzida. Subia e descia as encostas por conta própria, atravessando fumaça, lama e explosões para entregar munição aos homens que lutavam na linha de frente. E, quando voltava, não carregava apenas suprimentos. Também ajudava os feridos. Alguns Marines eram colocados sobre seu dorso. Outros eram conduzidos por ela pelos caminhos perigosos até lugares mais seguros. Naquele único dia de combate no Posto Vegas, Reckless fez 51 viagens, percorreu mais de 48 quilômetros em terreno extremamente difícil e transportou aproximadamente 3,6 toneladas de munição. Na batalha ela foi atingida duas vezes por estilhaços. Um ferimento atingiu a região acima do olho. Outro atingiu sua lateral. Mas ela não parou. Enquanto os projéteis explodiam ao seu redor, Reckless continuava avançando. A cada retorno à linha de frente, os Marines a recebiam com gritos e aplausos. A pequena égua havia deixado de ser apenas um animal. Era uma deles. Quando a guerra terminou, Reckless foi levada para os Estados Unidos, onde passou a ser reconhecida como uma verdadeira heroína. Em 1954, ela foi promovida à graduação de Sargento do Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos e foi condecorada com duas medalhas Purple Hearts (por ferimentos em combate), além de outras honrarias militares. Depois de tudo o que enfrentou, Reckless finalmente teve aquilo que havia ajudado tantos soldados a conquistar: a paz! Passou seus últimos anos em Camp Pendleton, na Califórnia, EUA, cercada pelos veteranos que haviam lutado ao seu lado e que cuidaram dela até sua morte, em 1968. Um vínculo foi criado entre a pequena égua e os homens que aprenderam a amá-la. Eles confiaram nela. Ela confiou neles. E, quando chegou o momento em que suas vidas dependiam de coragem, Reckless simplesmente fez o que havia aprendido: não recuou! Reckless morreu em paz, cercada por aqueles que um dia ela havia ajudado a salvar. E talvez seja essa a verdadeira razão pela qual sua história continua viva. Reckless tinha quatro patas, um coração enorme e uma coragem maior do que qualquer campo de batalha. Ela entrou na guerra como uma pequena égua. E saiu dela como uma Fuzileiro Naval!
BRAVURA DE UM CAVALO (Episódios Militares Gen. Azevedo Pimentel) Guerra da Tríplice Aliaça (Guerra do Paraguai), no ataque das matas de Tuiuti aos paraguaios, em 16 de julho de 1866, no Boqueirão , uma ordenança dos nossos chefes, caiu morta de sua cavalgadura. O nobre animal virou para o nosso lado, mas não acertando a passagem por onde entrara, ladeou-a, indo fatalmente cair no meio dos paraguaios, a sessenta metros apenas de distancia dos brasileiros. Um tenente inimigo toma-o pela rédea e cavalga-o. Avança com sua tropa contra os nossos, montado em seu trote hípico, e dando de freio a sua conquista, dirige-se o oficial à frente dos seus, contra os brasileiros. Nisto, uma parte do regimento, ao qual pertencia o animal avança a galope a fim de contrabater a carga violenta do adversário.
O brioso cavalo, conduzido pelo novo dono até a passagem reconhece o caminho por onde entrara. Sacode as crinas, relinchando, toma o freio nos dentes e abre carreira pelo campo afora, para ir colocar-se à retaguarda brasileira. Lívido, o oficial que o montava é aprisionado pelos nossos, aos quais entrega a espada desesperado e enfurecido, exclamando: - “Caramba! Yo prisionero de un caballo...”
“Não há problema que não possa ser solucionado pela paciência.” (Chico Xavier)
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