COLUNISTA
ANIVERSARIANTES AMIRP Dia 4 - Nelson José Guimarães Pires; dia 5 - Genilda Carneiro da Silva Martins; dia 6 - Maria Amélia Guerra, Felipe Portugal Rizzo Franco de Oliveira; dia 7 - José Edison Fofano, Bernardete Teixeira de Souza; dia 8 - Paulo Roberto Kronemberger; dia 10 - Marcelo da Silva Mendes da Luz. A Coluna Vida Militar e a AMIRP parabenizam a todos desejando saúde e felicidades.
PEDRO I, O IMPERADOR GUERREIRO (fonte: Wikipedia)- Dom Pedro I é frequentemente chamado de "Imperador Guerreiro" ou "Rei Soldado" devido ao seu papel ativo e liderança militar direta em conflitos armados cruciais tanto no Brasil quanto em Portugal. Diferente de outros monarcas de sua época que governavam apenas dos gabinetes, ele vestia a farda, montava a cavalo e ia pessoalmente para as frentes de batalha. A faceta guerreira de Dom Pedro I se consolidou principalmente por meio de três grandes frentes militares: 1) As Guerras de Independência do Brasil (18221824) Consolidação do território: O grito do Ipiranga não trouxe paz imediata. Províncias como Bahia, Maranhão, Piauí e Pará tinham tropas leais a Lisboa. Liderança: Pedro I organizou o recém-criado Exército e a Marinha Imperial Brasileira, contratando mercenários estrangeiros (como Lord Cochrane) e sufocando as resistências portuguesas para garantir a unidade nacional.
2) A Guerra da Cisplatina (18251828) Conflito no Sul: O imperador envolveu o Brasil em uma longa e desgastante guerra contra as Províncias Unidas do Rio da Prata (atual Argentina) pelo controle da região da Cisplatina (atual Uruguai). Presença no “front”: Ele viajou pessoalmente ao Rio Grande do Sul para inspecionar as tropas e tentar elevar o moral dos soldados na linha de frente. 3) A Guerra Civil Portuguesa / Guerras Liberais (18321834) - O ápice do "Rei Soldado": Após abdicar do trono brasileiro em 1831, ele retornou à Europa para defender os direitos de sua filha, Maria da Glória, cujo trono havia sido usurpado por seu irmão absolutista, Dom Miguel. Comando direto: Adotando o título de Duque de Bragança, ele financiou e liderou um exército liberal a partir da Ilha Terceira (Açores), desembarcou em Portugal e comandou pessoalmente o famoso Cerco do Porto. Vitória e sacrifício: Ele venceu o irmão e restaurou o regime constitucional em Portugal, mas o desgaste físico das batalhas agravou sua tuberculose, levando-o à morte logo após o fim da guerra, aos 35 anos.
CURIOSIDADES SOBRE D. PEDRO I (Jorge da Rocha Santos; fonte: www.aventurasnahistoria.com.br - 1) Era inteligente, porém nunca foi afeito aos estudos, se dedicando à equitação e à música. Aprendeu a tocar piano, flauta, fagote, trombone, violino, clarinete, violão, lundu e cravo; foi o compositor do Hino da Independência do Brasil e do Hino de Portugal (até 1920). 2) - Dizem que Dom Pedro costumava comer com as mãos para que não fosse visto como um esnobe. Com o tempo, a Imperatriz Leopoldina também abandonou os talheres. 3) Hiperatividade: Pedro cresceu no Brasil e revelou-se desde cedo um homem efusivo. De acordo com Isabel Lustosa, escritora e historiadora brasileira, ele pode ter lidado com um quadro de hiperatividade e, por isso, vivia em movimento e pouco repousava. 4) Filhos: no total, Pedro I teve 18 filhos registrados e reconhecidos, alguns com as esposas Leopoldina e Amélia, e diversos outros com suas amantes.
5) Depois da morte: após a realização de uma autópsia no corpo de D. Pedro, seu coração foi removido e transferido à cidade de Porto, onde permanece conservado. Já seu esqueleto esteve em Portugal até 1972, sendo transferido para o Brasil no sesquicentenário da Independência. Hoje, descansa no Monumento à Independência, em São Paulo. 6) Em 2018, foi feita uma reconstituição do rosto de D. Pedro a partir de seus restos exumados. Tinha uma deformidade no nariz. Era um homem de rosto agradável, no qual o nariz assimétrico se destacava.
DIA DA PÁTRIA: “SETE DE SETEMBRO” - (Jorge da Rocha Santos: fontes: Exército Brasileiro, Marinha do Brasil) - Sete de Setembro é a data magna do Brasil, dia de celebrarmos a nossa independência. Brasil, gigante por natureza! Território com mais de oito milhões e quinhentos mil quilômetros quadrados de área; sete mil quilômetros de costa; malha hidroviária com aproximadamente 63 mil quilômetros de vias navegáveis; lagos; lagoas; e represas; mais de 16 mil quilômetros de fronteira terrestre. Acima de tudo, uma nação soberana! Apesar de o momento histórico ser simbolizado pela data de 7 de setembro de 1822, diferentes batalhas ocorreram tanto em solo pátrio como nos mares até 1823.
A coesão, a liderança, os valores e a ética dos militares do Exército Brasileiro e da Marinha do Brasil colaboraram para a vitória nas batalhas pela Independência. Com essa mesma determinação, as Forças Armadas do Brasil seguem no enfrentamento aos desafios da atualidade. Foi em conflitos como a Batalha do Jenipapo, no Piauí, e as guerras de independência da Bahia que surgiram grandes heróis, como Joana Angélica, José Joaquim de Lima e Silva, Major Ladislau dos Santos Titara, Tenente João Francisco de Oliveira e Maria Quitéria de Jesus, entre tantos. Sem o Exército e sem a recém-constituída Marinha, o Brasil não teria conquistado sua independência. A ação da Marinha Imperial foi fundamental. Primeiramente, por não existirem estradas ligando os diferentes pontos do território do Brasil, o mar era o principal meio de transporte entre as províncias. Com isso, as tropas de Dom Pedro só podiam ser transportadas por mar e a Marinha passou a ser o principal instrumento para isso. Em segundo lugar, houve assistência às ações do Exército Imperial Brasileiro, por meio de apoio de fogo naval contra as tropas portuguesas no terreno. Em terceiro lugar, a Marinha dispunha da capacidade de dissuasão, com a ameaça do uso da força provinda do mar, como aconteceu com a resistência que havia no Maranhão. Em quarto lugar, havia a proteção das linhas de comunicação marítimas contra navios lusitanos que tentassem interferir nesse tráfego e, por fim, a função clássica do poder naval, que é o controle ou o domínio do mar. A ostentação da força e a mobilização armada permitiram a consolidação da autonomia, da unidade e da integridade nacionais. A atuação militar dos brasileiros é algo visível através dos séculos de história da Nação. Ao longo desses 203 anos de Independência, o profissionalismo, a eficiência operacional e o permanente estado de prontidão das Forças Armadas, como instituições de Estado, têm sido decisivos para o fortalecimento da nossa soberania.
“Pela liberdade, assim como pela honra, pode-se e deve-se arriscar a vida.” (Miguel de Cervantes)
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