COLUNISTA
ANIVERSARIANTE AMIRP Dia 18 - Rodrigo Martins Scali, dia 21 - Anesia Rabello; dia 24 - Sergio Hamberger. A Coluna Vida Patriótica e a AMIRP parabenizam a todos desejando saúde e felicidades.
BRASILEIRO BATE RECORDE MUNDIAL NO ATLETISMO (José Antônio Simões Bordeira. Fontes: Olyimpics.com e Wikipedia). Alison dos Santos inscreveu o país no pódio do atletismo internacional, ao estabelecer o novo recorde mundial na competição dos “400 metros com barreiras”, registrando a extraordinária marca de 45,80 segundos. A prova, que faz parte da “Diamond League” (série de competições de atletismo disputadas anualmente que se caracteriza como a mais importante do mundo, excetuando-se as Olimpíadas), aconteceu em 27 de agosto passado, em Zurick, na Suíça. Alison é o segundo atleta no mundo a concluir essa prova com um tempo abaixo de 46 segundos. O outro, seu adversário na prova, o norueguês Karsten Warholm, era o recordista mundial com o tempo de 45,94 segundos. Alison Brendon Alves dos Santos nasceu em São Joaquim da Barra - SP, em 3 de junho de 2000. Aos 10 meses, sofreu um grave acidente doméstico de queimaduras com óleo de cozinha quente que deixaram nele as cicatrizes que até hoje carrega. Quando criança, começou praticando judô e, aos 13 anos, na Escola Técnica Estadual Pedro Badran, em sua cidade, adotou o atletismo, onde encontrou sua primeira treinadora Ana Cláudia Fidélis. Na escola, recebeu o apelido de “Piu” de seus companheiros de equipe, que conserva até hoje. Em razão do potencial que já apresentava para o esporte, sua treinadora o encaminhou para S. Paulo, onde foi apresentado ao treinador Felipe Siqueira, que permanece como seu orientador. Uma longa e exitosa parceria. Aos 19 anos, nos Jogos Pan-Americanos de 2019, em Lima - Peru, Alison despontou para o atletismo mundial, vencendo os 400m com barreiras, com o tempo de 48.45 segundos - o quarto melhor tempo do mundo naquele ano. Nas Olimpíadas do Japão, em 2021, obteve um expressivo resultado em sua estreia olímpica. “Piu” conquistou a medalha de bronze com 46.72 segundos, prova que estabeleceu o recorde mundial de Warmolm. Alison era o terceiro corredor mais rápido de todos os tempos na prova de 400 m com barreiras. Um resultado marcante para um jovem de 21 anos. Em Paris, 2024, Alison, na sua segunda Olimpíada, obteve outra medalha de bronze com 47,26 segundos, tendo superado dificuldades nas fases eliminatórias da prova. A temporada de 2026 de Alison está coroada de pleno sucesso: além do recorde mundial em Zurick, venceu outras quatro etapas da Diamond League. Alison dos Santos, Terceiro-Sargento (Temporário - Educação - Física) da Marinha do Brasil, atleta do Programa Olímpico da Marinha (PROLIM), evidencia a contribuição do Programa de Atletas de Alto Rendimento (PAAR) do Ministério da Defesa, para o desenvolvimento de atletas brasileiros e para a presença do País em grandes competições esportivas nacionais e internacionais. Alison inscreveu o Brasil, mais uma vez, no quadro dos recordistas mundiais. Um feito memorável para incentivar nossos jovens atletas iniciantes.
130 ANOS DO MARECHAL-DO-AR EDUARDO GOMES - PATRONO DA FORÇA AÉREA BRASILEIRA (Jorge da Rocha Santos; fontes: Wikipedia; Defesanet,14 de janeiro de 2012, Cosme Degenar Drumond)- Sem medo de fuzis ou de canhões, eternamente jovem de espírito e fiel a seus princípios, levou tiros, foi preso, mandado para o degredo, viveu na clandestinidade, foi condenado, prejudicado na carreira, anistiado, promovido, aplaudido e admirado. Seus vencimentos sempre foram repartidos com a caridade, fosse para os missionários atuando com a população pobre do interior do país, fosse para os mais humildes e necessitados ou para os companheiros de armas em dificuldades. Por essas ações, foi agraciado pelo Vaticano com a medalha da Ordem de São Silvestre. Unanimidade nacional a despeito dos anos espinhosos que atravessou, sem nunca se dobrar ao poder ou ao dinheiro, seu segredo, disse um juiz que o conheceu, era a autoridade moral e a fidelidade aos princípios, absolutamente inegociáveis.
Ele acreditava na comunhão das gerações: os moços julgando os mais velhos; compreendendo e procurando exemplos no passado. Poucos tiveram uma existência tão reta, modesta e completa como a dele. As qualidades do Brigadeiro Eduardo Gomes, destacadas na história, incluem a sua serenidade, o apoio à democracia durante o Estado Novo e sua atuação como herói e patriota. Ele também era conhecido por sua fidelidade aos princípios, coragem em defender a pátria e democracia, e por ser um militar dedicado, tendo recebido diversas condecorações e ser o Patrono da Força Aérea Brasileira. Nasceu em Petrópolis-RJ, no dia 20 de setembro de 1896. Sentou praça na Escola Militar de Realengo em 31 de abril de 1916, declarado Aspirante-a-Oficial da Arma de Artilharia em 17 de dezembro de 1918. Serviu em Curitiba, no 9o Regimento de Artilharia, até 1922. Interessado pela Aviação, fez o primeiro Curso de Observador Aéreo, em 1921. A 4 de julho de 1922, apresentou-se no Forte Copacabana, aderindo ao movimento conhecido como Revolução dos Tenentes. No dia seguinte, 5 de julho, participou juntamente com dois outros oficiais, 14 praças e civis, do episódio que passou à História como os "18 do Forte", quando foi gravemente ferido. No julgamento que se seguiu, foi condenado e desterrado para a Ilha de Trindade. Em 1927, o Exército criou a Arma de Aviação, compôs a primeira turma de oficiais da nova Arma. Foi o primeiro Comandante do Grupo Misto de Aviação, criado no Campo dos Afonsos, em maio de 1931, do qual partiu, em 12 de junho de 1931, para o Campo de Marte na cidade de São Paulo, o avião que realizou a primeira linha do Correio Aéreo Militar, dando origem ao atual Correio Aéreo Nacional. No Comando do 1o Regimento de Aviação, enfrentou a Intentona Comunista em 27 de novembro de 1935, quando foi ferido mais uma vez. Com a criação do Ministério do Aeronáutica, foi transferido para a Força Aérea Brasileira e, a 12 de dezembro de 1941, assumiu o Comando da 2ª Zona Aérea que abrangia oito Estados do Nordeste, do Piauí à Bahia, tendo a sua sede localizada em Recife, PE, acumulando, ainda, por 45 dias, o da 1ª Zona Aérea (Estados do Amazonas, Pará, Maranhão; Territórios do Amapá, Roraima e Acre). Permaneceu à frente da 2ª Zona Aérea até janeiro de 1945, tendo participado da organização e construção das Bases Aéreas que iriam desempenhar importante papel na 2ª Guerra Mundial. Pelos seus serviços à causa aliada, recebeu honrosa citação do governo americano que, em agosto de 1943, outorgou-lhe a Comenda da Legião do Mérito. Ocupou duas vezes o Ministério da Aeronáutica: no Governo Café Filho (24 ago. 1954 - 11 nov. 1955), e no Governo Castelo Branco (11 jan. 1965 - 15 mar. 1967). Faleceu no dia 13 de junho de 1981. Foi proclamado Patrono da Força Aérea Brasileira, de acordo com a Lei no 7.243, de 6 de novembro de 1984. Objeto de homenagem em vários municípios, a saber: Parque Brigadeiro Eduardo Gomes (Aterro do Flamengo), Rio de Janeiro, RJ; Portal Eduardo Gomes, São José dos Campos, SP; Praça Brigadeiro Eduardo Gomes, Arraial d’Ajuda, BA; Aeroporto Eduardo Gomes, Manaus, AM; Parque Eduardo Gomes, Canoas, RS; Rua Eduardo Gomes, Natal, RN; porém, em Petrópolis, sua cidade natal, uma inexplicável indiferença, nenhuma praça exibe o busto do filho ilustre e herói brasileiro. Tampouco nenhum logradouro ou prédio no Centro Histórico lhe ostenta o nome.
"Não é a função que traz respeito ao homem, sim a conduta do homem que honra essa função." (Sadi Cassenote)
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