Edição: sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Vida Patriótica

COLUNISTA

Vida Patriótica

ANIVERSARIANTES AMIRP Setembro: dia 25 - Renê Justen; dia 27 - Giovanna Lamada Mantovani, Joelice Acosta Notaroberto, Marcia Tarciano Passos; dia 28 - Jaqueline da Silva Ramos Machado, Varly da França da Silva Mesquita; dia 29 - Alvaro Vieira; dia 30 - Kleber Adalmir Brand Junior, Terezinha Campelo Corrêa Netto. Outubro: Dia 1º - Edna Ventura  Moura, Arthur Cunha.A Coluna Vida Militar e a AMIRP parabenizam a todos desejando saúde e felicidades.

Aniversariantes AMIRP

IMPERATRIZ LEOPOLDINA, A PRIMEIRA MULHER A GOVERNAR O BRASIL (Jorge da Rocha Santos; fonte: BBC News Brasil, Laís Modelli, 7 de setembro de 2026) - A independência do Brasil em relação a Portugal foi firmada, em 1822, e como o momento histórico ocorreu durante a regência da imperatriz Maria Leopoldina, ela se tornou a primeira mulher a governar o Brasil, ocupando o cargo interinamente por alguns dias. Carolina Josefa Leopoldina de Habsburgo-Lorena nasceu em Viena, na Áustria, em 22 de janeiro de 1797, e integrava uma das famílias mais poderosas da Europa no século 18, os Habsburgo.  Terceira filha de Francisco 1º, Imperador da Áustria, a princesa embarcou ao Brasil há 200 anos e mudou os rumos do nosso país.

Aos 20 anos, em maio de 1817, Leopoldina se casou à distância e por procuração com um homem que nunca havia visto: o príncipe português Pedro de Bragança, futuro dom Pedro I, como forma de firmar uma aliança diplomática entre Portugal e Áustria. Leopoldina foi muito bem preparada para governar e aceitou de bom grado cruzar o oceano e deixar para trás tudo o que conhecia para obedecer e agradar ao pai e a sua nação, cumprindo o papel que era esperado dela como princesa. Dona Leopoldina ajudou a escrever nossa história política, mas é comum explicá-la apenas como mãe de Dom Pedro II e esposa de Dom Pedro I. Ela foi a mulher que arquitetou a independência do Brasil. Era hábil nos assuntos políticos e diplomáticos. Em 1822, D. Leopoldina desrespeitou as ordens das cortes constitucionais portuguesas e declarou o “Fico” antes de dom Pedro, com uma visão muito mais astuta que o marido: a imperatriz tinha certeza que se saíssem do Brasil como os políticos portugueses desejavam, não só Portugal perderia o domínio do Brasil, como provavelmente haveria uma guerra civil aqui. Leopoldina foi educada na Áustria de maneira exemplar e comum à época: para servir aos interesses públicos de sua dinastia, os Habsburgo, e de seu Estado, o Império Austríaco. Foi servindo aos interesses da dinastia Habsburgo que a irmã mais velha de Leopoldina, a arquiduquesa Maria Luíza, se casou com o maior inimigo da família, Napoleão Bonaparte, como estratégia para deter o avanço do francês sobre a Europa. Maria Luíza era uma inspiração para Leopoldina. Fazia parte da educação da família o aprendizado de línguas, a formação intelectual em diversas áreas do saber, aulas de teatro para ensinar os Habsburgos a desempenharem o papel de monarcas diante do povo.  Diferentemente de Dom Pedro, Leopoldina sabia dialogar com o povo brasileiro, mesmo sendo este tão diferente das suas raízes germânicas.  Além de chefiar o Conselho de Estado que recomendou Dom Pedro I a proclamar a independência, também tomou diversas resoluções importantes, como a contratação de militares estrangeiros para chefiar a Marinha e o Exército contra os militares portugueses e contra uma futura invasão de Portugal durante a Guerra da Independência. Leopoldina era contra a escravidão, durante a vida, Leopoldina procurou formas de acabar com o trabalho escravo. Incentivou a imigração europeia para o país. Primeiro vieram os suíços, se fixando no Rio de Janeiro e fundando a cidade de Nova Friburgo. Depois, a fim de povoar o sul brasileiro, a imperatriz incentivou a vinda dos alemães. As cores da Bandeira Nacional representam as duas Casas que deram origem ao Brasil independente: o verde representa a Casa de Bragança de Dom Pedro I, e o amarelo representa a Casa de Habsburgo de Leopoldina. Dona Leopoldina viveu apenas nove anos no Brasil faleceu prematuramente aos 29 anos, no dia 11 de dezembro de 1826. Em uma carta de Leopoldina para a irmã, escrita na vinda para o Brasil, a princesa dizia não esperar fazer nada tão especial e importante pela Áustria quanto fez Maria Luísa ao casar-se com Napoleão. Mas Leopoldina fez muito mais que a irmã, pois ela ajudou a criar um Brasil independente.

(foto 3 - Imperatriz Leopoldina)

ENGENHARIA DO EXÉRCITO CONTRIBUI PARA MOBILIDADE DA POPULAÇÃO GAÚCHA (Jorge da Rocha Santos; fonte: www.eb.mil.br , 15/09/2026) - Durante a crise climática que afetou o Rio Grande do Sul, em 2024, o 3º Batalhão de Engenharia de Combate (3º BE Cmb), Batalhão Conrado Bittencourt, sediado em Cachoeira do Sul, recebeu a missão de restabelecer importantes ligações rodoviárias interrompidas pelas enchentes. Em três frentes de trabalho, foram empregadas quatro pontes provisórias: uma entre Lajeado e Arroio do Meio, duas em Santa Maria e uma em Pelotas, demonstrando a operacionalidade da Engenharia do Exército Brasileiro. A primeira das estruturas a concluir sua missão de apoio foi a ponte provisória sobre o rio Forqueta, entre as localidades de Lajeado e Arroio do Meio, que beneficiou 116 mil pessoas. Sua montagem começou no fim de julho de 2024 e foi concluída em apenas sete dias, reflexo da prontidão operacional dos militares do 3º BE Cmb.

 (foto 4 Exército)

A travessia beneficiou ônibus, caminhões, veículos de serviço para o abastecimento de uma região profundamente afetada pelas enchentes. O efeito regional foi ainda mais amplo, pois contribuiu para o deslocamento de trabalhadores, prestação de serviços e o escoamento da produção no Vale do Taquari. Ao longo de seu período de funcionamento, 467.250 veículos atravessaram a ponte, dado que dimensiona a relevância daquela entrega para a mobilidade, o abastecimento e a recuperação econômica da região. A segunda frente a ser atendida foi na Rodovia RSC-287, em Santa Maria. A queda da ponte sobre o Arroio Grande interrompeu um dos principais acessos à cidade e comprometeu a ligação com os municípios da Quarta Colônia e com a Região Metropolitana de Porto Alegre. Diante da urgência, o 3º BE Cmb deslocou pessoal e meios e concluiu a primeira travessia provisória em 30 de maio de 2024, após dez dias e noites de trabalho. A pronta resposta restabeleceu a mobilidade beneficiando aproximadamente 329 mil pessoas. Diante do elevado movimento da rodovia, uma segunda ponte foi montada pelo 5º Batalhão de Engenharia de Combate Blindado (5º BE Cmb Bld) em outubro de 2024. As estruturas, denominadas Ponte Sargento Pires e Ponte Cabo Taltíbio, passaram a funcionar de forma complementar, ampliando a fluidez do tráfego. Mais 5 milhões de veículos transitaram pelas duas pontes provisórias de Santa Maria. A última das três frentes a concluir seu ciclo operacional foi a ponte sobre o Arroio Sujo, em Pelotas. Instalada em 9 de junho de 2024, a estrutura restabeleceu o acesso entre a Colônia de Pescadores Z3, o Barro Duro e o restante do município. A ponte permaneceu atendendo à região por mais de dois anos e dois meses. A retirada definitiva começou em 27 de agosto de 2026 e foi concluída no dia seguinte. Foi a última das estruturas destacadas nesta missão a deixar o terreno. Mais de dois anos após a calamidade, quando a atenção pública já se voltava para outros acontecimentos, o Exército permaneceu presente, cumprindo sua missão em apoio ao povo gaúcho. As pontes foram provisórias, mas a disponibilidade dos militares foi permanente, destacando a presença do Exército no apoio à população e na recuperação do Rio Grande do Sul.

(foto 5 pontes)

“Às vezes não acertamos com medo de errar e erramos com medo de acertar.”  (Arquimedes)

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