COLUNISTA
ANIVERSARIANTES AMIRP Dia 2 - Adriana de Almeida Pacheco, Paulo Xavier da Silva, Rosina Bezerra de Mello S. Rocha; dia 3 - Jaime Nogueira de Oliveira; dia 4 - Marcos Antonio Simas Bernardes; dia 5 - Nilo Sérgio Franck; dia 6 - Renata Rodrigues Botelho da Luz; dia 8 - Claudio José Louzada de Sousa, Neide Vieira Dias Kraus. A Coluna Vida Militar e a AMIRP parabenizam a todos desejando saúde e felicidades.
DOIS DE OUTUBRO - DIA DO QUADRO COMPLEMENTAR DE OFICIAIS (fonte: Exército Brasileiro) - O Quadro Complementar de Oficiais (QCO) é composto por oficiais com curso superior, realizado em universidades civis, em diferentes áreas do conhecimento e especializações técnicas necessárias ao Exército. É constituído de profissionais de ambos os sexos e diversas especialidades para emprego em atividades de natureza administrativa e complementar, incrementando, significativamente, a eficiência da atividade-meio. Servem nas diversas unidades do Exército nos mais longínquos rincões do País.
São administradores, estatísticos, professores, profissionais de informática, os comunicadores sociais, advogados, psicólogos, contadores e tantos outros, que vêm compartilhando, com os demais integrantes da Força Terrestre, os esforços desenvolvidos em prol do cumprimento da missão constitucional do Exército. O oficial do QCO é formado na Escola de Formação Complementar do Exército, em Salvador, Bahia. O patrono do Quadro Complementar de Oficiais é a Alferes Maria Quitéria.
PROJETO RAPTOR (fonte: Montedo.com , 26 de setembro de 2026) - O Exército Brasileiro iniciou uma pesquisa para estudar características clínicas e genéticas de cães destinados a futuras atividades militares. A iniciativa integra o Projeto Raptor, que pretende desenvolver uma linhagem funcional de cães de guerra para operações especiais. Para isso, o Comando de Operações Especiais trabalha com a Universidade Federal de Goiás (UFG) e a Fundação de Apoio à Pesquisa (FUNAPE). A pesquisa analisará um grupo de animais para identificar características relevantes ao emprego militar. Além disso, os pesquisadores deverão avaliar aspectos clínicos e genéticos dos cães. O objetivo consiste em ampliar o conhecimento sobre animais com potencial para diferentes funções. Os cães de guerra desempenham funções que vão além da proteção e do patrulhamento. Atualmente, esses animais podem participar de resgates, patrulhamentos, escoltas e abordagens. Também atuam na proteção de instalações e no controle de distúrbios. Além disso, unidades especializadas empregam cães para localizar drogas, explosivos e armas. Essas missões exigem treinamento específico e elevada capacidade de resposta. O emprego dos animais, portanto, depende tanto de características físicas quanto de comportamento e capacidade de treinamento. O Exército Brasileiro mantém atualmente 413 cães de guerra distribuídos por 57 organizações militares. Entre as principais raças empregadas pela Força estão o Pastor Belga Malinois e o Pastor Alemão. Entretanto, o trabalho não envolve apenas os animais. Os militares responsáveis pela condução também recebem treinamento específico. Os condutores precisam atuar em ambientes de estresse e responder rapidamente durante as missões. Por isso, a preparação ocorre de forma integrada com o treinamento dos cães. Nesse contexto, o Projeto Raptor pretende aprofundar o conhecimento sobre os cães utilizados pelo Exército. A caracterização clínica e genética poderá permitir uma análise mais detalhada das linhagens empregadas nas atividades militares. Assim, a pesquisa poderá contribuir para identificar características associadas ao desempenho dos animais em diferentes missões. O estudo reúne conhecimento militar e pesquisa acadêmica. Dessa forma, Exército, UFG e FUNAPE buscam produzir informações para orientar futuras etapas do projeto.
ALFERES MARIA QUITÉRIA, PATRONO DO QUADRO COMPLEMENTAR DE OFICIAIS (fonte: www.eb.mil.br/patronos ) - Maria Quitéria de Jesus, a mulher-soldado, nasceu em São José de Itapororocas, no ano de 1797, na antiga Província da Bahia. Em 1822, sob o ideal de liberdade, o Recôncavo Baiano lutava contra o dominador português que se negava a reconhecer a Independência do Brasil. Nesse clima, surge a figura de Maria Quitéria. A necessidade de efetivos fez com que a Junta Conciliadora de Defesa, sediada em Cachoeira-BA, conclamasse os habitantes da região a se alistarem para combater os portugueses. Maria Quitéria, uma humilde sertaneja baiana, atendeu ao chamado, motivada pelos ideais de liberdade que envolviam seus conterrâneos. Ante a posição contrária do pai, foge de casa e, com o uniforme de um cunhado, incorpora-se inicialmente ao Corpo de Artilharia e, posteriormente, ao de Caçadores, com nome de Soldado Medeiros. O seu batismo de fogo ocorre em combate na foz do rio Paraguaçu, ocasião em que ficam evidenciados seu heroísmo invulgar e sua real identidade. Em fins de 1822, a intrépida baiana, já com saiote tipo "highlander escocês" sobre o uniforme militar, incorpora-se ao Batalhão dos Voluntários de D. Pedro I, tornando-se, desse modo, oficialmente, a primeira mulher a assentar praça numa unidade militar, em terras brasileiras.
De armas na mão, participando de combates como o da Pituba e o de Itapuã, torna-se merecedora das mais honrosas citações de bravura, valor e intrepidez, passando a constituir-se em referência do heroísmo da mulher brasileira. Finda a campanha baiana, Maria Quitéria embarca para o Rio de Janeiro. A sua presença na Corte é cercada de muito respeito, em face da fama de sua coragem e da grande curiosidade decorrente das características de seu uniforme, por demais ousado para a época. No dia 20 de agosto de 1823, D. Pedro I confere à gloriosa guerreira a honra de recebê-la em audiência especial. Sabedor da bravura e da maneira correta com que sempre se portara entre a soldadesca, num gesto de profunda admiração, concede-lhe o soldo de "Alferes de linha" e a condecoração de "Cavaleiro da Ordem Imperial do Cruzeiro", em reconhecimento à bravura e à coragem com que lutara contra os inimigos da Pátria. Maria Quitéria, no entanto, não se deixou levar pela vaidade e pelo fulgor da glória que conquistara. Depois de encerrada a guerra, a heroína recolheu-se ao silêncio do lar, falecendo no dia 21 de agosto de 1853.
“Quase todos os homens são capazes de suportar adversidades, mas se quiser por à prova o caráter de um homem, dê-lhe poder.” (Abraham Lincoln)
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