Edição: sexta-feira, 09 de outubro de 2026

Vida Patriótica

COLUNISTA

Vida Patriótica
Foto:  Divulgação
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9 de outubro de 2026.

ANIVERSARIANTES AMIRP Dia 9 -  Marcelo da Silva Mendes da Luz; dia 10 - Lincoln Franklin Scali Filho; dia 11 - Renata Rocha Bordeira, Sonia Maria Ferreira Guimarães; dia 12 - Tadeu Franco de Oliveira; dia 15 - Diana Azevedo Correia de Souza. A Coluna Vida Militar e a AMIRP parabenizam a todos desejando saúde e felicidades.

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TRIGÉSIMO TERCEIRO ANIVERSÁRIO DA ASSOCIAÇÃO DOS MILITARES DA RESERVA DE PETRÓPOLIS AMIRP - (Jorge da Rocha Santos) Dia 16 de outubro no calendário da Igreja Católica é o dia de Santa Edwiges, a Santa dos pobres, dos desempregados e dos endividados. Nesse dia, no ano de 1993, uma plêiade de desprendidos militares da reserva residentes em Petrópolis idealizou e pôs em execução a criação de uma associação que congraçasse a família militar residente nesta Cidade Imperial e também aquelas que se identificassem com os ideais de patriotismo e valores cristãos.

Santa Edwiges foi escolhida padroeira da AMIRP pelo exemplo de solidariedade social de sua vida no auxílio dos necessitados. O atual presidente, Sgt Uiliam Cesar Motta, mantendo a tradição, realizará a entrega de cestas básicas na Igreja de Santa Edwiges, bairro Pedras Brancas. No dia 16, missa de Ação de Graças na mesma igreja e à tarde uma reunião de congraçamento na sede da associação, na rua Paulo Barbosa 147, sala 9, Centro. Elevemos à Santa Edwiges, padroeira da AMIRP, as nossas preces pelo Brasil e pela nossa querida Associação dos Militares de Reserva de Petrópolis. Que Santa Edwiges rogue por nós ao Senhor Deus para que Ele em Sua misericórdia infinita abençoe a nossa querida Pátria e a nossa Associação.

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DIA 12 DE OUTUBRO NOSSA SENHORA APARECIDA (Jorge da Rocha Santos,  fonte: Internet) - O rio Paraíba do Sul  nasce na Serra da Bocaina, Estado de São Paulo, e deságua na praia de Atafona, em São João da Barra, Município de Campos, no litoral do Estado do Rio de Janeiro. No Estado de São Paulo banha várias cidades, dentre elas: Taubaté, Aparecida, Guaratinguetá, Lorena.

Em 12 de outubro de 1717, os pescadores Domingos Garcia, Felipe Pedroso e João Alves, foram encarregados suprir com pescado o almoço  do conde de Assumar, governador da província de São Paulo, que visitava a Vila de Guaratinguetá. Naquele dia, próximo ao porto de Itaguaçu, eles subiam o rio e lançavam as redes, sem muito sucesso, até que recolheram o corpo de uma estátua de santa. Quando lançaram a rede, novamente, veio a cabeça.

A partir de então, os peixes pareciam brotar ao redor do barco. Durante 15 anos, Pedroso ficou com a estátua, chamada de Nossa Senhora Aparecida,  em sua casa, onde recebia várias pessoas para rezas e novenas. Mais tarde, a família construiu um oratório. Em 1735, o vigário de Guaratinguetá erigiu uma capela no alto do Morro dos Coqueiros. Como o número de fiéis fosse cada vez maior, teve início em 1834 a construção da chamada Basílica Velha. No ano de 1928  o povoado nascido ao redor do Morro dos Coqueiros foi elevado a Município de Aparecida. Um ano depois, o Papa Pio XI proclamava a santa como Rainha do Brasil e sua Padroeira. A imagem de Nossa Senhora Aparecida é uma pequena escultura de terracota, de cor negra, representando a Virgem da Imaculada Conceição. A cor escura da imagem é fruto do tempo e da ação das águas, mas adquiriu também um significado simbólico profundo, sendo vista como expressão da maternidade universal de Maria, que acolhe em seu coração todos os povos e raças.

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A PARTIDA DA FAMÍLIA REAL (fonte: “Homens e Coisas do Império”, Visconde de Taunay) Do Barão de Jaceguai ouvi a seguinte narrativa, em 2 de janeiro de 1890, que imediatamente, com toda fidelidade lancei no meu diário: “Eram duas horas da madrugada, e o Imperador parecia resolvido a não embarcar. “Não sou cão fugido”, dizia com insistência com insistência Sua Majestade “De certo não é, concordou o Barão, mas a hora indicada parece a mais conveniente. Que quer dizer ficar Voss Majestade, com sua augusta família, sujeito à curiosidade banal de toda uma população aglomerada nos telhados, no cais, e nos morros para ver a sua partida? Ou poderão dar-se violentas manifestações a fim de obstar o embarque e neste caso correrá muito sangue- esse sangue brasileiro que Vossa Majestade poupou sempre tanto sendo talvez vítimas pessoas de sua afeição; ou então só aparecerão indiferença e pouco caso, e o seu coração ficará ferido, a presenciar tanto abandono e tamanho desapego.” O Imperador deixando a cabeça cair sobre o peito, disse afinal com os olhos meio cerrados e depois de uma pausa: - “O senhor tem razão; eu parto”. E a esperar que todos se aprontassem, pôs-se a conversar em voz baixa com o Barão de Miranda Reis. “Desceu as escadas do paço da cidade com toda a calma, como em dias de cortejo, dando o braço à Princesa Dona Isabel, seguindo-se a Imperatriz, que vinha arrimada ao senhor Conde d’Eu. Os soldados embaixo apresentaram armas e ele tirou o chapéu, correspondendo à continência, e assim fez a quantos o saudaram.

“Ao embarcar, apressando alguém a entrada na lanchinha, o Imperador repetiu várias vezes: “Nada de precipitação; não vamos fugindo”. Levava jornais e revistas debaixo do braço. “O senhor Conde d’Eu viera do paço ao cais Pharoux a pé, tendo dito: “Não preciso de carro, irei com o Jaceguai e o Mallet.” No angustioso momento da partida Sua Majestade a Imperatriz chorava convulsivamente “Resignação, minha senhora”, aconselhou com meiguice o Barão de Jaceguai. “Tenho-a e muito, respondeu ela; mas a resignação não impede as lágrimas. E como deixar de verte-las, ao sair desta minha terra que nunca mais hei de ver? E beijou muitas vezes asa poucas senhoras que ali estavam, no rosto e no colo. Os criados do paço, debulhados em pranto, despediam-se ruidosamente num desespero indizível. Todos choravam, sem exceção dos marinheiros da lancha. O Imperador era o único que mostrava serenidade e olhos enxutos, mas de momento a momento concertava a garganta, patenteando que a custo sopitava imensa comoção.” Nota de Vida Patriótica: 1) Visconde de Taunay Alfredo d’Escragnole Taunay, engenheiro militar, nobre, escritor. 2) Barão de Jaceguai, Almirante Artur Silveira da Mota, diplomata, nobre e escritor. 3) Mallet - Marechal Emílio Mallet, Barão de Itapevi, militar, patrono da Arma de Artilharia do Exército Brasileiro)

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“É preciso trabalhar e vejo que não se fala quase senão em política que é as mais das vezes guerra entre interesses individuais.” (D. Pedro II)

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