Demétrio do Carmo - Especial para o Diário
Após um reajuste de cerca de 30% no fim de março, os preços dos combustíveis permanecem sem grandes variações nos últimos dias em Petrópolis. Nos postos, a gasolina comum é encontrada, em média, a R$ 7,29, enquanto a versão aditivada oscila entre R$ 7,39 e R$ 7,49. Já o diesel chega a R$ 7,59.
No último fim de semana, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) realizou uma operação de fiscalização em 14 estados, com foco na coleta de dados relacionados aos leilões de GLP (gás de cozinha) promovidos pela Petrobras. As equipes estiveram presentes em unidades estratégicas, como a Refinaria Duque de Caxias (Reduc), no Rio de Janeiro, e a Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Minas Gerais, além de solicitar informações de todos os polos produtores da estatal.
A ação também incluiu inspeções em diferentes elos da cadeia de abastecimento, com o objetivo de identificar possíveis irregularidades, como preços abusivos, problemas na qualidade dos combustíveis, falhas na medição volumétrica das bombas e inconsistências em equipamentos e documentação.
No estado do Rio, fiscais visitaram 30 postos distribuídos entre a capital e cidades como Cachoeiras de Macacu, Angra dos Reis, Nova Iguaçu, Nova Friburgo, Mangaratiba, Teresópolis e Itaguaí. A maior parte das vistorias teve como prioridade a verificação de práticas irregulares de precificação. Como resultado, foram emitidos dois autos de infração, uma interdição e coletadas quatro amostras para análise laboratorial.
As operações contaram ainda com o apoio de outros órgãos. Em Nova Iguaçu, houve atuação conjunta com a Polícia Rodoviária Federal, enquanto, na capital, as equipes trabalharam ao lado do Instituto de Pesos e Medidas (Ipem-RJ) e da Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD).
Estados aderem à proposta de subsídio ao diesel
Das 27 unidades da Federação, apenas duas não aderiram à proposta de subsídio de R$ 1,20 ao diesel importado, informou nesta tarde o Ministério da Fazenda. A medida, que integra o pacote para segurar a alta dos combustíveis, terá o custo dividido igualmente entre a União e os estados que aceitaram o acordo.
A pasta não divulgou as duas unidades federativas que não aderiram. Em entrevista coletiva, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que está conversando com os governos estaduais para tentar convencê-los a entrar no acordo.
De caráter temporário e excepcional, a proposta prevê um subsídio total de R$ 1,20 por litro de diesel importado por dois meses. O custo será dividido igualmente entre o governo federal e os estados, com R$ 0,60 arcados pela União e os outros R$ 0,60 pelas unidades da federação.
A medida, informou a Fazenda, terá custo de R$ 4 bilhões: R$ 2 bilhões para a União e R$ 2 bilhões para as unidades da Federação. Até a semana passada, a pasta informava que a medida custaria R$ 3 bilhões nos dois meses em que vigorará.
Na semana passada, o Comitê dos Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz) informou que a participação dos estados será proporcional ao volume de diesel consumido em cada região, embora os critérios específicos ainda estejam em definição.
A adesão é voluntária. As cotas dos estados que optarem por não participar não serão redistribuídas entre os demais, preservando a autonomia das unidades federativas.
Produtores nacionais
Além do subsídio ao diesel importado, o governo anunciou nessa segunda-feira (6) um subsídio de R$ 0,80 por litro de diesel produzido no Brasil. Também prevista para vigorar por dois meses, a ajuda custará R$ 6 bilhões (R$ 3 bilhões mensais), mas nesse caso o custo será totalmente bancado pelo governo federal.
Com informações da Agência Brasil
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