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Conselho Superior do Cinema debate uso de dados para qualificar políticas do setor

Encontro destaca importância de indicadores e evidências para orientar decisões e fortalecer o planejamento do audiovisual brasileiro

Foto: Freepik
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OConselho Superior do Cinema (CSC) debateu,  na última semana, o uso de dados e indicadores para qualificar políticas públicas do audiovisual. A discussão ocorreu durante o seminário "Notório Saber: organização de dados, indicadores e estudos para tomada de decisão em políticas públicas e a integração de observatórios do audiovisual”, promovido pela Secretaria do Audiovisual (SAV), como parte da 3ª Reunião Ordinária do colegiado (biênio 20252027).

Realizado em formato híbrido, o encontro reuniu conselheiros e especialistas para aprofundar o uso de informações estratégicas na formulação e no monitoramento de políticas para o setor. A iniciativa integra o plano de trabalho do Conselho, que prevê seminários temáticos para qualificar o debate técnico.

A secretária do Audiovisual, Joelma Gonzaga, destacou a relevância da agenda. “Essa reunião foi muito rica e reforça que qualificar dados e aprimorar parâmetros é fundamental para avançar nas políticas públicas do audiovisual”, afirmou.

O seminário teve como eixo central o aprimoramento da produção, organização e uso de informações sobre o setor, com foco em tornar mais eficiente a tomada de decisão. Também foram discutidos desafios relacionados à sistematização de dados, à construção de indicadores e ao acompanhamento das políticas em um cenário de transformação nas formas de produção e consumo de conteúdos.

Durante a programação, o secretário de Regulação da Agência Nacional do Cinema (Ancine), Leandro Mendes, apresentou o Observatório do Cinema e do Audiovisual (OCA), plataforma que reúne informações sobre produção, exibição, televisão e outros segmentos. A ferramenta permite acompanhar a dinâmica do mercado e subsidiar decisões estratégicas.

A apresentação incluiu ainda um panorama recente do setor, indicando estabilização após a recuperação pós-pandemia. Os dados apontam queda de público e de renda, enquanto o número de salas de cinema segue em crescimento, ampliando a presença do audiovisual no país.

Na sequência, a pesquisadora Alessandra Meleiro, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e do Instituto das Indústrias Criativas, ressaltou a importância do uso estruturado dessas informações. Segundo ela, organizar e analisar dados é essencial para orientar decisões, aprimorar instrumentos de fomento e acompanhar resultados.

Joelma Gonzaga também pontuou iniciativas da SAV voltadas à qualificação das bases informacionais. Entre elas, a pesquisa Políticas para descentralização do audiovisual no Brasil alcance, resultados e repercussões de dois programas de fomento na macrorregião CONNE, desenvolvida em parceria com a Universidade Federal da Bahia (UFBA), que analisa os impactos das políticas em territórios historicamente menos atendidos.

A secretária mencionou o Acordo de Cooperação Técnica (ACT) firmado entre o Ministério da Cultura (MinC) e a Associação Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), voltado à análise do impacto econômico da cadeia do audiovisual brasileiro. Com a participação da Universidade Federal Fluminense (UFF), o estudo em andamento também busca dimensionar o tamanho desse setor no país.

No âmbito dos Arranjos Regionais, a diretora de Formação e Inovação Audiovisual da SAV, Milena Evangelista, apresentou o documento Panorama do Ecossistema Audiovisual Arranjos Regionais 2025, com diagnóstico nacional e recorte territorial. Além do Plano de Ação e Composição Orçamentária, que orienta a aplicação de recursos nos territórios.

Ao abordar desafios de padronização e integração de dados, a diretora ressaltou a importância da articulação entre diferentes atores do setor. “Estamos em um esforço conjunto para estabelecer parâmetros e envolver gestores nesse processo”, afirmou.

O debate apontou ainda a necessidade de integrar fontes diversas como estudos acadêmicos, bases institucionais e dados de mercado para fortalecer o planejamento do setor. A construção de indicadores foi destacada como ferramenta essencial para dar mais clareza às políticas e qualificar o monitoramento de resultados.

Participaram ainda do seminário a subsecretária de Gestão Estratégica, Letícia Schwarz, conselheiros e representantes do setor.

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