Edição anterior (2446):
quinta-feira, 22 de julho de 2021
Ed. 2446:

Capa

Compartilhe:

Voltar:

HOJE

Edição anterior (2446): quinta-feira, 22 de julho de 2021

Ed.2446:

Compartilhe:

Voltar:


  Polícia

Conselho Tutelar nega omissão no caso da menina de quatro anos assassinada no Quitandinha

 

 

O Conselho Tutelar de Petrópolis negou que tinha conhecimento de qualquer tipo de tortura e maus tratos vivido pela menina de quatro anos, assassinada pelo padrasto, na noite da última quinta-feira, no Quitandinha. Segundo o órgão, após receber duas denúncias consecutivas de vulnerabilidade social, no dia 8 de outubro do ano passado, a mãe da criança, que também está presa, foi chamada e compareceu ao local uma semana depois.

“Ao contrario do que está sendo divulgado, recebemos duas denúncias e ambas começaram a ser averiguadas no mesmo dia. Na data da visita da mãe, as informações obtidas mostraram que a situação da criança e da família vinha evoluindo bem e positivamente. Se chegasse a denuncia de fato e a constatação de maus tratos, essa criança poderia ter sido salva”, relatou Antônio César, Conselheiro Tutelar.

O relatório da conselheira que atendeu a família, segundo Antônio César, aponta que naquela data não havia indícios de maus tratos. “A mãe negou as acusações e afirmou que não tinha qualquer tipo de vício. Na época, a denúncia também falava da falta de higiene na casa onde viviam, mas ela explicou que o imóvel precisava apenas de obras, mas era limpa”, destaca. Na ocasião, a mulher estaria trabalhando em um colégio da rede privada e disse que os filhos ficavam com o companheiro durante seu horário de expediente na escola.

Segundo o órgão, a mãe teria que retornar ao Conselho Tutelar no dia 22 de novembro, mas não compareceu. “A partir daí a conselheira tentou entrar em contato com os números de telefone registrados, esteve na casa da família, mas não moravam mais no endereço informado ao conselho. Isso acabou dificultando”.

Antônio César ressalta que em nenhum momento houve omissão do órgão. “Eu estou falando pelo colegiado, porque a conselheira não está em condições, está emocionalmente abalada com o ocorrido. Mas não houve omissão do colegiado. O que houve foi uma fatalidade e uma coisa inesperada”, explica Antônio César Santiago, Conselheiro Tutelar que estava de plantão na data do assassinato.

No entanto, na mesma audiência em que a Justiça do Rio de Janeiro determinou a prisão preventiva do casal, na segunda-feira (19) o juiz Antonio Luiz da Fonsêca Lucchese acolheu solicitação do MPRJ e requereu a expedição de ofício para a Promotoria da Infância e Juventude de Petrópolis apurar a atuação do Conselho Tutelar. Isso porque, teriam sido encontrados indícios de omissão. A menina morreu por traumatismo craniano e por espancamento, segundo laudo pericial, na última sexta-feira (16).

 

Relembre o caso

A mãe da menina e o companheiro foram presos na manhã do dia 16, por policiais civis da 105ª DP, coordenados pelo delegado João Valentim, suspeitos de torturarem e matarem a a criança, de apenas 4 anos. O crime teria ocorrido na casa da família, na Rua Rio de Janeiro, na noite de quinta-feira. A menina, com traumatismo crânio encefálico causado por espancamento e hemorragia, chegou a ser socorrida com vida para a UPA Centro e transferida para a UTI do Hospital Alcides Carneiro, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

De acordo com o delegado, o inquérito será finalizado em 10 dias com os laudos definitivos e, em seguida, será encaminhado ao Ministério Público Estadual. O processo, além de imagens de uma câmera de monitoramento, conta o depoimento de parentes e vizinhos, além do laudo pericial dos ferimentos encontrados no corpo da menina e apontaram “síndrome da criança espancada”, por conta das lesões antigas e já cicatrizadas e recentes.

Nesta segunda (19), o juiz Antonio Luiz da Fonseca Lucchese, da Central de Audiências de Custódia (CEAC) de Benfica do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), acatou o pedido do Ministério Público para converter a prisão em flagrante do casal em prisão preventiva.



Edição anterior (2446):
quinta-feira, 22 de julho de 2021
Ed. 2446:

Capa

Compartilhe:

Voltar:

HOJE

Edição anterior (2446): quinta-feira, 22 de julho de 2021

Ed.2446:

Compartilhe:

Voltar: