Mapeamento da Indústria Criativa 2025 detalha dados dos anos de 2023
Larissa Martins
Em Petrópolis, 84,8% dos trabalhos criativos, em 2023, estavam dentro das áreas de Tecnologia e Consumo. Os dados são do Mapeamento da Indústria Criativa 2025, publicação da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), com análise da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS).
Ainda segundo as informações, o município contabilizou, na época, 1.363 trabalhadores criativos formais, dos 74.820 empregos totais e 73.457 não criativos. Tecnologia aparece como a principal empregadora (539), seguida pelo Consumo (529), Propaganda e Marketing (233), Cultura (186), Design (121), Mídia (109), Arquitetura (108) e Moda (67).
O estado do Rio de Janeiro ocupa posição estratégica na Indústria Criativa brasileira, combinando forte participação econômica com impacto simbólico, que reforça a imagem do Brasil no mundo - o chamado Soft Power. A maior parte dos trabalhadores criativos está concentrada na capital: para cada quatro profissionais da área, três atuam no município do Rio de Janeiro.
A cidade também reúne o maior número total de empregos do estado, com 51,8% dos postos de trabalho. E o fato de 75% dos vínculos profissionais da Indústria Criativa estarem localizados no município, evidenciam sua posição de destaque nesse mercado. O ano de 2023 é a base mais atualizada fornecida pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
A importância econômica do Rio reflete não apenas na produção, onde 2,7% das empresas empregadoras são do segmento criativo, maior que a média nacional (2,3%). Ela também se destaca no mercado de trabalho, que conta com 124 mil empregos formais no setor, segundo maior em números absolutos.
O Mapeamento da Indústria Criativa 2025 mantém a análise dos 13 segmentos da Indústria Criativa separados em quatro grandes áreas: Consumo (Design, Arquitetura, Moda e Publicidade & Marketing), Mídia (Editorial e Audiovisual), Cultura (Patrimônio & Artes, Música, Artes Cênicas e Expressões Culturais) e Tecnologia (P&D, Biotecnologia e TIC). Nesse contexto, o estudo aponta que Tecnologia (45%) e Consumo (39,8%) são as áreas que mais empregam na economia criativa fluminense.
Porém, ao considerar o crescimento de postos de trabalhos criativos em relação a 2022, o ranking foi liderado pelo avanço de vagas na área da Cultura (9,4%) e da Tecnologia (8%). O crescimento dos empregos criativos no estado (6,5%) superou o ritmo nacional (6,1%), entre 2022 e 2023. Outros municípios importantes, como Macaé, Niterói e Duque de Caxias, apresentam destaque para o número expressivo de trabalhadores criativos. Macaé, especialmente, com 5% dos empregos do município criativos, aparece bem acima da média do estado (2,9%). Isso se explica por conta do pujante mercado de óleo e gás, que necessita de mão de obra especializada em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D). PIB criativo
Em 2023, o setor criativo fluminense respondeu por 5,2% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual, gerando R$ 46 bilhões e contribuindo com quase 11,9% do PIB criativo nacional. De forma geral, a Indústria Criativa impulsiona economia brasileira como um todo e já representa 3,59% do PIB brasileiro, o que equivale a R$ 393,3 bilhões, destaca o levantamento. O crescimento dos empregos formais no setor já supera a marca de 1,26 milhão de profissionais no Brasil
O Painel de Dados está disponibilizado no site do Observatório da Indústria ( observatorio.firjan.com.br/industriacriativa ).
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