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  Covid-19

Covid-19: aumenta o número de casos e mortes entre jovens de 20 a 29 anos

Wesley Fernandes - especial para o Diário

 

A morte de um jovem de 26 anos em decorrência da covid-19 acendeu um alerta em Petrópolis: o aumento no número de óbitos e casos de pacientes infectados pela doença nessa faixa etária. A vítima em questão é um rapaz, morador do Samambaia, que deu entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Centro em 1º abril e morreu no último dia 13, no Hospital Nossa Senhora Aparecida. Segundo a Saúde, o paciente tinha doença pulmonar obstrutiva crônica.

Um balanço divulgado pelo Boletim do Observatório Fiocruz Covid-19, nesta sexta-feira (23), mostra que a  faixa etária dos jovens entre 20 e 29 anos é a que teve o maior aumento das mortes por coronavírus no Brasil na comparação entre o verificado no começo do ano e os dados coletados entre os dias 4 e 10 de abril. "A análise divulgada aponta que a faixa etária dos mais jovens, de 20 a 29 anos, foi a que registrou maior aumento no número de mortes por covid-19: 1.081,82%", aponta o informe da Fiocruz. Já nas idades de 40 a 49 anos, houve o maior crescimento do número de casos: 1.173,75%.

Em Petrópolis, o reflexo das aglomerações em espaços públicos começou a surgir nas últimas semanas. Segundo o painel de monitoramento da doença, atualizado diariamente pela Secretaria Municipal de Saúde, a cidade soma, desde o início da pandemia, 4.903 jovens entre 20 e 29 anos infectados pela covid-19. Neste mesmo período e faixa etária, três pessoas perderam a vida.

Uma faixa acima, entre os adultos de 30 a 39 anos, a cidade Imperial contabiliza desde março no ano passado 6.063 diagnósticos positivos e 26 mortes. Esses índices confirmam a previsão dos infectologistas sobre o avanço da doença. Em entrevista do Diário no dia 15 de dezembro de 2020,  o infectologista e diretor da Faculdade de Medicina de Petrópolis (UNIFASE), Paulo Cesar Guimarães destacou que o  afrouxamento das medidas poderia tornar um imenso problema para os petropolitanos.

"Muitas vidas já foram perdidas. Em breve não termos mais leitos em hospitais públicos e também privados para tratar da nossa população. Alguns dos hospitais da nossa cidade já se encontram com lotação quase máxima. Sei que muitas pessoas precisam sair de suas casas para conseguir o sustento de suas famílias, mas as medidas preventivas devem ser respeitadas", destacou o infectologista.

Na época Petrópolis contabilizava 10.515 casos confirmados de covid-19 e 325 mortes. Quatro meses depois, esses índices mais do que dobraram e estão em 30.164 e 886, respectivamente, segundo o boletim epidemiológico municipal divulgado na noite de sexta-feira.  

As orientações dos infectologistas e órgãos públicos e privados que atuam no combate à covid-19 continuam as mesmas. A população deve ficar o máximo possível em casa para conter a transmissão da doença, além de não abandonar as medidas de prevenção, como o uso máscara, a higienização das mãos com água e sabão várias vezes por dia e a utilização de álcool em gel.

Mapa de Risco da Covid-19

A 27ª edição do Mapa de Risco da covid-19, divulgada sexta-feira pela Secretaria de Estado de Saúde, mostra que a Região Serrana do Rio de Janeiro permanece na bandeira vermelha - risco alto de contrair a doença. No geral, todo o Estado do Rio de Janeiro está, também,  na bandeira vermelha, mas o levantamento aponta para uma melhora nos parâmetros epidemiológicos. A análise compara a semana epidemiológica 14 (04 de abril - 10 de abril) com a 12 (21 de março - 27 de março) de 2021.



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