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Crise no transporte domina audiência judicial e debate na Câmara em Petrópolis

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Demétrio do Carmo - Especial para o Diário

Em meio à crise recente envolvendo a Turp Transportes, a 4ª Vara Cível de Petrópolis realizou, nessa segunda-feira (27), uma audiência para discutir a situação do transporte público no município. O encontro já estava agendado antes dos episódios mais recentes de paralisação dos rodoviários, mas ganhou novos contornos diante do agravamento do cenário.

Entre os temas debatidos esteve a tarifa de R$ 5,90, em vigor desde setembro de 2025 por decisão judicial. O reajuste havia sido autorizado com base na expectativa de melhoria na qualidade dos serviços prestados à população. No entanto, os problemas operacionais registrados nos últimos meses colocaram essa premissa em xeque.

O juiz dr. Jorge Luiz Martins afirmou que os episódios recentes “evidenciam o risco a que estão submetidos os usuários do serviço público de transporte”, com destaque para a situação da Turp. Apesar das críticas, ele considerou inadequada uma eventual redução da tarifa neste momento, classificando a medida como “injusta e irresponsável”. Ainda assim, cobrou ações mais efetivas do poder público municipal diante das falhas apontadas, reforçadas pelo último Relatório Mensal de Operação apresentado pela CPTrans.

Debate na Câmara

A crise no sistema de transporte também dominou o debate na sessão plenária da Câmara Municipal, realizada na terça-feira (28). O vereador Octavio Sampaio (PL) - autor do pedido de abertura de inquérito civil para apurar possíveis irregularidades trabalhistas por parte da empresa - criticou o que classificou como “politização” do problema. Segundo ele, haveria articulações com o objetivo de ampliar a tensão em torno da situação.

Na mesma sessão, o vereador Thiago Damaceno (PSDB) reconheceu a legitimidade das reivindicações dos trabalhadores e destacou a complexidade estrutural do transporte público em Petrópolis. Para o parlamentar, faltou gestão por parte do poder público para evitar o agravamento da crise. Ele também defendeu a adoção de subsídios ao setor, argumentando que o transporte coletivo é um serviço essencial com impacto direto em outras áreas sociais.

Já o vereador Léo França (PT) voltou a cobrar a realização de licitação para o sistema de transporte, conforme determinação do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) em 2025. Até o momento, no entanto, não há previsão para a abertura do processo, o que mantém incertezas sobre o futuro da concessão no município.

A vereadora Professora Lívia (PC do B), criticou a falta de compromisso da Turp com a cidade e os trabalhadores questionando a capacidade de a empresa permanecer na cidade. A Prefeitura precisa enfrentar esse problema, a cidade não pode mais conviver com esse caos na mobilidade urbana, declarou enfatizando o projeto de sua autoria que cria o Fundo Municipal da Tarifa Zero, apontada por ela como solução adotada em cidades mais avançadas neste setor.

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