Petrópolis tem apenas um caso da doença em 2026
Vitor Cesar estagiário
De acordo com um estudo produzido pela Fundação Oswaldo Cruz Bahia (Fiocruz) e publicado na New England Journal of Medicine (NEJM), pessoas infectadas pelo vírus da dengue tem 17 vezes mais risco de desenvolver a Síndrome de Guillain-Barré (SGB). Segundo os pesquisadores, a cada 1 milhão de casos de dengue, 36 pessoas podem desenvolver SGB.
A pesquisa foi feita sobre três bases de dados: internações hospitalares, casos de dengue e mortes dentro do Sistema Único de Saúde (SUS). Ao todo foram cinco mil hospitalizações por SGB de 2023 para 2024.Dentre essas, 89 aconteceram após uma infecção de dengue. Os profissionais ainda dizem da urgência da incorporação da SGB como complicação pós-dengue pela saúde pública.
Na cidade de Petrópolis a redução de registros de dengue tem sido significativa. Em 2025, foram registrados apenas 160 casos prováveis da doença. comparado a 2024, ano em que a cidade contabilizou 7.722, reduzindo em cerca de 98% o número de diagnósticos.. Neste ano, apenas um caso foi registrado até janeiro.
Segundo o Ministério da Saúde (MS), a síndrome de Guillain Barré é um distúrbio autoimune, onde o sistema imunológico do próprio corpo ataca parte do sistema nervoso, que são os nervos que conectam o cérebro com outras partes do corpo. É geralmente provocado por um processo infeccioso anterior e manifesta fraqueza muscular, com redução ou ausência de reflexos. Os sintomas mais comuns consistem em sensação de dormência ou queimação nas extremidades nos pés e pernas, seguidos das mãos e braços. Dor neuropática lombar ou nas pernas pode ser vista em pelo menos 50% dos casos. Fraqueza progressiva é o sinal mais perceptível ao paciente.
Cuidados
O SUS dispõe do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para a Síndrome de Guillain Barré. Dentro da medida,que prevê entre outros tratamentos, existe a liberação do medicamento imunoglobolina intravenosa (IgIV) e do procedimento plasmaférese, que é uma técnica de transfusão que permite retirar plasma sanguíneo de um doador ou de um doente. O tratamento visa acelerar o processo de recuperação, diminuindo as complicações associadas à fase aguda e reduzindo os déficits neurológicos residuais em longo prazo.
Segundo a Fiocruz, a maior parte das pessoas se recupera, mas o processo pode levar meses ou até anos, e alguns pacientes ficam com sequelas permanentes.
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