Mauro Peralta - médico e ex-vereador
Tradicionalmente, comemora-se no segundo domingo de maio o Dia das Mães. A data foi criada no início do século XX, mais precisamente em 1914, pelo Congresso dos Estados Unidos, após campanha da ativista Anna Jarvis, apoiada por associações comerciais. Ela queria homenagear sua mãe, que lutava ao lado de grupos de mulheres para combater a mortalidade infantil e melhorar as condições sanitárias da época. No Brasil, o ditador populista Getúlio Vargas decretou, em 1932, que o segundo domingo de maio fosse o Dia das Mães, no mesmo ano em que permitiu o sufrágio feminino.
Depois do Natal, o segundo domingo de maio é a melhor data de vendas para o comércio. Nos Estados Unidos, as vendas estimadas devem superar os 35 bilhões de dólares e, no Brasil, ultrapassar os 15 bilhões de reais.
Na verdade, se não fossem elas, nós não existiríamos. Sem seus cuidados na primeira infância, dificilmente sobreviveríamos. Afinal, quem nos carregou por nove meses no ventre, bem pertinho de um coração repleto de esperanças, foram elas. Quem nos embalou, limpou, alimentou, protegeu e amou incondicionalmente foram elas. Quem continua a nos amar dia após dia e a tentar nos proteger são elas.
Assim, um único dia em um ano de 365 é muito pouco para homenagear quem merece muito mais. Na verdade, todo dia deveria e deve ser dia de proteger, abraçar e amar nossas mães. Quem ainda tem a felicidade de poder abraçá-las e depois, num sussurro, dizer “eu te amo, mamãe”, não pode perder essa oportunidade. Quem, como eu, já na terceira idade, não possui mais essa felicidade física, continua a ter a espiritual, podendo relembrar, na memória e no coração, o quanto era bom poder amá-la todos os dias.
A saudade bate forte, ainda mais em mim, que recentemente perdi minha segunda mãe, minha esposa Maria Celi. Ainda bem que posso repetir o mantra de meu amigo Padre Quinha: “Toda hora, todo dia, de mãos dadas com Maria”. Parabéns a todas as mamães do mundo. Todo dia é o seu dia.
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