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  Automóveis
 Diário Automóveis
COLUNA

 

 

Carros PcD: R$ 140 mil é novo teto de IPI aprovado pela Câmara dos Deputados
Deputado Vinicius Farah comemora inclusão de requerimento em MP com alterações tributárias

A Câmara dos Deputados aprovou na quarta-feira (02.06) a Medida Provisória 1.034/21, que aumenta para R$ 140 mil o valor dos veículos novos comprados com isenção de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) por clientes PCD (pessoas com deficiência). O texto aprovado dobra o teto para a isenção do IPI originalmente proposto pelo Executivo- que era de R$ 70 mil.  Matéria segue agora para o Senado e, aprovada, vai à sanção presidencial. A MP atende a uma reivindicação do deputado federal Vinicius Farah que no início do ano reforçou pedido ao Ministério da Economia por meio de requerimento.

“A MP que estabeleceu mudanças tributárias em outras áreas atendeu também a essa nossa reivindicação. O teto de R$ 70 mil estava em vigor desde 2008 e depois de 13 anos as versões de modelos para PCD ficaram mais raras. Era justo que se mudasse esse teto”, afirma o deputado federal, Vinicius Farah.

O parlamentar cita que de dois milhões de carros comercializados em 2020, 14% foram direcionados a PCDs. “O automóvel é essencial para mobilidade e autonomia de pessoas com deficiência, seja ela condutora ou não do veículo. É necessário para a sua inclusão nos estudos e trabalho e para tratamentos, por isso a luta para que este benefício não fosse perdido por causa da falta de veículos disponíveis com isenção do imposto previsto”.

Levantamento realizado ano passado pela Associação Brasileira da Indústria, Comércio e Serviços de Tecnologia Assistiva para Pessoas com Deficiência (ABRIDEF) mostrava que as fábricas não iriam mais suportar segurar os preços e as pessoas ficariam sem opção de modelos para aquisição com isenção. 

Outra mudança incluída no texto original permite o uso do desconto pelas pessoas com deficiência auditiva. Além disso, daqui em diante o benefício só poderá ser usado a cada três anos, e não mais a cada dois anos, como era na Lei 8.989/95. Essas regras têm vigência imediata.

 

 

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Projeto de lei na Alerj permite a donos de veículos mudar o número da placa

Proposta do deputado Anderson Alexandre atende às vítimas de roubos ou furtos 

Proprietários de veículos que tiverem as placas furtadas ou roubadas poderão solicitar um novo registro numérico ao Detran. É o que propõe o deputado estadual Anderson Alexandre (SDD) através do projeto de lei 4183/2021, em tramitação na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). A proposta também isenta do pagamento da taxa de emplacamento os proprietários que apresentarem o registro de ocorrência de furto ou roubo.

O deputado Anderson Alexandre justifica que com a nova placa Mercosul, sem lacre e apenas aparafusada nos veículos, os criminosos estão utilizando estas placas para clonagem de veículos e, assim, praticar outros crimes como assaltos, transporte de armas e drogas e até a venda dos veículos irregularmente.

De acordo com o projeto de lei, o Detran-RJ deverá disponibilizar em seu sistema, no momento do agendamento, a opção de alteração do registro numérico da placa por furto ou roubo.

Anderson Alexandre afirma ser inaceitável que cidadãos honestos recebam multas e tenham delitos imputados ao seu veículo, com o risco de responder processos administrativos e até criminalmente, devido ao fato de não conseguirem alterar o registro numérico na instalação da 2ª via da placa.

“Nossa proposta também corrige uma falha na legislação, não é justo que o cidadão, após ter a placa de seu veículo furtada ou roubada, ainda tenha que desembolsar a taxa de emplacamento. O Estado já isenta do pagamento da 2ª via no caso de documentos roubados, quando emitidos por órgãos públicos. Com relação ao furto e roubo de placas, não deveria ser diferente, o Estado precisa amparar o cidadão”, explica o deputado Anderson Alexandre. 

Deputado Anderson Alexandre afirma que vítimas de crime não podem ser ainda mais penalizadas

 

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Projetos de modernização de rodovias brasileiras devem ampliar segurança e fluidez das vias

Sylvio Calixto*

Trafegar em rodovias equipadas com soluções e sensores que conectam as concessionárias e seus usuários instantaneamente. Ter acesso a informações em tempo real para possibilitar a tomada de decisões das entidades de fiscalização e, além disso, propiciar maior fluidez no tráfego de veículos e segurança para motoristas e passageiros. Toda essa modernização atrelada à tecnologia é um sonho para a infraestrutura viária de qualquer país.

No Brasil, esse cenário está cada vez mais possível. Uma das iniciativas mais recentes é o Programa de Modernização de Rodovias Federais, o Inov@BR, recentemente anunciado pelo ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas. Os pilares do Programa estão baseados em Segurança, por meio da preservação da vida e repressão de crimes; fluidez, para proporcionar um deslocamento eficiente e o investimento em tecnologia, facilitando a comunicação entre entidades e usuários por meio de acesso 4G, 5G e Wifi, além do pedágio com cobrança proporcional ao trecho percorrido, também chamado de Free Flow.

Esse sistema tem chamado a atenção dos usuários por permitir cobranças proporcionais ao quilômetro rodado por meio de portais instalados pela via, ao invés das tradicionais praças de cobrança. Ele já é realidade há alguns anos em países da Europa e da América do Norte, além do Chile, na América Latina.

Essa tecnologia vem ao encontro dos avanços necessários também no Brasil. Percorrer as estradas sem precisar parar nas praças de pedágio é um desejo de muitos motoristas que já estiveram em outros países e puderam utilizar o sistema de passagem ou fluxo livre.

A solução vai além da agilidade e da inovação tecnológica. O pagamento proporcional ao trecho percorrido reflete em uma coleta da arrecadação de uma forma mais justa, proporcional ao uso da via. Atualmente, em várias rodovias, como a Via Dutra, por exemplo, estima-se que menos da metade dos veículos efetivamente paga pelo pedágio, por trafegar em trechos não alcançados pelas praças de cobrança.

Um outro ponto benéfico aos usuários é a prevenção de acidentes que ocorrem nas praças de pedágio. Casos como o ocorrido em abril deste ano, quando houve um acidente fatal na Rodovia BR 050, com um caminhão que trafegava desgovernado e acabou colidindo com os veículos parados na praça. O sistema Free Flow também é uma medida que privilegia a segurança dos usuários.

Com a implementação do sistema de fluxo livre, sistemas com base em inteligência artificial poderão ser aplicados para a fiscalização de veículos infratores. Esses sistemas podem auxiliar no controle de evasões de cobrança nesses trechos. O Compare, sistema que identifica veículos mesmo que a placa esteja adulterada, é uma das soluções capazes de prevenir essa conduta.

Atualmente no Brasil muitas empresas possuem estrutura tecnológica para suportar a modernização anunciada. Muitas delas genuinamente nacionais, com desenvolvimento e fabricação local. Espera-se benefícios práticos refletidos na sociedade nos aspectos de modernização, conforto e segurança viária. Mas também outros benefícios, de cunho econômico, refletidos no fortalecimento das empresas nacionais e na geração de novos empregos com forte base tecnológica.

*Sylvio Calixto é CEO da Pumatronix.

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No período de um ano, carro mais barato do Brasil teve reajuste de até 26%

 

Em meados de 2020, Renault Kwid e Fiat Mobi custavam R$ 34.990. Dentro de um ano, modelos foram remarcados e hoje custam respectivamente R$ 44.390 e R$ 43.990

PC Pedro Cerqueira

 (foto: Renault/Divulgação)

Com cenário desfavorável (dólar “caro”, escassez de alguns componentes e uma interminável pandemia), o preço dos veículos novos disparou. Desde meados de 2020, estamos acompanhando o que parece ser uma briga entre Fiat Mobi e Renault Kwid para não serem o automóvel mais barato do país.

Há cerca de um ano, os dois modelos custavam o mesmo preço: R$ 34.990. Logo o Mobi subiu para R$ 36.990. A Renault não deixou por menos e, em setembro, jogou o Kwid a partir de R$ 37.490. No fim do mês seguinte, o Mobi já custava R$ 38.990, superando um Kwid que já tinha sido remarcado para R$ 38.690.

No início de 2021, o Mobi já custava R$ 39.740, contra um Kwid um pouco mais barato, R$ 39.390. Os preços atuais desses modelos são R$ 43.990 para o Mobi e R$ 44.390 para o Kwid, encerrando até aqui esta corrida para não ser o modelo mais barato do Brasil.

A título de comparação, no intervalo de um ano o Mobi ficou 25,7% mais caro, enquanto o Kwid sofreu reajuste de 26,8%. Naturalmente, a cada remarcação a versão de entrada desses modelos ganharam um ou outro equipamento, mas nada que chegue a impressionar, já que o pacote de itens de série desses modelos é bastante modesto.

 (foto: Fiat/Divulgação)

Atual modelo mais barato do Brasil, o Fiat Mobi Easy 1.0 só custa mesmo os R$ 43.990 de tabela se for com a pintura em preto sólido. Nos itens de série, destaque para banco traseiro rebatível, para-sol com espelhos nos lados do motorista e passageiro, os obrigatórios airbags frontais e freios ABS, quadro de instrumentos com display digital de 3,5 polegadas, retrovisores com ajuste mecânico, rodas de aço com 14 polegadas e calotas. Sob o capô, o velho motor 1.0 Fire, com até 75cv de potência e 9,9kgfm de torque.

Já o Renault Kwid 1.0 custa R$ 44.390 apenas no branco sólido. Seus equipamentos de série trazem pré-disposição para rádio, airbags frontais e laterais, freios ABS, retrovisores com ajuste manual e rodas de 14 polegadas com calotas. O motor é o 1.0 de três cilindros, com até 70cv de potência e 9,8kgfm de torque, com baixo consumo de combustível e desempenho sofrível.

MAIS UM DEGRAU Esses modelos de entrada atingiram agora o preço médio que os compactos da prateleira de cima tinham em maio de 2018, portanto há três anos. Apesar de compactos, estes modelos eram mais equipados, trazendo de série ao menos ar-condicionado, direção assistida e vidros elétricos dianteiros.

Naquela época, os cinco modelos mais em conta na sequencia de Kwid e Mobi (que custavam respectivamente R$ 32.490 e R$ 34.690) eram: Chevrolet Onix 1.0 Joy (R$ 43.290), com aquela primeira carinha do modelo; Volkswagen Gol 1.0 Trendline (R$ 43.840), que não mudou nada; Hyundai HB20 1.0 Unique (R$ 43.990), da geração anterior; e os finados Ford Ka 1.0 S (R$ 44.780) e Nissan March 1.0 S (R$ 44.990).

Desses modelos, considerando apenas os que sobreviveram, o preço atual do Volkswagen Gol 1.0 é de R$ 60.260, um aumento de 37,4% nos últimos três anos. Já a versão de entrada do Hyundai HB20, a Sense 1.0, custa hoje 59.290, uma remarcação de 34,7%. O Chevrolet Onix Joy é vendido atualmente na versão única 1.0 Black, a partir de R$ 59.460, um incremento de 37,3% em relação ao preço praticado há três anos.

 


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