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  Colunistas
DOUGLAS PRADO
COLUNISTA

 

 

Hora de decisão 1
O voo político sem obstáculos do ex-prefeito Bernardo Rossi parece ter chegado ao fim, no governo do estado. Deputados estaduais, envolvidos em campanhas em seus municípios e, como sempre, precisando espaços políticos e empregos, querem ocupar a secretaria e os cargos estaduais que hoje estão sob o comando de Rossi – há nomeações em várias áreas, além da Secretaria de Governo e da Chefia de Gabinete do Governador. Até agora, segundo um assessor do ex-prefeito, o governador esperava que o problema se resolvesse sem grandes choques, porque sonhava com a desincompatibilização do secretário para disputar a Prefeitura de Petrópolis. Como Rossi diz que não deseja a candidatura, aproxima-se o momento de uma decisão: ficar com Rossi e abrir mais desgaste no Legislativo, ou atender os desejos dos deputados.

 

Hora de decisão 2
O descontentamento de deputados governistas com o tamanho do espaço ocupado pelo ex-prefeito petropolitano já teria sido explicitamente comunicado ao governador pelo presidente da Assembleia Legislativa, Rodrigo Bacellar, o político que tem nas mãos o poder de iniciar ou não processos de cassação de detentores de mandatos estaduais fluminenses, tem projetos ambiciosos e não quer deixar os colegas deputados não mão.

 

Hora de decisão 3
Esse quadro explica, talvez, a irritação demonstrada por Rossi em uma das raras reuniões com sua equipe em Petrópolis. Ele queixou-se do que chamou de falta de energia dos assessores na hora de divulgar seu nome e suas realizações para as comunidades. Quem o conhece bem diz que o tom da conversa foi de “bronca”. A razão objetiva seria a pouca mobilização para acompanhar a visita do governador Cláudio Castro a Petrópolis.

 

Hora de decisão 4
O ex-prefeito não fala a respeito, mas entende-se que suas alternativas sejam aceder à pressão do governador Cláudio Castro e candidatar-se a prefeito de Petrópolis ou esperar o prazo de desincompatibilização e medir as chances de candidaturas de deputados de seu partido, que disputem a eleição de prefeito em seus municípios, abrindo-lhe a vaga de deputado estadual. Não dá para dizer hoje que nenhum deles seja ou possa vir a ser favorito, mas se o quadro melhorar um pouquinho, Bernardo ganha fôlego para permanecer no governo. Seria mais cômodo não arranjar rusgas com quem pode assumir uma cadeira de deputado.

 

Tropeço
O prefeito Rubens Bomtempo não teve sucesso na tentativa que fez para atrair o PSDB para a sua campanha pela reeleição. Bomtempo consultou a presidente regional dos tucanos, Aspásia Autor Camargo, em almoço, e ela deixou a resposta para o futuro. O fato de dirigentes municipais do partido não terem sido convidados para o almoço mais atrapalhou do que ajudou. Há irritação no ar.

 

Atrás de legenda
É grande o assédio sobre ex-vereadores que mantêm boa posição eleitoral. Candidatos a prefeito e líderes partidários fazem fila na porta dos que representam votos valiosos para as legendas. Os telefones de Roberto Naval, Jorge Barenco, Márcio Arruda e Wanderley Taboada, por exemplo, não param de tocar.

 

Saidinha
Autoridades permitiram que criminosos perigosos deixassem as prisões com base na lei que prevê a “saidinha” de presos em datas comemorativas como Natal e Ano Novo. Diante da reação indignada da opinião pública, deputados propõem acabar com o instituto da “saidinha”, igualando presos condenados por pequenas infrações a chefes impiedosos do tráfico e das milícias, quase sempre envolvidos na guerra que atormenta praticamente todas as cidades brasileiras. Bastaria redefinir as normas e atribuir a concessão do benefício a uma comissão mais atenta, de forma a evitar que bandidos perigosos sejam beneficiados. Mas, as autoridades preferem punir os mais frágeis nesse processo e, principalmente, suas famílias.

 

Pela água
É bom o projeto de autoria do vereador Gil Magno aprovado pela Câmara, que prevê a criação de política municipal voltada ara o uso racional e sustentável da água. Se a ideia não for atirada nas gavetas superlotadas de projetos que o governo municipal despreza, pode representar um avanço no tratamento do tema, que é de vital importância. Para isso, o projeto prevê ações socioeducativas, envolvendo a rede municipal de ensino.

 

Ficamos fora
Petrópolis ficou fora da lista de bondades que orientou a visita do presidente Lula ao Estado do Rio. Provavelmente, não há uma só reivindicação das nossas autoridades políticas para que a cidade também ganhe um instituto federal, voltado para a formação nas áreas de ciência e tecnologia. Seria um reforço para que a cidade passe a tirar mais proveito das potencialidades impulsionadas pela presença do Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC). Mas, quem se importa com o futuro?
 


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