Darques Júnior Especial para o Diário
Os dados do Observatório Nacional de Direitos Humanos (ONDH) apresentam que, em 2026, Petrópolis registrou 380 denúncias e 2.740 violações aos direitos humanos. Somente em março deste ano, o observatório apontou que foram 815 violações, em 126 denúncias. Dentre elas, 267 violações contra a pessoa idosa foram registradas em 55 denúncias, seguidas de 258 em 47 denúncias de crimes contra a criança e adolescente. No mesmo período no ano passado, 245 violações contra a criança e o adolescente foram à maioria das ocorrências dentro dos 556 crimes relacionados a direitos humanos no município.
Ainda é apresentado pelo ONDH o aumento nos números de denúncias e violações em comparação ao ano passado, quando foram 306 e 2.144, respectivamente. Entre as violações aos direitos humanos em 2026, até o momento, crimes contra crianças e adolescentes e contra a pessoa idosa são os mais recorrentes no município, sendo 1.096 e 744, respectivamente, seguidos por crimes contra a integridade de pessoas com deficiência, sendo de 464 violações em 78 denúncias.
Adotada e proclamada pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 10 de dezembro de 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos estabelece 30 artigos relacionados à dignidade humana, liberdade, igualdade, direito a não ser submetido à escravidão, dentre outros, com o intuito de estabelecer a paz entre os povos, independente de raça, gênero, religião, nacionalidade, etc.
Sendo oficializada em 24 de março pela Organização das Nações Unidas (ONU), o dia Internacional para o Direito à verdade para as vítimas de Graves Violações dos Direitos Humanos tem como intuito dar reconhecimento e os direitos das vítimas e de suas famílias de reconhecer a verdade sobre violações graves de direitos humanos.
A data homenageia Dom Oscar Romero, arcebispo de El Salvador assassinado em 1980 e se tornando símbolo da luta pelos direitos humanos por denunciar diversos abusos cometidos pelo governo, além da defesa dos camponeses. Em 2018, a Igreja Católica, em cerimônia realizada no Vaticano, Oscar Romero foi canonizado e reconhecido como mártir por sua defesa e oposição a ditadura salvadorenha.
No mesmo ano, em 2018, a data foi oficialmente incluída no calendário nacional em datas comemorativas, através da Lei n° 13.605, que reforça a importância de dar visibilidade às vítimas e promover a cultura de respeito aos direitos humanos.
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