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Entidades emitem notas de repúdio após prisão de secretário

Foto: Freepik
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Demétrio do Carmo - Especial para o Diário

Após a prisão do então secretário de Habitação e Regularização Fundiária e Interesse Social de Petrópolis, Guilherme Moreira, nesta sexta-feira (20), sob acusação de estupro de vulnerável, diversas entidades do município se manifestaram publicamente em repúdio ao caso. A Prefeitura de Petrópolis informou que realizou a exoneração imediata do servidor após a confirmação da prisão.

Entre as manifestações, o diretório municipal do PCdoB, a União Brasileira de Mulheres (UBM) e a União da Juventude Socialista (UJS) divulgaram nota conjunta classificando as denúncias como extremamente graves. As entidades ressaltaram que, além da acusação inicial, a operação realizada na residência do secretário resultou na apreensão de um arsenal de armas, que será submetido à perícia da Polícia Civil. Segundo as organizações, as imagens dos armamentos apreendidos ampliaram a indignação pública e reforçam a necessidade de uma apuração rigorosa.

Na nota, as entidades manifestaram solidariedade à vítima e à família, reafirmando compromisso com a defesa dos direitos humanos, da dignidade de crianças e adolescentes e com o combate a todas as formas de violência. O grupo também defendeu investigação célere, transparente e sem qualquer tipo de interferência, destacando que crimes contra pessoas em situação de vulnerabilidade exigem resposta firme do poder público.

O Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Petrópolis (CMDCA) também publicou nota oficial manifestando “absoluto repúdio” diante das denúncias de violência sexual contra criança divulgadas na tarde de sexta-feira.

No texto, o conselho destacou que a violência sexual contra crianças é uma das mais graves violações de direitos, afrontando os princípios da proteção integral e da prioridade absoluta previstos na Constituição Federal e no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O CMDCA ressaltou que nenhuma função pública ou posição de autoridade pode servir de escudo para práticas que atentem contra a dignidade e a integridade de uma criança.

O órgão defendeu que os fatos sejam apurados com rigor, responsabilidade e transparência pelas autoridades competentes, assegurando o devido processo legal e eventual responsabilização, caso as acusações sejam confirmadas. O conselho também se solidarizou com a criança e sua família, reforçando que a rede de garantia de direitos deve atuar de forma articulada para assegurar acolhimento, proteção e acompanhamento especializado, preservando a integridade física e emocional da vítima.

Por fim, o CMDCA reiterou que a defesa da infância não admite relativizações e afirmou que seguirá acompanhando o caso para que qualquer violação de direitos de crianças e adolescentes seja devidamente enfrentada no município.

Quem também se manifestou foi a vereadora Júlia Casamasso. Em suas redes sociais a parlamentar se solidarizou com a família da vítima e todas as meninas e mulheres vitimadas diariamente pela violência predatória perpetuada pelo patriarcado.

"Não permitiremos que a cidade siga fechando os olhos para essa realidade. Seguiremos cobrando responsabilidade e o fortalecimento de políticas públicas de proteção, com orçamento garantido, estrutura adequada e compromisso permanente com a vida e a dignidade das crianças e mulheres", diz a nota.

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