Demétrio do Carmo - Especial para o Diário
Entidades da sociedade civil de Petrópolis se uniram em defesa da preservação dos quarteirões históricos da cidade. A ação se dá em virtude da proposta de abairramento, que está em fase final e busca dividir formalmente o município em 55 bairros e 44 localidades, estabelecendo limites e nomenclaturas oficiais.
Em carta aberta ao prefeito Hingo Hammes, protocolada no dia 21 de novembro, o grupo - formado pelo Clube 29 de Junho, Instituto Histórico de Petrópolis, Casa de Portugal, Casa D´Itália Anita Garibaldi de Petrópolis, Instituto Bingen, Associação dos Grupos Folclóricos Alemães de Petrópolis, Associação Guias de Turismo de Petrópolis, Conselho Municipal de Turismo, A Nova Brüke e Igreja Luterana de Petrópolis - manifestou sua profunda preocupação com o futuro dessas regiões e pede que sejam tomadas medidas urgentes e efetivas para a preservação do patrimônio histórico e cultural.
De acordo com Pedro Troyack, diretor do Clube 29 de Junho e uma das lideranças do grupo, o movimento defende que a prefeitura faça o abairramento, que é necessário principalmente nos distritos.
É importante esse projeto para que haja mais clareza sobre as fronteiras, onde começa e termina determinado bairro. Só Pedimos que, quanto ao primeiro distrito, que sejam respeitados e considerados ainda existentes os quarteirões históricos que estão aqui desde 1846. É preciso levar em conta que Petrópolis tem uma característica única de cidade planejada, disse.
Petrópolis possui três Vilas vinte nove quarteirões e um setor que juntas, completam 33 regiões, que compõem o primeiro conjunto de localidades que integram o planejamento urbano de Petrópolis no período Imperial.
Esses quarteirões não são apenas conjuntos de linhas e poligonais traçadas no papel, são o cerne de nossa identidade cultural, a materialização da nossa história e um patrimônio de valor inestimável que atrai visitantes e define o caráter urbano único da nossa cidade. Acreditamos que esse patrimônio, que completará 180 anos de vida em 2026, necessita ser mantido intocável. Com a união de esforços entre o poder público e a sociedade civil, é possível preservar a beleza e a história dos nossos quarteirões para as presentes e futuras gerações, finaliza o documento.
Em nota, a Secretaria Municipal de Planejamento e Orçamento informou que entende a importância da organização dos quarteirões, que foram definidos no Plano Koeler, para a história de Petrópolis. E por isso, o texto base do projeto de lei de formalização dos bairros, que tão logo seja aprovado pelo CRPD, será amplamente divulgado, e contará com a preservação dos nomes dos quarteirões juntamente com os nomes dos bairros.
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