Município e organizadores do festival pedem perícia e desinterdição do Crazy Park, espaço fechado desde o acidente no brinquedo Expresso do Amor
Emanuelle Loli - estagiária
A empresa Vibra Produção e Eventos LTDA ME, responsável pela organização do festival Rock The Mountain, protocolou um pedido na 4ª Vara Cível de Petrópolis uma ação civil pública para que se viabilize a realização da perícia e, consequentemente, a desinterdição da área do Parque Municipal Prefeito Paulo Rattes, em Itaipava.
Cerca de 5 mil metros quadrados permanecem fechados para perícia judicial devido a um acidente registrado, em maio deste ano, no brinquedo Expresso do Amor, que resultou na morte de João Vitor, de 19 anos, e deixou a jovem Raíssa Dutra ferida.
Segundo a petição, a manutenção do espaço isolado inviabiliza a montagem das estruturas do Rock The Mountain, evento de grande porte e relevância cultural, com início previsto para 31 de outubro de 2025, no local. A empresa argumenta que o atraso na perícia pode gerar prejuízos expressivos não apenas à produção, mas também a diversos setores da economia local, como comércio, hotelaria e turismo.
“O interesse não é, em hipótese nenhuma, desmerecer o trágico ocorrido e nem tampouco, atrapalhar o andamento do processo, mas sim, exclusivamente, auxiliar as partes e o juízo a fim de agilizar a parte burocrática e, conseguirmos, juntos, realizar todas as etapas, mas, com a celeridade que o caso necessita”, informa o documento.
O município de Petrópolis também ingressou com uma petição pedindo que sejam desocupados os espaços em que se encontram depositados os equipamentos pertencentes ao Crazy Park.
De acordo com o documento, desde o acidente, o Município vem mantendo vigilância contínua sobre a área interditada, com o objetivo de impedir o acesso de pessoas não autorizadas e garantir a preservação do local para a prova técnica. O texto ressalta, contudo, que essa vigilância tem demandado reforço de pessoal e aumento de gastos públicos, uma vez que o parque continua recebendo diversos eventos e atividades culturais, esportivas e sociais.
A defesa do Crazy Park disse que “no momento estamos aguardando a homologação dos honorários periciais, os quais já concordamos com os valores. Esperamos que a perícia seja elaborada com a maior brevidade possível. Com relação a liberação dos equipamentos aguardaremos a decisão judicial para manifestarmos”.
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