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Espetáculo “E aí Gostou???” integra o Projeto Arte Diversa e reforça o papel da Escola de Música Santa Cecília como Ponto de Cultura

Apresentação gratuita neste domingo, 16 de novembro, reúne alunas do curso de teatro sob direção de Christiane Carvalho e celebra a pluralidade artística e a inclusão promovidas pelo Projeto Arte Diversa

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação


Neste domingo, 16 de novembro, às 15h, o Teatro Reynaldo Chaves, localizado nas dependências da Escola de Música Santa Cecília, em Petrópolis, recebe o espetáculo “E aí Gostou???”, uma montagem leve e divertida composta por esquetes que misturam humor e crítica social. A apresentação, gratuita e com classificação livre, integra o Projeto Arte Diversa, iniciativa do Instituto Municipal de Cultura com recursos do Fundo Municipal de Cultura, que valoriza artistas locais e promove uma cultura acessível, inclusiva e plural. As portas serão abertas às 14h30, com entrada por ordem de chegada e capacidade limitada a 120 lugares.

Sob a direção da professora e atriz Christiane Carvalho, que tem 33 anos de carreira nos palcos, o elenco é formado pelas alunas Manuela Zambeli, Elisa Rivetti, Ana Clara Ullmann, Lavínia, Antônia, Sofia, Maju e Maitê, integrantes do curso de teatro de sexta-feira da Escola de Música Santa Cecília. As esquetes apresentadas A Psicóloga, Café com Leite, Delegacia, A Fã, Bom pra Cachorro, Escritório e O Elevador exploram temas cotidianos com leveza e sensibilidade, convidando o público à reflexão e à diversão.

Para Christiane Carvalho, o teatro é mais do que uma forma de expressão artística: é um caminho de autoconhecimento e transformação. “Quero que os alunos se conheçam. O ator precisa entender suas próprias emoções para dar vida a um personagem. Isso é uma terapia, porque o autoconhecimento transforma, tanto no palco quanto fora dele”, afirma. As aulas de teatro, abertas a pessoas de todas as idades, reúnem alunos típicos e atípicos em um mesmo ambiente de aprendizado, promovendo inclusão, empatia e convivência coletiva.

De acordo com Janine Meirelles, presidente voluntária da Escola de Música Santa Cecília, sediar eventos como este reforça o papel da instituição como Ponto de Cultura. “Oferecer espaço para que artistas da cidade e da região se apresentem é parte essencial do processo de um Ponto de Cultura. O palco é onde o artista deve estar”, destaca. Reconhecida pelo Ministério da Cultura e pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro, a Escola desempenha papel fundamental na difusão cultural de Petrópolis, ampliando o acesso às artes e fortalecendo a identidade artística local.

Ao longo do ano, a instituição realiza cerca de vinte apresentações gratuitas, reafirmando seu compromisso com a democratização da cultura. “Projetos como este fortalecem a arte local, tornam o palco um espaço de encontro entre artistas e comunidade e permitem que a arte seja vivida por todos”, conclui Janine Meirelles.

Mais informações podem ser obtidas de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h, na Escola de Música Santa Cecília, à Rua General Osório, 192 Centro, pelo telefone e WhatsApp (24) 2242-2191, no Instagram @emusicasantacecilia ou no Facebook @santaceciliapetropolis.

SERVIÇO
Espetáculo: E aí Gostou???
Data: Domingo, 16 de novembro
Horário: 15h (abertura do teatro às 14h30)
Local: Teatro Reynaldo Chaves Escola de Música Santa Cecília
Endereço: Rua General Osório, 192 Centro, Petrópolis
Entrada: Gratuita (por ordem de chegada 120 lugares)
Informações: (24) 2242-2191
Instagram: @emusicasantacecilia
Facebook: @santaceciliapetropolis

SOBRE A ESCOLA DE MÚSICA SANTA CECÍLIA

A Escola de Música Santa Cecília, foi fundada em 16 de fevereiro de 1893, pelo professor de música João Paulo Carneiro Pinto, pernambucano talentoso e músico conhecido por sua excelência, atestada por uma das suas premiações, a “Medalha de Ouro” do Conservatório de Música do Rio de Janeiro. O professor, trazido para Petrópolis pela Família do Barão Araujo, que venerava Petrópolis, assim como outras tantas famílias que tinham a cidade como refúgio do calor e dos problemas de saúde que enfrentavam na então capital do Brasil, Rio de Janeiro.

Além disso, com a industrialização, na última década do século XIX, Petrópolis atraiu trabalhadores do exterior, como também de todo país, estabelecendo uma união estreita da cidade com os mineiros imigrantes, através do trem de ferro. A República, recém instaurada, sofria pressões políticas, e a Revolta da Armada contra o governo de Floriano Peixoto feria a paz, estando decidida a mudança da capital do Estado do Rio de Janeiro para Petrópolis. Os verões alegres da cidade, a tranquilidade, o ambiente saudável, a garantia de emprego, tornaram-se atrativos para uma nova população que pouco a pouco integrou-se aos colonos alemães.

Por causa de toda esta ebulição, o músico João Paulo Carneiro Pinto, abandonou a vida carioca, fixou residência em Petrópolis, onde inaugurou um ensino de música para 34 crianças bem dotadas musicalmente e, principalmente, sem recursos, na escola que leva o nome da padroeira da música, Santa Cecília. Passando de um prédio a outro de doações e subvenções do poder público e do empresariado, a Escola foi inicialmente acolhida no Hotel Bragança, que nada cobrava do maestro.

A escola de Paulo Carneiro tornou-se presença obrigatória em toda a vida cultural e festiva de Petrópolis, não só pelo ensino como pela orquestra, participante efetiva de todas as festividades públicas e particulares. A extraordinária e muito respeitada figura do maestro foi presença marcante na vida petropolitana. Ao falecer, a 10 de Setembro de 1923, seu último pedido a amigos e devotados auxiliares: Não deixem morrer a minha Escola!

Na manhã de 23 de Setembro de 1923 reuniram-se esses amigos com Sanctino Carneiro, filho do maestro, que abriu mão de todos os bens do pai representados por instrumentos musicais e a própria escola iniciando a organização da sociedade civil, hoje conhecida como a Escola de Música Santa Cecília.

De prédio em prédio, a sociedade adquiriu, por fim, uma pequenina casa na rua Marechal Deodoro, número 192, esquina da Rua Marechal Deodoro com a Rua General Osorio, onde se instalou com cursos musicais, abrindo seu salão para atividades artísticas em geral, que abrigavam também um cine-teatro. Graças a uma campanha sólida de arrecadação junto à população petropolitana, em 1950 o pequeno prédio foi demolido e as obras começaram. Durante o período de construção, a escola funcionou no Palácio de Cristal. Cinco anos depois, em 1955 foram inaugurados o Edifício Paulo Carneiro e o Teatro Santa Cecília, consolidando o sonho do Maestro Paulo Caneiro.

Dentre as centenas de alunos, professores e dirigentes, que passaram por seus bancos escolares e administrativos, destacam-se três notáveis personalidades musicais, todos petropolitanos natos, representantes de três fases da Escola: da primeira (século XIX), a pianista Magdalena Tagliaferro, aluna do maestro Paulo Carneiro; da segunda (primeira metade do século XX), o maestro, pesquisador e compositor César Guerra-Peixe; e da terceira (segunda metade do século XX), o maestro, compositor e pesquisador Ernani Aguiar.

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