Demétrio do Carmo - Especial para o Diário
A corrida pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro se transformou em um grande tabuleiro de xadrez jurídico, com novas informações e reviravoltas constantes. O Estado poderá eleger dois governadores neste ano de 2026, já que o atual governador Cláudio Castro (PL), confirmou a intenção de disputar uma vaga no Senado mas, para isso, terá que renunciar ao atual posto em abril, ou seja, com seis meses de antecedência como manda a lei eleitoral.
O imbróglio que envolve o atual cenário acontece porque o vice-governador eleito, Thiago Pampolha (MDB), renunciou ao cargo em 2025 para assumir um cadeira no Tribunal de Contas do Estado, abrindo vaga para o então presidente da Assembleia Legislativa, Rodrigo Bacellar(UNIÃO), até então o nome preferido de Castro para a sucessão. Após investigações, que ainda em curso, Bacellar foi afastado da Alerj assumindo interinamente em seu lugar Guilherme Delaroli, que não pode assumir o governo porque é presidente interino da assembleia.
A situação atual deixa o presidente do Tribunal de Justiça do Rio, Ricardo Couto, o próximo na linha de sucessão estadual, que assumirá interinamente o governo do estado e terá que convocar, no prazo de 30 dias, eleições indiretas como determina o artigo 142 da Constituição estadual. O governo-tampão será escolhido de forma provisória para completar o mandato em curso.
Candidaturas
Apesar de curto, um mandato desta natureza é bem avaliado dentro do meio político. Tanto que alguns nomes já aparecem na disputa. Um deles é o de André Ceciliano (PT), ex-presidente da Alerj. Porém, Cláudio Castro defende a candidatura de Nicola Miccione (PL), atual secretário estadual da Casa Civil.
Outro nome cotado é de Douglas Ruas (PL), apontado como o favorito da família Bolsonaro. As candidaturas deverão ser feitas em chapas conjuntas, compostas obrigatoriamente por um candidato a governador e um a vice-governador.
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