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  Cidade

Evasão escolar pode ser ainda maior no pós-pandemia

Mais de 700 estudantes de Petrópolis estavam fora do ambiente escolar em 2019

Priscila Torquato – especial para o Diário/Foto - Arquivo

 

Dados do Indicador de Permanência Escolar divulgados no final de maio mostram que 12% dos jovens com idade entre 16 e 17 anos não estavam estudando em 2019 no estado do Rio de janeiro. A pesquisa é do Instituto Iede (Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional).  Em Petrópolis mais de 730 estudantes das redes municipal e estadual, haviam abandonado a escola no mesmo ano, segundo dados da Busca Ativa, projeto desenvolvido pelo UNICEF  em parceria com a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e com apoio do Colegiado Nacional de Gestores Municipais de Assistência Social (Congemas) e do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems). 

De acordo com os dados, 737 estudantes dos anos iniciais ao ensino médio estavam fora da escola, representando 2,2% do total de alunos matriculados naquele ano.  A maioria, 689 (2.3%) da área urbana da cidade e 441 (6,4%) eram alunos do ensino médio da rede estadual. A educadora Maria Angela Gomes que  atua há quatro anos com reforço escolar, alerta que a evasão  escolar é  comum entre os jovens por uma questão de orientação. “É muito comum que adolescentes concluam o ensino fundamental e não ingressem no ensino médio por acreditar que não é necessário para o mercado de trabalho e lógico, por necessidade de trabalhar e não conseguir conciliar os horários com a rotina. No entanto, futuramente essa decisão trará alguns problemas para esse adolescente no próprio mercado de trabalho.”

PANDEMIA AGRAVA EVASÃO

Com a pandemia de covid-19 decretada  a partir do fim de 2019, os governos incentivaram o isolamento social como forma de redução do contágio. Todos os setores econômicos e produtivos tiveram suas atividades paralisadas, incluindo a educação. Mesmo com a adoção de aulas remotas, a adesão ao novo sistema dependia de uma série de fatores. No Brasil, a falta de internet e equipamentos adequados agravaram a crise e manter os jovens interessados virou um desafio.  A maioria dos estudantes de Petrópolis ouvidos na metodologia do Busca Ativa Escolar alegaram que o ambiente educacional e o conteúdo oferecido pelas instituições de ensino  eram desinteressantes e que por esse motivo não frequentavam a escola.

“Precisamos criar meios informativos que alcancem jovens e adolescentes de maneira didática afim de conscientizá-los da importância em seguir estudando e principalmente dos danos que o abandono escolar podem causar a longo prazo’, reforça Maria Angela.

 “Precisamos falar sobre a necessidade de um ensino básico completo para que futuramente esse jovem seja capaz de concorrer a vagas sem maiores problemas, tenha acesso a universidades, cursos técnicos. A conscientização é um fator importante e que pode ser feito de forma imediata”.

DESAFIOS

“Em tempos de pandemia uma boa forma de fazer essa conscientização é através das redes sociais, games e até mesmo em rede de televisão. Precisamos criar meios informativos que alcancem jovens e adolescentes de maneira didática afim de conscientizá-los da importância em seguir estudando e principalmente dos danos que o abandono escolar podem causar a longo prazo”, conclui Maria Angela.



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