A morte da fisioterapeuta Priscila de Andrade Nunes Haubrich, de 41 anos, vítima de feminicídio, provocou comoção em Petrópolis. Conhecida por amigos, familiares e pacientes, ela teve a vida interrompida de forma violenta na noite de segunda-feira (27), no bairro Corrêas. Nas redes sociais, a dor pela perda se transformou em uma corrente de homenagens, mensagens de despedida e pedidos por justiça.
O corpo de Priscila foi velado na terça-feira (28), na Capela 33, localizada na Praça Oswaldo Cruz, no Centro de Petrópolis. De acordo com informações do Cemitério Municipal de Petrópolis, o sepultamento ocorreu por volta das 18h30, reunindo familiares, amigos e pessoas que prestaram as últimas homenagens à fisioterapeuta.
Priscila foi morta a facadas após uma discussão dentro de um carro, na Estrada do Bonfim. O principal suspeito do crime é o ex-companheiro da vítima, Pedro Henrique dos Santos, preso pouco depois do ocorrido.
Segundo informações da Polícia Civil, o suspeito afirmou em depoimento que ele, Priscila e o filho de três anos do casal haviam consumido bebida alcoólica antes do crime. Em seguida, os dois deixaram a criança com familiares e seguiram para a Estrada do Bonfim, onde ocorreu o feminicídio.
Em sua versão, Pedro Henrique alegou que a vítima estava com uma faca e que, durante a discussão, tomou o objeto. Ainda de acordo com o depoimento, ele golpeou Priscila, descartou a arma em uma área de mata e fugiu do local. O instrumento foi encontrado posteriormente pelos agentes.
O homem foi localizado pouco tempo depois por policiais militares do 26º BPM. Conforme a corporação, ele estava com as roupas manchadas de sangue e apresentava ferimentos nas mãos. Ao chegarem ao local, os agentes encontraram Priscila caída no chão, já sem possibilidade de socorro. Testemunhas indicaram aos policiais o caminho que teria sido utilizado pelo suspeito durante a fuga.
Ainda segundo a Polícia Militar, Pedro Henrique possui uma condenação por estupro e também responde a um processo por lesão corporal praticada contra uma mulher.
A Polícia Civil informou que todas as declarações prestadas pelo suspeito serão confrontadas com as provas reunidas durante a investigação. O caso segue sendo apurado para esclarecer todas as circunstâncias do crime que abalou a cidade e reacendeu o debate sobre a violência contra as mulheres.
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