Essa é a segunda maior causa de mortes acidentais em crianças menores de 4 anos, aponta Sobrasa
Larissa Martins
As férias escolares estão se aproximando e é nesse período que as crianças passam mais tempo em casa e nas áreas de lazer. Por isso, é fundamental que os pais redobrem a atenção na hora de levar os filhos em piscinas e praias, evitando que esses momentos de diversão se transformem em tragédia.
A Sociedade Brasileira de Salvamento (Sobrasa) alerta que afogamento é a segunda maior causa de mortes acidentais entre crianças na faixa etária de 1 a 4 anos. Porém, todas as pessoas estão propensas ao perigo, mesmo grandes nadadores podem morrer dessa forma quando não respeitam seus limites.
Em Petrópolis, por exemplo, o Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ) registrou, desde 2023, cerca de 55 salvamentos de pessoas em cachoeiras (5), lagos/represas/rios (44), piscinas (2) e poços (4), em Petrópolis. A maior parte (25) durante o período de férias: dezembro, janeiro e fevereiro.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 2,5 milhões de mortes evitáveis por afogamento ocorreram na última década, mais de 90% delas em países de baixa e média renda, com ocorrências frequentes nos mesmos ambientes aquáticos citados acima. Todos os anos, quase 250 mil pessoas perdem a vida por afogamento, sendo quase 82 mil crianças entre 1 e 14 anos.
Para quem vive em condomínios, estes devem intensificar a manutenção dos equipamentos de uso coletivo. Isso inclui verificar se há peças soltas, ferrugem ou qualquer outro desgaste que possa comprometer a segurança. Embora o condomínio tenha o papel de garantir a integridade das instalações, a responsabilidade pelo comportamento das crianças é dos pais ou responsáveis.
“O condomínio é responsável pela manutenção e pela sinalização adequada dos espaços e equipamentos, com manutenções periódicas e frequentes. Porém, cabe aos responsáveis supervisionar as crianças e garantir o uso correto dos ambientes”, explica Luciana Lima, CEO da Gestart Condomínios.
No caso das áreas de lazer, é imprescindível que as normas sejam amplamente discutidas, votadas e aprovadas em assembleia, contemplando limites de idade e condições de uso de espaços que ofereçam maiores riscos de acidentes.
Dicas de Segurança
A especialista destaca alguns cuidados que devem ser tomados para garantir a segurança.
“Para evitar afogamentos e quedas, os pais devem garantir que as crianças nunca frequentem a piscina desacompanhadas. Brincadeiras como saltos ou empurrões devem ser proibidas, e o uso de coletes de segurança é essencial. O colete de espuma é o mais recomendado, pois é resistente, não se danifica facilmente e proporciona mais segurança”, reforça.
O Corpo de Bombeiros também ressalta que o papel da sociedade na prevenção ativa é fundamental, e dá algumas dicas:
Nas praias, sempre respeite as cores da bandeira e evite entrar no mar quando a cor for vermelha. O banho noturno também deve ser evitado por ser altamente perigoso;
Em rios, lagos e represas é importante usar o colete salva-vidas. O fundo desses locais pode ter lodo, areia, objetos como galhos, tudo isso pode acabar te prendendo no fundo, e somamos ainda com a profundidade totalmente irregular e desconhecida;
Nas cachoeiras também temos um risco específico, que é a cabeça d’água. Se você estiver na água e observar o aumento do número de galhos, a mudança na coloração da água e a correnteza ficar mais forte, saia imediatamente de onde você está, pois pode ser uma cabeça d’água;
Quem tem piscina em casa é preciso ficar atento a alguns fatores, como: colocar uma grade ou rede que impeça a criança ou bebê de cair acidentalmente na piscina. Diversos casos de afogamentos são pelo fato da piscina não ter nenhuma proteção. Os ralos também precisam ser anti sucção, para não prender acidentalmente alguma parte do nosso corpo. Piscinas coletivas também precisam ter uma botoeira de emergência, além da presença de um guardião de piscinas.
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