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  Colunistas
Fernando Costa
COLUNISTA

 

Fofocar faz mal à alma
 
Fernando Costa
                          Existem diversas obras sobre o tema fofoca. E ela está impregnada por toda parte. Pasmem, até nos bancos dos templos são ouvidas e vez por outra atrapalham orações  ante comentários estranhos ao ambiente onde nos encontramos. Não se dão conta de que tal atitude contraria a vontade do Pai em flagrante desrespeito aos princípios éticos e o mandamento “amai a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”.
                        Nas filas do elevador, ônibus, praças, restaurantes, bares, hospitais, calçadas, palácios, congresso, senado, presidência, tribunais e etc. “a dona fofoca” diz presente, inclusive, nas mesas das sagradas refeições de alguns onde o prato principal é a vida alheia. Fuxicar só pode ser uma doença.
                        Admitamos que alguém a faça por ignorância sem medir as consequências e o perigo que os comentários poderão causar. É por isso que existe o termo “língua de trapo ou ferina”.
                        Não desejo me imiscuir nas áreas terapêutica, psicanalítica ou psicológica, mas, tão somente expor observações do dia a dia onde qualquer de nós ouve e presencia fatos, alguns tênues, pueris e outros eivados de aleivosias que ultrapassam os umbrais criminais da calúnia, injúria e difamação. A fofoca é mau hábito e, no âmbito religioso constitui um pecado. Há casos que o indivíduo não controla a consciência. É comum a essas personagens se intrometerem na vida dos outros.
                        O fofoqueiro fala e só depois que espalhou suas invenções ao vento é que se dá conta de que armou uma enorme confusão. Depois que o mal está feito ele se torna irreparável nem que se indenize com milhões de dólares, euros, reais, libras ou o equivalente. E o dano à honra ante a dor causada?
                       É mais fácil agradar, mas, há os que se sentem bem em agredir, criar histórias inexistentes, fruto de sua imaginação em geral por se tratar de sujeitos incompetentes, invejosas e pobres de espirito, por isso, fomentam o desamor e a desunião. Eu diria até que é inseguro, malicioso e de índole cruel.
                      Se Você está gripado logo se espalha que  é pneumonia... Se você emagrece, livra-nos Deus, a fofoca se evolui e arranjam logo uma doença grave para tentar lhe fazer bem ao ego. Se for um profissional frustrado e derrotado não consegue vislumbrar com bons olhos o colega que luta e se esforça.
                     Ele precisa dizer o que houver de pior. Faz lembrar aquela pessoa deprimida que  tenta se jogar do vigésimo andar. Enquanto os que estão a salvos no térreo deveriam buscar uma escada, o corpo de bombeiros ou uma cama elástica a amortecer a queda alguns gritam pule, pule, pule porque têm sede de sangue e morte...
                     O invejoso está fora do alcance daquele que desfruta de condição superior à dele aí ele o ataca porque visa destruí-lo e se não o conseguir, pelo menos, prejudica-lo o recompensa. Ciúme também pode gerar fofoca e essa agressão visa distorcer os fatos não se importando a tentativa de enlamear o próximo e sua integridade, a competência profissional e moral.
                           E assim se alimenta o fofoqueiro e ainda mais quando há programas de televisão, radiodifusão, internet, celulares ou similares a fomentar discórdias... Há também aquele que tenta projetar a sua vida, ações, omissões e jeito de ser no outro, por não haver coragem de admiti-los lança no outro o seu veneno porque é fácil falar do semelhante do que assumir-se.
                           Fujamos desses contatos a que não incorramos na cumplicidade. Rezemos pelos fofoqueiros a que encontrem uma razão saudável para desfrutarem a vida de forma amena e menos árida.
 


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